Luis de la Fuente, técnico da Espanha: “Hoje enfrentamos (França) uma das melhores seleções do mundo, mas do outro lado estava a melhor equipe do mundo."
📷Tony Gutierrez/AP
Há um silêncio incômodo dentro do clube. Não o silêncio da arquibancada vazia, mas o da descrença que se instala quando já não se reconhece o próprio time. O torcedor olha para o campo e procura um vínculo. Procura alguém que sustente o peso da história sem parecer constrangido por ela.
Em 2023, 2024 e 2025, Pablo Vegetti assumiu essa responsabilidade. Além do centroavante, era a decisão.
Havia ali uma liderança prática, medida em gols e postura. Depois, a esperança projetada em Rayan sugeria continuidade, a sensação de que o clube, enfim, preparava o próprio amanhã. E o retorno de Philippe Coutinho devolveu algo raro no futebol moderno: identidade.
Hoje, o elenco parece atravessar o clube, não habitá-lo. São jogadores que cumprem contratos, etapas e metas individuais. Poucos atletas (Thiago Mendes) compreendem o significado de representar algo maior do que a si mesmos. O Vasco sempre exigiu isso: não apenas técnica, mas compromisso público com a camisa.
No plano institucional, a direção se move pouco e fala em projetos que não se materializam.
Sondagens por treinadores surgem como tentativa de resposta imediata, mas o contexto revela improviso. Um técnico que chega pressionado, uma estrutura aquém dos concorrentes diretos, decisões que não resistem a duas temporadas. Não se constrói estabilidade assim.
O dado mais duro é temporal: vinte e cinco anos de irregularidade, com momentos isolados que não se transformam em ciclo. O século XXI tem sido, para o Vasco, uma sucessão de reconstruções interrompidas. Não há continuidade esportiva, nem consolidação administrativa.
A dor maior não está apenas na tabela. Está na sensação de afastamento. O torcedor exige identificação. Quer ver em campo alguém que compreenda que o clube não é uma plataforma de passagem.
O Vasco precisa voltar a ser defendido por quem entenda o que significa defendê-lo. Sem isso, restará apenas a rotina da sobrevivência , e um gigante condenado a agir como figurante da própria história.
✍🏾 | @jmrtb_
📷 | Reprodução
Palmeiras entra na briga e tenta atravessar o Fluminense por Savarino, do Botafogo.
O Botafogo ainda não confirma o acerto com o Tricolor pelo meia venezuelano.
(Canal do TF)
2026 | por @oficialverve_
2026 começa com movimentos concretos. O contrato com a Nike passa a valer hoje (dia 1º de janeiro) e recoloca o Vasco em um nível institucional que estava fora do alcance há anos. Isso exige organização financeira, cumprimento de contratos e mínima credibilidade administrativa.
A recuperação judicial avança como parte do processo de reorganização das dívidas. É uma etapa necessária depois de décadas de descontrole, acordos mal feitos e gestões que empurraram o problema para frente. Resolver passivo é pré-requisito para qualquer projeto esportivo consistente.
No plano estrutural, a discussão sobre uma SAF mais preparada ganha espaço. O cenário atual exige análise técnica, governança e garantias jurídicas. O clube já pagou caro por decisões apressadas e por dirigentes que trataram o Vasco como patrimônio pessoal.
Os últimos 26 anos foram marcados por instabilidade contínua. Trocas de comando, disputas internas, rebaixamentos e perda de relevância esportiva foram consequência direta de erros administrativos. O campo apenas refletiu o que acontecia fora dele.
Para adquirir uma certa estabilidade institucional, demanda tempo, disciplina e continuidade. Não há solução rápida para um problema criado ao longo de décadas.
2026 pode ser decisivo porque apresenta direção. E, para o Vasco, voltar a ter direção já é um avanço significativo.
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Para ser o único time dos grandes do Rio de Janeiro a surgir de baixo, tornando-se um dos primeiros grandes do futebol brasileiro, abrindo espaço quando outros recusavam : com negros, operários e gente excluída vestindo a camisa, jogando futebol e enfrentando a elite de frente.
Crítica de futebol não precisa meter cor no meio. Jogou mal? Fala de futebol. Isso aí não é análise, é racismo.
Alguém da estirpe desse sujeito, nem deveria ter rede social.