Há 52 anos, numa quarta-feira normal de primavera, o povo jantava, via televisão e descansava de mais um dia árduo de trabalho. Desconhecia que dentro de algumas horas a tão ansiada e devida liberdade iria, finalmente, chegar.
25 abril sempre.
Não apoiar Seguro (o menos socialista dos socialistas) contra um aliado do ocupante da Casa Branca é pôr o clubismo à frente de Portugal. É fatal que o partido do Primeiro-Ministro não perceba isto.
Entre Cotrim e Ventura, Cotrim.
Entre Seguro e Ventura, Seguro.
Entre Gouveia e Melo e Ventura, Gouveia e Melo.
Entre Marques Mendes e Ventura, Marques Mendes.
Entre um choco e Ventura, um choco.
Devia ser simples.
Conhecendo minimamente o ministro Fernando Alexandre não consigo acreditar na interpretação que foi dada às suas palavras por não corresponder nem às suas posições de sempre sobre o tema, nem, principalmente, ao seu caráter.
Não consigo conceber que a sua referência não seja na verdade uma ligação entre a manutenção da qualidade dos serviços públicos e a capacidade reivindicativa de quem os usa. Um ideia, aliás, muitas vezes defendida por pessoas mais à esquerda (na imagem um artigo de Daniel Oliveira). A interpretação alternativa - legítima, porque a ideia foi mesmo mal articulada - seria mesmo demasiado má e fora de caráter, pelo que espero que seja esclarecida em breve.
Por acaso acho que o ministro não quis dizer o que foi entendido, mas também ninguém lhe distorceu as palavras. Estamos simplesmente a olhar para um ministro da educação com péssima capacidade de se expressar em língua portuguesa. Também é giro
Vamoláver, no que toca às idiossincrasias da contenda, a equipe sediada a noroeste do centro de Portugal, procurou obviar todos os óbices criados pelo seu antagonista sem grande êxito.
Não obstante, logrou alcançar o propósito naquilo que era o objectivo de capital importância.