para São Tomás de Aquino, misericórdia não é sentir pena.
a pena olha de cima. é um "ainda bem que não sou eu"
a misericórdia desce. ela se mistura com o sofrimento do outro.
é parar diante do mendigo na rua e mais do que dar esmola, olhar nos olhos e perguntar como ele está.
e ouvir a resposta como se ele fosse um ser humano, que ele é.
é o cônjuge que chega destruído e descarrega em você, e em vez de revidar, você abre o braço e dá um carinho que ele não esperava, daquele que desarma.
não porque você é obrigado.
mas porque algo dentro de você se move.
e São Tomás dizia que a misericórdia é a maior das virtudes nas relações com o próximo. maior que a generosidade. maior que a justiça.
porque a justiça dá o que é devido.
a misericórdia dá o que não é devido, e é exatamente isso que ela tem de extraordinário.
o misericordioso não pergunta o que o outro merece.
pergunta o que o outro precisa.
e num mundo onde todo mundo quer ser tratado com misericórdia e quase ninguém quer praticá-la, é uma das virtudes mais raras que existem
neopentecostalismo é isso aí
tudo é obstáculo a ser superado. tudo é aprendizado. "Deus sabe de todas as coisas".
falta CULPA. confissão. autoflagelação. promessa. dedicação. e por fim, a vitória.
Luis Felipe Freitas falando que foi falta no gol anulado do Egito, óbvio ele quer narrar outro título do Messi e tal é bom pra carreira
só o Casimiro que foi homem ali de falar que não foi nada e que estavam ajudando a Argentina
Essa foto famosa de 1925 retrata o último leão-do-atlas, espécie que entrou em extinção.
Saindo de cena, vislumbrando o fim.
Deixando um longo rastro de pegadas.
E a sensação de que nada mais vai ser como era.
The discourse connecting Brazilian soccer to Protestantism points to a deeper cultural claim: that Brazil’s football decline is not merely tactical, generational, or administrative, but spiritual and civilizational.
The argument is that the old Brazilian style — playful, communal, improvised, joyful, almost liturgical in its beauty — emerged from a Catholic cultural world where celebration, embodiment, festivity, and collective identity were natural. Football was art, dance, procession, neighborhood, and gift.
The critique of Evangelical or Neopentecostal influence is not simply “religion made them worse.” It is that a different religious imagination produces a different kind of athlete: more individualistic, more testimonial, more focused on personal salvation, discipline, destiny, and moral performance. In that framework, football can become less carnaval and more career; less shared national myth and more platform for the individual believer.
Brazil’s decline obviously has many causes: tactics, European club football, federation dysfunction, money, coaching, player development, and global competition. But the religious argument touches something statistics miss: the loss of a national soul, or at least the feeling that Brazil no longer plays with the same sacred joy.