Os comentários dessa postagem estão ótimos, de verdade, AHAH. Há algum tempo atrás, uma publicação brasileira viralizou no mundo todo acusando os japoneses de pedofilia por causa de obras de ficção adultas com temática loli. O detalhe mais irônico é que o Japão tem uma das menores taxas de gravidez na adolescência e de abuso infantil do planeta, além de leis bem rigorosas contra crimes reais.
Agora surge essa notícia com números pesados: mais de 822 mil nascidos vivos de mães entre 8 e 17 anos no Brasil só entre 2019 e 2023, uma média de cerca de 450 por dia. Diante disso, japoneses e o resto do mundo estão debochando abertamente da hipocrisia brasileira.
Muita gente simplesmente não consegue separar ficção de realidade. Em vez de olhar para os problemas graves do próprio país, preferem criticar os outros. E na maioria das vezes são militantes que escolhem narrativas confortáveis em vez de encarar a realidade. Nós temos a cultura do funk de favela que normaliza a sexualização precoce e que eles defendem com unhas e dentes.
Eu defendo com convicção a liberdade criativa. O Japão é a prova mais clara de que obras de ficção não influenciam pessoas que já não estejam predispostas a cometer crimes por outros fatores bem mais determinantes.
No fim das contas, números como esses mostram que o foco da militância e das autoridades nunca esteve realmente em proteger as crianças de verdade. É muito mais fácil e performático continuar apontando o dedo para desenhos japoneses do que confrontar as causas concretas da exploração de menores aqui no Brasil.