A prefeitura de São Paulo pagou por uma festa de promoção política da deputada federal Renata Abreu e do marido dela, o vereador Gabriel Abreu.
A grana (R$ 100 mil) saiu de uma emenda de Gabriel, que é do Podemos, para a secretaria de Esporte, comandada por Rogério Lins, candidato a deputado em dobradinha com a Renata.
Era para ser uma "gincana" para crianças atendidas pela secretaria, promovida por uma ONG. Mas foi só um ato de campanha antecipada mesmo.
Tudo promovia o casal.
Tudo foi pago com verba municipal.
A arte do evento, com o rosto do casa? Dinheiro público!
O lanche distribuído por gente com coletes com os nomes dos dois políticos? Dinheiro público!
Os funcionários que distribuíam os lanches? Pagos com dinheiro público, claro.
Até o crachá do evento tinha o rosto do casal, para não deixar dúvida da finalidade do evento.
A foto abaixo, e várias outras na matéria, estão na prestação de contas enviada à secretaria de Esporte, controlada pelo Podemos.
O documento mostra que até os presentes distribuídos para as crianças tinham o rosto do casal.
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@MarceloFreixo Tá certíssimo. Tá mais do que na hora de alguém fazer alguma coisa pra dar um basta nas loucuras desse senhor que acha que é o dono do partido no RJ
Artigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicado neste domingo no jornal Washington Post
As tarifas dos EUA contra o Brasil são um erro estratégico
Há um ano, fui surpreendido pela publicação, em uma plataforma digital, de carta do Presidente Donald Trump que impunha tarifa de 50% a produtos brasileiros. A menção, logo no primeiro parágrafo, ao ex-presidente Jair Bolsonaro — condenado no ano passado e hoje preso por tentativa de golpe de Estado no Brasil — deixava explícita a motivação política da medida.
Nos diálogos que mantive com Trump desde então ressaltei que não é necessário compartilhar as mesmas visões de mundo para buscar relação mutuamente benéfica entre nossos países. Afinal, somos líderes das duas maiores democracias e economias das Américas.
Negociações entre nós e decisões da Suprema Corte dos EUA desmontaram a primeira versão do tarifaço. Mas este mês, desconsiderando dezenas de reuniões entre nossas equipes, sólidos argumentos técnicos e documentos que entreguei pessoalmente ao próprio Trump, o governo norte-americano decidiu adotar novas tarifas contra o Brasil que vão de 12,5% a 37,5%.
Como resultado, a Global Trade Alert, organização independente baseada na Suíça, estima que o Brasil e a Turquia são hoje os segundos países mais tarifados pelos Estados Unidos, depois apenas da China. E isso apesar do superávit norte-americano no comércio bilateral de bens e serviços, que ao longo de quinze anos consecutivos acumula 428 bilhões de dólares.
Além de injustas, as novas tarifas são um erro estratégico: elas prejudicam a economia dos Estados Unidos e a parceria com o Brasil. Diversos segmentos industriais dos Estados Unidos dependem de insumos brasileiros. Alimentos, calçados, têxteis, móveis, autopeças e vários outros produtos chegarão mais caros ao consumidor norte-americano.
As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram para o menor patamar desde 1997. Na comparação entre os primeiros 6 meses de 2025 e 2026, o comércio bilateral com os EUA recuou 12,8%, enquanto o comércio com a União Europeia cresceu 6,1% e com a China aumentou 15,9%.
No médio prazo, essas tarifas vão levar à desorganização de cadeias produtivas que hoje se encontram densamente integradas e as empresas brasileiras vão substituir fornecedores norte-americanos por outros parceiros.
Isso diz muito da inconsistência entre os interesses dos EUA anunciados em sua estratégia de segurança nacional e as políticas que adota em relação ao Hemisfério Ocidental.
A América Latina e o Caribe não precisam de porta-aviões rondando suas águas nem de punições tarifárias. O que nos falta são parceiros confiáveis e previsíveis. Neste momento em que os EUA isolam seu mercado, outros países se apresentam como alternativas, oferecendo uma agenda positiva, capaz de fomentar o desenvolvimento econômico e social.
Estou convicto de que a união de esforços em torno de iniciativas concretas de investimento, comércio e combate ao crime organizado é o caminho a seguir para superar as mazelas que afligem um hemisfério que é de todos nós.
A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos e retrocessos.
