Traduzindo o diálogo nas bolhas:
- Vamos tirar do poder quem recebe dinheiro sujo de empresários criminosos, quem sabota o combate à corrupção e à impunidade, quem diz uma coisa e faz outra, quem turbina fundão, quem é populista e patrimonialista…
- E vamos botar quem no lugar?
- Vamos botar no poder quem recebe dinheiro sujo de empresários criminosos, quem sabota o combate à corrupção e à impunidade, quem diz uma coisa e faz outra, quem turbina fundão, quem é populista e patrimonialista…
- Mas como dizemos isso de outro jeito?
- Diga que o Brasil não aguenta mais 4 anos de esquerda, ou que a extrema-direita vai acabar com a democracia…
- E funciona?
- Em terra de idólatras, um slogan vale mais que mil escândalos…
- Belo slogan!
- Mas esse é pra curar, não pra adestrar...
- Vou focar no outro, então!
- Mas de qual lado você está?
- Do Brasil, mermão!
- Pronto, já pegou. Abs!
- Abs!
Flávio Bolsonaro mentiu na coletiva de quarta-feira, 13 de maio, ao dizer que "é mentira" que Daniel Vorcaro bancou o filme sobre o pai dele, "Dark Horse".
E depois mentiu na TV nesta quinta, 14 de maio, ao dizer que "eu não falei que era mentira".
A mentira não é de direita, nem de esquerda.
Ela é uma afirmação ou comunicação falsa, feita com a intenção deliberada de enganar alguém.
"Tenho contrato de confidencialidade", alegou Flávio, como se isto o eximisse de responsabilidade pela reação cínica que teve na coletiva.
Contrato de confidencialidade não obriga ninguém a mentir, que dirá a dar uma gargalhada teatral e a chamar de "militante" o repórter que fez uma pergunta baseada em informação verdadeira.
"Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar", declarou o senador na TV, admitindo, na prática, seu método de esconder informação, atacar quem a revela e só falar a respeito quando encurralado.
"Se eu falo assim 'eu conheço o Vorcaro’, a pergunta seguinte seria 'qual a sua relação com ele?' Eu ia ter que falar do filme. Foi só por isso que eu me eximi", explicou Flávio, escancarando que mentiu de caso pensado e omitiu dos brasileiros sua relação com o protagonista da maior fraude da história do país.
Vorcaro repassou recursos, por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, para o Havengate Development Fund LP, fundo registrado no Texas (EUA) e representado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.
Flávio cobrou do dono do Banco Master o pagamento de parcelas atrasadas, em mensagem de áudio de 16 de novembro de 2025, véspera de sua prisão.
"Não foi para o Eduardo Bolsonaro [o dinheiro]. Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme", afirmou o senador.
"Para colocar de pé uma estrutura dessa, criar um fundo, cuidar das questões legais, de burocracia, você tem que contratar um advogado, um advogado de confiança do Eduardo Bolsonaro, alguém que cuidou de todo o seu processo de green card. Está dentro do contexto do filme. O advogado é gestor do fundo também", disse Flávio.
E para colocar de pé uma campanha presidencial? O quanto é preciso mentir e dissimular?
Produtor-executivo de "Dark Horse", o deputado federal Mário Frias (PL-SP) havia garantido na quarta-feira que "'não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro" no filme, alegando que a produção "vem sendo alvo reiterado de ataques".
A produtora GOUP Entertainment também garantiu que "não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário".
Comentei, então, no meu programa Análise dos Fatos:
"Pode [o filme] ter recebido, portanto, de uma empresa comandada por um testa-de-ferro, por um laranja do Daniel Vorcaro? Pode. Isso não tá negado na nota."
Logo em seguida, a nova explicação de Mario Frias confirmou minha análise.
"Quando afirmei anteriormente que não há 'um centavo do Master' no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta", disse Frias, em sua pretensa aula de semântica, escancarando que o bolsonarismo também faz jogos de palavras para omitir informações comprometedoras, até não ter mais como negar.
A dissimulação tampouco é de direita, nem de esquerda.
Ela é o ato de ocultar intenções, sentimentos ou verdades, através de uma aparência falsa ou enganosa.
Haja pano para tanto cinismo.
Um pré-candidato que esconde por 6 meses do eleitorado sua relação pessoal com o protagonista do maior escândalo do país, sem jamais ter revelado que pediu a ele dinheiro para financiar um filme de autopromoção da família, mostra sua absoluta falta de transparência e sinceridade.
Breve história do Centrão bolsonarista
Leia o fio.🧵🧶👇
1.
A narrativa de que Jair Bolsonaro está sendo “traído” pelos filhos, que apoiam político do Centrão para o Senado, é uma tentativa de salvar a imagem de “direitista” do patriarca da família, que já disse com todas as letras, em 2021, durante seu governo: “Eu sou do Centrão.”
