ou em suas próprias palavras “um doido que estranha a própria alma”.
J.A.S.M.
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(confusa e planejada) expressa por meio de imagens distintas (tal qual seu autor). O efeito é (em uma palavra) absurdo, o leitor sente-se dentro da cabeça do eu lírico, um eu lírico de sanidade duvidosa, tomado por reflexões metafísicas e sentimentais, +
devo recorrer ao artifício da metonímia e analisar somente um único poema: “Hora absurda”.
“Hora absurda” é um poema longo que possui ritmo de feitiço, assim como um encantamento, a sonoridade retira qualquer resistência que poderia haver à divagação alterada +
Fernando Pessoa foi um poeta singular, sem nem mesmo entrar nos méritos de seus vários pseudônimos, podemos perceber (em todos os aspectos que vão do motivo ao ritmo) um homem estranho. Dada a esquisitice heterônima do sujeito, variada e complexa demais para abranger num texto, +
aquele que por conhecer bem demais as raízes do pecado primordial se limita a observar enquanto o homem se contorce mediante a tensão indissolúvel da culpa e da tentação, a indecisão pelo céu ou pelo inferno.
J.A.S.M
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+ profundo desejo de eternidade e pela soberba (que conserva ao pensar que realmente conseguiu livrar-se de tudo), acabando por condenar-se à separação de si mesmo, à solidão do niilismo, só que dessa vez travestida de uma vontade infinita (e irreal) de uma +