“Há 20 anos, podíamos ter ideais diferentes mas vivíamos todos em paz uns com os outros. Hoje em dia já nem se pode ter uma conversa racional, já não há pessoas moderadas”, considera Daniela Ruah.
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Pois eu já tenho a minha nota pra o “Cowboy Carter”. Uma continuação majestosa do que ela começou com o Renaissance.
Eu amo álbuns com interludes, mas imagina convidar a DOLLY PARTON e o WILLIE NELSON como feat e colocar eles em uma faixa de transição? Só a ironia dessa sacada já valeria por tudo desse álbum. Pra bom entendedor…
Ela já vinha falando que não era um álbum de country, mas um álbum da Beyoncé. E fica nítido isso quando a gente ouve sample de funk em Spaghetti, ela trazendo a cultura latina em Flamenco, metendo Good Vibrations do Beach Boys em “Ya Ya“. Qual álbum de country teriam essas refs? Nenhum! Apenas o Cowboy Country.
A Beyoncé é craque em lançar umas melisma árabe em suas apresentações ao vivo, mas finalmente a gente pode ter isso registrado em “Daughter”, a minha música favorita do álbum.
A ideia de uma Beyoncé no meio country já tinha sido plantada lá em Daddy Lessons, no Lemonade. Mas ela aprimorou e regou aquela semente pra hoje trazer um dos seus álbuns mais bem produzidos e também conceituais.
Trazer uma versão de “Jolene” em 2024 pra um álbum parece ser a coisa mais ultrapassada possível. Mas não quando você coloca a Dolly Parton no interlúdio comparando a Jolene com a BECKY WITH THE GOOD HAIR. Ahhh, vai se fuder Beyoncé, você é a maior.
Não preciso nem falar sobre o cover de Blackbird, uma das minhas músicas favoritas dos Beatles, que agora ganha essa versão extraordinária na voz da maior artista da minha geração. A parceria com a Miley Cyrus, Shabooezy, Tanner Adell e Post Malone trazem para o álbum um frescor das vozes da nova geração, que tem suas histórias atreladas a country Music. Todas são ótimos singles para se trabalhar em apresentações ao vivo, videoclipes e rádio.
Não tem outra nota para esse álbum. E olha que eu sou insuportável. Mas esse é o 10/10 da Beyoncé.