La Razón titula: «León XIV se planta frente a la misa en latín». Pero basta leer la nota con un poco de atención para advertir que el edificio se sostiene sobre bases bastante frágiles.
Lo único que aparece realmente on the record es una entrevista del cardenal Roche a The Tablet. Todo lo demás —que el Papa encargó el documento de enero, que lo revisó personalmente, que no cambió «ni una coma» y que ese texto expresa su pensamiento— se atribuye a vagas «fuentes vaticanas» que nadie identifica. Es llamativo que la afirmación más importante del artículo sea precisamente la única imposible de comprobar.
Hay, además, una omisión difícil de pasar por alto. El 18 de marzo de 2026, en una carta firmada por el cardenal Parolin en nombre de León XIV, el Papa pidió a los obispos franceses que buscaran «soluciones concretas» para integrar generosamente a los fieles sinceramente apegados al Vetus Ordo y calificó la situación como una «dolorosa herida» que debía cicatrizar. Ese texto es público, lleva firma y, además, es posterior al documento de enero en el que se apoya La Razón. Sin embargo, el diario opta por ignorarlo, pese a que es el único pronunciamiento escrito del Papa sobre esta cuestión.
También hay una contradicción que salta a la vista. Por un lado, el artículo presenta el asunto como algo irrelevante: habla de una «minoría ruidosa» y asegura que los cardenales descartaron el tema en las congregaciones previas al cónclave. Pero, al mismo tiempo, sostiene que el Papa dedicó tiempo a encargar y supervisar personalmente un documento sobre esa misma cuestión. Ambas afirmaciones difícilmente pueden sostenerse a la vez. Si el tema era realmente marginal, cuesta creer en esa implicación personal del Pontífice. Y si esa implicación existió, entonces tan marginal no debía de ser.
Finalmente, está la maniobra más discutible del artículo. Se pasa casi sin transición de las excomuniones por las consagraciones episcopales ilícitas —un problema estrictamente canónico, derivado de la ordenación de obispos sin mandato pontificio— a sugerir que la misa tradicional sería, en sí misma, una forma de negación del Concilio. Son cuestiones diferentes, y el propio León XIV parece distinguirlas. Pocos días antes de aquellas consagraciones escribió a la Fraternidad reconociendo su «celo apostólico» y su «deseo de fidelidad a la Tradición». No resulta sencillo conciliar ese reconocimiento con la idea de que considere la liturgia tradicional como una expresión de negacionismo conciliar.
Al final, lo que queda es una entrevista del cardenal Roche rodeada de afirmaciones atribuidas a fuentes anónimas, presentada sin mencionar el único documento firmado que introduce un serio matiz —cuando no una contradicción— y reforzada mediante una identificación interesada entre cuestiones distintas. Más que una información, parece el intento de presentar como noticia el deseo de un dicasterio.
«Cristo tornou-se, pela profundidade e pela maneira divina de seu sofrimento, "fundador dos mistérios" (τελετάρχης) e "sol de todas as eras", sob cujos raios a colheita do mundo amadurece gradualmente em direção à unidade em Deus. Este é o mysterium magnum do qual Paulo fala:
"Este é o grande e oculto mistério. Este é o fim bendito, a meta, por cuja causa tudo foi criado. Este era o propósito divino que existia antes do princípio de todas as coisas... Com essa meta em mente, Deus chamou à existência a natureza das coisas. Este é o limite para o qual a providência e todas as coisas que ela protege se movem, onde as criaturas realizam seu retorno a Deus. Este é o mistério que abrange todas as eras, revelando o plano supremamente infinito e infinitamente inconcebível de Deus, que existe em toda a sua grandeza antes de todas as eras... Por amor a Cristo, ou por amor ao mistério de Cristo, todas as eras e todos os seres que elas contêm tiveram seu começo e seu fim em Cristo. Pois essa síntese já havia sido concebida antes de todas as eras: a síntese do limite e do ilimitado, da medida e do imensurável, da circunscrição e do não circunscrito, do Criador com a criatura, do repouso com o movimento – essa síntese que, nestes últimos dias, tornou-se visível em Cristo, levando o plano de Deus à sua realização por meio de si mesmo," (Quaestiones ad Thalassium 60.)
