Vaza… e quem continua se tiver insatisfeito, pode seguir o mesmo caminho.
E pra quem acha que é cria e voltar é um favor, que continue por onde tá.
Aqui, é pra quem entende o peso da camisa e está disposto a lutar por ela.
Tudo/todos passam, o VASCO, fica.
FALANDO DE FUTEBOL
Para mim, a relação entre Philippe Coutinho e a torcida do Vasco da Gama se assemelha muito ao início da trajetória de Diego Ribas no Flamengo.
Diego chegou com 31 anos, cercado de altas expectativas pelo que havia construído em sua carreira na Europa. Veio como referência técnica, mas, sozinho, não conseguiu atender plenamente às expectativas.
Em determinado momento, acabou se tornando um bode expiatório pela ausência de títulos, especialmente após bater na trave em algumas decisões. Esteve longe de ser o culpado, mas, ao mesmo tempo, também não fez por merecer, naquele contexto, o peso simbólico de ser o camisa 10, capitão e a principal liderança técnica da equipe.
É importante lembrar que Diego só alcançou um patamar mais alto de protagonismo, liderança e confiança em seu terceiro ano no clube, já cercado por jogadores mais jovens e tecnicamente qualificados, dentro de um ambiente mais estruturado.
A principal diferença talvez esteja no aspecto mental. Diego precisou se reconstruir como jogador e potencializar ainda mais o seu perfil de liderança, que vinha sendo diminuído pelo insucesso coletivo. Enfrentou episódios claros de perseguição por parte da torcida, com a cobrança muitas vezes concentrada diretamente nele, mas conseguiu fazer com que o tempo jogasse a seu favor e revertesse a narrativa, sendo decisivo em final de Libertadores e posteriormente sendo importante para o elenco mesmo no banco.
No caso de Coutinho, a sensação é de que há uma carga emocional que ele já não tem mais cabeça para suportar, e isso é um direito absoluto dele. Cada atleta lida de forma diferente com pressão, expectativa e frustração. Por isso, entendo que qualquer decisão tomada deve ser respeitada.
No fim das contas, espera-se de Coutinho algo que ele, isoladamente, não tem condições de entregar.
Isso não o torna um mau jogador. Trata-se de compreender o contexto. Ele segue sendo um jogador importante para o Vasco, assim como Diego era importante no Flamengo antes de conquistar o sucesso coletivo que consolidou sua trajetória no clube.
Neymar foi vaidado no Santos
Cano foi vaiado no Fluminense
Yuri Alberto foi vaiado no Corinthians
Gabigol foi vaiado no Flamengo
Rayan foi vaiado no próprio Vasco
Todos esses responderam e deram a volta por cima em campo
O que faz um jogador é o seu profissionalismo e vontade
“Naquele momento, na ida para o vestiário, eu senti e percebi que meu ciclo no clube tinha acabado, e eu não voltei para priorizar minha saúde mental. Isso dói muito.
A verdade é que estou muito cansado mentalmente. Sempre fui muito reservado, então falar isso aqui não é fácil, mas eu preciso ser honesto.
Minha relação com o Vasco é de amor. E vai continuar sendo para sempre.
Com o coração apertado, eu entendo que agora seja o momento de dar um passo para trás e encerrar esse ciclo no Vasco.
Eu sou grato por tudo que vivi aqui. Vou levar o Vasco comigo para sempre. No peito. Na história. Na vida.
De coração...
Obrigado por tudo.”
Fim da passagem de Philippe Coutinho com a camisa do Vasco.