Apesar da longa história de intervenções políticas e militares dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe, houve momentos em que Washington soube ser um parceiro à altura de nossos interesses de desenvolvimento.
O Presidente Franklin D. Roosevelt implementou uma política de Boa Vizinhança que tinha como objetivo substituir o uso da força pela diplomacia em sua política externa para a região. Essa postura contribuiu de forma decisiva com os primórdios da industrialização no Brasil. O presidente George W. Bush, ao enfrentar a crise financeira de 2008, incluiu 3 países latino-americanos na primeira reunião de líderes do G20.
Para o Brasil, a única guerra que precisamos travar nesta parte do mundo é contra a fome, a pobreza e a desigualdade. E as únicas armas a empregar são as dos investimentos, da transferência de tecnologia e do comércio justo e equilibrado.
Tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam. Nunca antes um secretário de Estado norte-americano havia qualificado o Brasil como um país não-amigo. Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras.
As alegações do Presidente Trump contra o Brasil, na tentativa de justificar as tarifas, são infundadas. A liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade nas plataformas de redes digitais — não vamos abdicar de proteger nossas famílias e nossas crianças contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas. Nosso sistema de pagamentos, o Pix, não discrimina empresas norte-americanas e é uma referência internacional de infraestrutura pública digital. O mundo inteiro sabe que, a partir de 2023, combatemos de forma incisiva os ilícitos ambientais e reduzimos drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros.
Respeitamos a soberania de outros Estados e negociamos com todos aqueles que saibam respeitar a nossa. A reciprocidade é a base de toda relação entre nações e temos mecanismos apropriados para assegurá-la.
Estamos prontos a continuar dialogando de maneira aberta e construtiva, como o relacionamento entre dois países como o Brasil e os Estados Unidos requer. Mas o destino do Brasil compete apenas aos brasileiros, sem interferência externa, nem subserviência.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
O Tarcísio não está só vendendo a CPTM. Ele está desmontando uma rede que, até então, operava de forma integrada e unificada.
Normalmente, quando se fala em privatização de transporte, a gente fala da entrega de toda a rede para uma concessionária. Mas não é o que se fez em SP. O modelo aqui é único.
O Tarcísio fatiou a CPTM e tá entregando algumas linhas pra TIC Trens, outras linhas pra Via Mobilidade, outras linhas pra Trívia. Virou suruba, é a festa do cabide. Tem mamata pra todos os parças.
O resultado tá aí. Virou uma rede acéfala, sem planejamento operacional integrado. Com múltiplas operadoras, o poder público perde a capacidade de gerir a malha ferroviária e planejar o transporte de forma integrada.
Ao invés de ter um Centro de Controle Operacional unificado, o sistema depende de vários centros independentes. Isso dificulta a fiscalização, a comunicação em tempo real entre linhas, a coordenação de intervenções e a resposta rápida a problemas que afetam mais de uma operadora.
Não é por acaso que bastou vender a CPTM que as falhas subiram monstruosamente. Esse é o novo modelo agora. E não vai mudar. É um direito social que está sendo suprimido em favor da lógica comercial.
E agora essa merda vai ser expandida pro metrô. Vamos ver um dos melhores sistemas de metrô do continente virar um lixo pra encher o rabo dos financiadores de campanha de dinheiro.
CAOS NOS TRENS PRIVATIZADOS
FALTA DE ÁGUA NA SABESP PRIVATIZADA
CORRUPÇÃO NA SEGURANÇA E NA SECRETARIA DA FAZENDA
ESCOLA PÚBLICA SUCATEADA
FEMINICÍDIO EM ALTA
PARABÉNS, TARCÍSIO
Assim estava a Estação Brás ontem, aqui em São Paulo, no primeiro dia de operação privatizada das linhas 11, 12 e 13 da CPTM. Seja nos trens lotados, seja nas torneiras vazias, a visão privatista de Tarcísio faz muito mal aos paulistas.
A prefeitura de São Paulo tem gastado milhões de reais todos os meses com cachês superfaturados para shows em quermesses. Vou começar a relatá-los aqui diariamente.
Hoje a prefeitura contratou a dupla Cleyton & Cleber com cachê de R$ 120 mil. Eles têm 788 ouvintes mensais no Spotify.
É o mesmo cachê que recebe o Jeito Moleque. Mais do que cobra o Sambô.