De acordo com este texto, não há dúvida de que Máximo, em contraste com João Damasceno, teria se colocado ao lado de Escoto, sem hesitar, na controvérsia escolástica [posterior]: não a redenção do pecado, mas a unificação do mundo em si mesmo e com Deus é a causa motivadora última da Encarnação e, como tal, a primeira ideia do Criador, existente antes de toda a criação.»
—Hans Urs Von Balthasar - Cosmic liturgy, The Universe According to Maximus the Confessor (VI, 5).
@eusouodornelles Verdade, o único meio de acabar com os onipotentes pederastas eclesiásticos é conferindo o episcopado de Cristo ilicitamente fora de sua Santa Igreja!!
Avante!!!
Em um inexplicável momento de inspiração, a esquerda brasileira chega perto da noção de que a sua ideologia nada mais é do que um conjunto de sentimentos e aspirações cristãos desordenados e fora do lugar...
"Ain, a culpa católica precisa voltar pro Brasil dar certo"
Aí é que está: O catolicismo brasileiro NUNCA FOI (pelo menos não somente) o da culpa, mas (também) o da libertação!
Nossos padres levantaram vários debates importantes nesse país: Direito à Terra, reforma agrária, proteção à juventude, defesa dos mais pobres e etc.
Claro que sempre houveram alguns romanistas radicais aqui e alguns catolicrentes ali, mas o grosso do catolicismo brasileiro eram os padres (imagem abaixo) que, durante a ditadura, entravam na frente dos jovens em manifestações para evitar que estes fossem espancados pela polícia.
O PT e o MST surgiram praticamente dentro da Igreja Católica!
Nothing seems more pharisaical to me than parsing Vatican statements in order to invent some legal justification justifying actions that the Vatican and the pope have made extremely clear are not justifiable.
@swamp_dawg_x@CatholicSat Migrant child' is an adnominal phrase specifying the child's background and experience. Shocking that it differs from a non-migrant child, I know. Maybe ask your nearest elementary school teacher for more help with basic modifiers
😉
@rodrigoslimma O problema é que uma parcela relevante dos fiéis do IBP se sente mais próximos da FSSPX do que da Santa Sé. Colocam panos quentes, minimizam, se colocam lado a lado da FSSPX no tocante à missão etc. Os padres também infelizmente não tem declarado nada em público para ajudar...
Engraçado como uma parcela considerável dos fiéis do IBP no Brasil se sente mais próximo e incluído em relação à FSSPX do que à Santa Sé.
Falam da atual situação colocando panos quentes e se referindo à FSSPX na 2a pessoa do plural...
@catholicissimus "Junto da FSSPX, nós temos o IBP".
Qual a pertinência de agrupar as duas instituições logo após a declaração de cisma?
Meu Jesus, a que ponto chega o tradicionalismo brasileiro
Can one say "excommūnicāre" in Latin?
The occasion for discussing this is a sad one (the SSPX schism and the ipso facto excommunication), but we do not learn only in happy times. So let us turn to Latin.
There is a well-established ecclesiastical use of the verb excommunicare and the noun excommunicatio. In his Institutiones Stili Latini, Springhetti notes that these are accepted ecclesiastical usages in juridical texts. He adds, however, that in other kinds of writing it is preferable, whenever possible, to employ more elegant and purer Latin expressions instead.
He recommends the following alternatives:
excommūnicāre = interdīcere sacrīs, ā sacrīs removēre, ā sacrīs commūnibus exclūdere.
excommūnicātiō -ōnis = commūniōnis prīvātiō, fidēlium societāte dēpulsiō, excīsiō, semōtiō.
@velhoprofessor A proporcionalidade entre a conduta da FSSPX e a pena aplicada já está fixada de forma abstrata no Código de Direito Canônico, que só está sendo aplicado...
@gloriapatrii_@Pontifex O ponto é que esses institutos não precisam de bispos vagos, sem dioceses, para eles. Nenhuma sociedade de vida apostólica ou congregação religiosa funciona assim..
Aliás, esses institutos já tem 2 ou 3 ordenações por ano e 1 ou 2 crismas também, sem falta.
Não há necessidade.
Mais quatro bispos sem povo, sem jurisdição, sem báculo, sem autoridade, sem os caracteres do episcopado, bispos "incompletos", bastardos, pois não foram escolhidos pela Mãe Igreja, mas por terceiros. Bispos sem território, sem docência, sem anel ou mitra. Resumindo: vazios.