Em mais um episódio do "método comunitário de aprovação de coisas", vi que entre os eurodeputados que aprovaram a "urgência" de (mais uma) votação do ChatControl está uma ex-curadora do @MaisLiberdadePT. A custódia e a defesa da Liberdade andam mesmo pelas ruas da amargura.
Seguindo esta argumentação, acredito que esteja para breve o meter definitivamente na gaveta da proposta de flat rate, para não ter os contribuintes dos escalões intermédios a "subsidiar" os rendimentos utilizados em compras sumptuosas dos contribuintes dos escalões superiores.
Tinha ideia que o discurso da inveja e o discurso dos "rrricos" estava monopolizado à esquerda. Afinal parece que já não é argumento ser preferível o dinheiro estar no bolso dos contribuintes e na economia real do que no haver da receita fiscal do estado. São coisas.
🥩 O PS quer baixar o IVA dos produtos essenciais para zero. Ao fazê-lo, baixa para todos, para os que podem pagar e para os que não podem pagar. E, portanto, o bife Wagyu de €100/Kg (ou mais...) — exemplo óptimo dado pelo @PMSBrinca — que o CR7 consome iria ficar isento de IVA. Sendo esta uma medida de emergência para acudir a quem mais precisa, e não uma medida estrutural, o que faz sentido é ajudar quem realmente precisa. Os recursos não são ilimitados.
@jtcbranco É má vontade. Vê-se perfeitamente bem que é parafernália do Hezbollah e que o senhor das IDF só está a exercer o seu legítimo direito à defesa.
Quantos casos de renúncia vão ter que se seguir até ser inevitável o próprio bastonário da OA vir assumir esse papel de defensor oficioso para resgatar a seriamente ferida credibilidade e necessidade desse serviço?
No dia em que mais um advogado oficioso renúncia ao patrocínio de Sócrates ficam as dúvidas: será que o sistema de defesa oficiosa é o novo mecanismo dilatório da Justiça em direcção à anseada prescrição?
Terminado o ciclo de legislativas, autárquicas, europeias e presidenciais, parece-me inevitável concluir face a protagonistas e desenlaces que o regime está irremediavelmente sequestrado pelos beneficiários líquidos do OE e do estado, e pelas estratégias de manutenção no poder.
Tem algo de quase enternecedor a quantidade de "não-socialistas" que proclamam não ter votado em Marcelo, mas que agora apelaram ao voto e votaram Seguro.
Espero portanto que aqueles que estão tão empenhados em (mesmo supostamente fora da sua esfera política) anunciar o seu voto em Seguro em nome do regime, venham também dizer o que falha no actual ordenamento constitucional, e o que é preciso mudar para que tal seja ultrapassado.
Estamos portanto a assistir ao próprio regime a proclamar a falência do modelo constitucional em vigor, dizendo que nada serve contra a tomada do poder com objectivos autoritários por via democrática e seguindo as regras vigentes.
É assistir ao "arco da governação" a assumir publicamente que as regras e mecanismos em vigor não foram suficientes no passado para dar garantias de exercício limitado de poder dos titulares de cargos políticos.
Colocar em causa a continuidade da democracia liberal em Portugal face ao resultado da 2ª volta das presidenciais é admitir a que constituição não estabelece os checks&balances que impeçam que isso aconteça. É assumir isso agora e em relação ao exercício passado de todos os PR.
Um exemplo de antologia da confusão que por aí anda (inocente ou alimentada) entre liberalismo e (mais) social-democracia, agora aparentemente rebaptizada de "liberalismo europeu". https://t.co/8NI24aUxzd
Entretanto na corrida pelos órfãos do BE e pelo lugar político dos "liberais em toda a linha", os resultados de ontem mostram que a corrida entre o @LIVREpt e a @LiberalPT está cada vez mais ao rubro, com o primeiro a parecer ter os resultados da segunda com uma eleição de atraso
Se o PSD preferir ignorar o que está a acontecer à sua esquerda (?), se pretender continuar a viver da partilha e de colonização que em conjunto com o PS faz da sociedade - também com as Spinumvivas desta vida - corre por sua conta e risco. Depois não se espantem.
Parece que uma parte significativa dos eleitores quer mentirosos novos. Sem requisitos de competência ou de programa político. Não quer "adultos na sala" nem "alternativas de confiança". O único critério parece ser a distância do centrão que há décadas se alterna no poder.
Porque é que uma grande fatia do eleitorado parece escolher como anátema qualquer contacto e risco de associação com o centrão e prefere o caos que desconhece contra as políticas (e políticos) que conhece demasiado bem.