Thierry Henry, um dos maiores atacantes da história do futebol francês e do mundo, se emocionou bastante ao falar do Neymar pós eliminação do Brasil:
“Obrigado. Obrigado. Vou falar em português: Obrigado. Olha, esse é um cara que eu teria pagado para assistir. É simples assim. Podemos até falar sobre táticas às vezes, falar sobre 4-4-2, o que quer que seja, se está chovendo, qualquer coisa. Esse cara pode jogar em qualquer lugar, em qualquer momento, em qualquer estilo. Ele teria feito qualquer um, e ele fez todos amarem o jogo, o jogo bonito, com o jeito que ele era. Os gols, o jeito que ele era, seu sorriso, os dribles... Todo jovem quis ser o Neymar. Você quer ser o Neymar.
Ele mudou o jogo com o jeito que jogava. Então eu não quero falar sobre a Copa do Mundo, não quero falar sobre como terminou ou não, quero falar sobre o que ele deu ao futebol. Neymar foi e sempre será um jogador extraordinário. Não quero falar sobre o resto. Obrigado pelo que você fez, eu aproveitei. É só o que posso dizer”.
Há derrotas que não terminam no resultado. Desmerecer o campeão para exaltar um feito paralelo não muda os fatos, apenas revela a dificuldade de aceitar que méritos diferentes podem coexistir. As vezes é apenas o ego tentando negociar com a derrota. O ego também fabrica rankings