Neymar voltou à Seleção, e parece que junto com ele voltou aquele Brasil que a gente guardou meio escondido, o Brasil do drible na rua, da camisa amarela no peito, do sonho que insiste em não morrer. 🔟🇧🇷
Esse lance é a definição da Neymar-dependência. Endrick rouba a bola dentro da área e arranca em contra-ataque. Neymar não corre para acompanhar a jogada; apenas exige a bola. Endrick então abandona o espaço que tinha para avançar porque, com Neymar em campo, toda jogada precisa passar por ele. Se o Endrick decide disparar no contra-ataque sozinho, amanhã o menino Ney vai patrocinar matérias dizendo que o garoto não tem displicina tática.
A bola chega no Neymar, mas o físico já não acompanha a centralização do jogo. O contra-ataque que nasceu rápido morre lento. É o retrato de uma Seleção que troca velocidade e profundidade pela obrigação de alimentar um jogador que já não entrega nada.
Neymar foi convocado lesionado e provavelmente terminará a copa sem sequer entrar em campo para treinar com os outros jogadores. O Brasil já tem um time ruim e ainda abriu mão de um jogador para agradar os patrocinadores do evento. O futebol como cultura popular acabou.