O pré-candidato ao governo de SC pelo partido do MBL assumindo que levou um suposto ladrão para ser morto por traficantes. “Eu sabia que tava sacramentando o fim do rapaz”. Não costumo perder tempo com o pitboy do MBL, mas agora ele passou do ponto.
O @Metropoles publicou um post sobre o artigo da J’accuse que fez uma análise do Renan Santos e do MBL… mas impressiona a má-fé e a incompetência interpretativa dos jornalistas.
No texto do post, o Metrópoles escreveu o seguinte:
“O artigo, que trata o Missão como um partido adepto do conceito político central do nazismo - a subordinação do Estado à vontade do partido e de sua liderança - cumpriu com o objetivo de atrair o interesse da extrema-direita americana […]”.
O problema é que o artigo não associa o Partido Missão com esse conceito partidário nazista… porque não é um conceito nem originariamente e nem exclusivamente nazista. O artigo EXPLICITAMENTE associa esse conceito à ideia do “Partido de Vanguarda” dos bolcheviques.
E o J’accuse está certo, porque Hitler aprendeu estratégias de formação partidária com os marxistas e os bolcheviques - ele mesmo confessa isso no Mein Kampf. E esse conceito havia ainda sido criado pelos jacobinos da Revolução Francesa e depois aprimorado por Auguste Blanqui, que depois inspiraram Lênin.
O artigo ainda cita Robert Michels, sociólogo da teoria das elites que era um teórico marxista que se transformou em defensor do sindicalismo e do fascismo mussoliniano, como influência desse conceito de partidarismo totalitário. De fato, ele foi um dos primeiros a sistematizar esse conceito num livro que ainda é lido e estudado em todas as universidades no mundo.
Ainda, o artigo ainda cita STEVE JOBS como exemplo de prática desse conceito partidário ao mundo dos negócios - porque o MBL tem suas empresas atreladas ao Partido.
Em nenhum momento do artigo há qualquer associação do MBL ou do Missão ao nazismo, mas à Lênin, Michels e Jobs, se formos citar as menções feitas. Se o Metrópoles fosse honesto, teria escrito que o “jornal de extrema-direita” americano “associa MBL e o Missão aos bolcheviques de Lênin”, mas aí não daria cliques, né? Aí não pode falar que a “extrema-direita” se inspira em Lênin, como Hitler se inspirava, né?
No mais, vou consertar o texto do Metrópoles: o MBL e o Missão, segundo o J’accuse, estariam resgatando táticas de construção partidária de inspiração na clássica extrema-esquerda jacobina e leninista, com influências de elitistas clássicos como Robert Michels, mas com capacidade de monetização intrapartidária similar à estruturas que Jobs aplicou na Apple. Tudo isso para inaugurar uma forma radical de fazer política fora dos incentivos perversos do Estado brasileiro e com o fim de modernizá-lo e eliminar seus inimigos internos como o narcotráfico.
Pronto. Consertado, e nem vou cobrar nada do Metrópoles. Faço por vocação.
André Guedes e Danilo Gentilli tem direito à opinião, ou não? E eles fazem uma crítica que me parece honesta.
Eu discordo de ambos. E não apenas nisso. O @aguedescartoon é mais liberal que eu. Isso significa que nossa discordância seja de vida ou morte? ÓBVIO QUE NÃO.
Um outro recado importante: pessoas como @aguedescartoon e @DaniloGentili nos ajudam a lembrarmos: memento mori. Não somos infalíveis.
Somos melhores por sempre melhorarmos. Não por nascermos prontos.
Um recado importante:
Caso tratemos as críticas do @aguedescartoon como se fossem iguais às do Nando Moura, não sobrará amigos e admiradores. Teremos somente militantes. E isso significa o enclausuramento do movimento e do partido.
Precisamos ter parcimónia e discernimento.
O mais polémico texto já publicado na direita brasileira — e agora no Substack.
O primeiro ensaio será publicado dividido 2 partes. Essa primeira parte trata do aspecto económico.
Leiam, deem like, RT, tudo que puderem.
🔗 https://t.co/pSOErsbxIf
A informação que recebi AGORA é MUITO BOA. Assustadora, mas é boa. Ainda preciso verificar os detalhes, o resumo é esse: Bolsonaro não conseguiu montar um partido, mas o MBL sim pois ele quer provar uma fraude no TSE. Para provar, precisou 'deixar' o inimigo 'agir' para provar.”
Compartilhe isso. A lei que persegue Léo Lins foi feito por aliados de Bolsonaro e passou em seu governo. A autora foi Secretária da Mulher em seu governo (Tia Eron), aliada de Damares e Michele.
É tudo filho da puta.