Quando a maioria das condutas de determinado grupo contraria um conceito teórico - como o de direita - utilizado para organizar e classificar posições políticas e ideológicas, qualquer pessoa sã, que não tenha sido abduzida para a bolha de propaganda enganosa do grupo, utiliza ou passa a utilizar outro(s) conceito(s) para classificá-lo, em vez de incorrer em sucessivos malabarismos e contorcionismos para encaixá-lo no original.
Entre os propagandistas do bolsonarismo, existe uma ala que atua como estrategista do embate com a esquerda e que, por isso mesmo, busca preservar o verniz de “direitismo” do líder preso, eventualmente criticando até seus filhos, como se eles não estivessem repetindo atos do pai - o maior cabo eleitoral do Centrão na última década, inclusive de líderes do bloco parlamentar como seu ex-ministro Ciro Nogueira, Arthur Lira e Davi Alcolumbre. Isto sem falar na parceria familiar com o dono do PL, Valdemar Costa Neto, condenado em 2012 a 7 anos e 10 meses de prisão, além de multa de R$ 1,08 milhão, no caso do mensalão do PT. “O réu profissionalizou o modo de recebimento da propina”, afirmou o relator Joaquim Barbosa, então ministro do STF.
Com partidos como PL, Republicanos, PP, PSD, União Brasil, MDB, Podemos, Solidariedade e Avante, o Centrão é historicamente marcado por fisiologismo, patrimonialismo, lobismo, rabo-preso, corporativismo e abertura conveniente ao conchavo-geral da República do Escambo, especialmente após escândalos de corrupção e lavagem de dinheiro, como no mensalão e no petrolão, e/ou peculato, como nas “rachadinhas” de gabinete, investigadas em desdobramentos da Lava Jato, entre outras operações.
Gelatinoso, sem compromissos programáticos claros, o bloco parlamentar comporta políticos com retórica eleitoral de centro, esquerda, direita, militarismo anticomunista, antissistema, ou de oscilação esporádica entre vários desses campos conforme a conveniência do momento. Em comum entre todos eles, está o fato de que seus discursos servem geralmente de fachada para as citadas práticas definidoras e unificadoras das diferentes alas de Centrão, sempre votando por privilégios e blindagens.🧵🧶👇
Eu costumava falar que precisamos de um choque moral, um choque fiscal e um choque de segurança. Mas essa semana aproveitei a passagem por Minas pra adicionar mais um…
A representação apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, na condição de suposta vítima de abuso, será respondida com absoluta tranquilidade e dentro do rigor técnico devido. É cristalino que um senador, ao manifestar sua avaliação jurídica sobre fatos concretos em voto proferido no âmbito de uma CPI, não comete abuso de autoridade e está resguardado pela imunidade parlamentar. Ameaças e tentativas de constrangimento não vão mudar o curso da história.
“A decisão de vossa excelência foi pela não prorrogação! Entendo que a decisão de vossa excelência como um desserviço para o Brasil”
Alessandro Vieira enquadrando Davi Alcolumbre
Nossa pressão deu certo.
A maioria do STF decidiu manter Daniel Vorcaro preso.
Mas não é hora de comemorar. Em Brasília, muitas vezes as coisas mudam na calada da noite. Seguiremos vigilantes.
O Brasil não aguenta mais ver intocáveis protegidos pelo sistema. https://t.co/LG5EE9guma
“As estratégias de defesa dos ministros [do STF] até agora são escandalosas”, disse o senador Alessandro Vieira na CPI do Crime Organizado. “Essa, sim, é uma crise que ameaça a nossa democracia.”
Assista ao vídeo.
Transcrevo abaixo.👇🧵🧶
[Saiba mais: https://t.co/z2zVTh03gs]
Trump se elegeu defendendo o fim das intervenções no mundo, mas desde que assumiu o poder, ele já atacou 7 países
Como ele mantém o apoio da sua base eleitoral? Como os defensores do "America First" e "Make America Great Again" continuam com ele?
Vem comigo que vou te explicar!
Atualização: já são 23 assinaturas. Falta pouco para o número necessário para criação da CPI (27). Vamos manter a coleta até obter uma margem segura, pois as pressões contra o trabalho são imensas, mas o requerimento será protocolado nesta semana.
Já temos 17 assinaturas para a CPI que vai investigar os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes nas suas relações com o caso Master. A expectativa é reunir o número necessário (27) até segunda-feira. Claro que cada senador tem sua liberdade de escolha, mas é uma boa oportunidade para o eleitor identificar quem é valente nas redes sociais, mas se omite na vida real.
Citadel Securities published this graph showing a strange phenomenon.
Job postings for software engineers are actually seeing a massive spike.
Classic example of the Jevons paradox. When AI makes coding cheaper, companies actually may need a lot more software engineers, not fewer.
When software is cheaper to build, companies naturally want to build a lot more of it. Businesses are now putting software into industries and tools where it was simply too expensive before.
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Chart from
citadelsecurities .com/news-and-insights/2026-global-intelligence-crisis/