É preciso conhecer a história dos outros, mas é preciso primeiro conhecer a si mesmo. Porque se não um povo que perde a sua memória histórica se torna um povo frágil, um povo sem união. É a consciência histórica que nos permite sermos um povo forte.
- Cheik Anta Diop
Não existe agroecologia sem justiça racial. Não existe produção de alimentos saudáveis sem o reconhecimento da contribuição histórica dos povos negros, quilombolas, indígenas, comunidades tradicionais e trabalhadoras e trabalhadores do campo.
A real é que uma sociedade que transforma descanso em culpa e exaustão em virtude acaba confundindo valor humano com produtividade. Eu defendo muito a ideia de que precisamos recuperar o direito de existir sem precisar justificar cada minuto pela lógica do rendimento.
A agroecologia floresce na diversidade!
Ela se constrói no encontro entre diferentes histórias, identidades, saberes e formas de existir. Por isso, defender a agroecologia também é enfrentar a LGBTfobia, o machismo, o racismo e todas as formas de violência e opressão.
Eu amo ver as mulheres sendo estratégicas, focadas nos próprios interesses, conscientes financeiramente, socialmente inteligentes e emocionalmente desapegadas o suficiente para se escolherem, em vez de se sacrificarem sem parar por todo mundo. Nós somos criadas desde o nascimento para dar demais, nutrir demais, agradar demais, nos explicarmos demais, termos empatia demais... e aí, no segundo em que uma mulher se torna intencional sobre o que quer, as pessoas de repente começam a ficar chocadas, cheias de falso moralismo.
eu tenho pedido tanto a Deus para que me livre da irritação, das palavras grosseiras, da impaciência com o próximo, da raiva sem motivos, da pressa sem necessidade, da sobrecarga de preocupações, do mau humor, das frustrações, da competitividade que oprime, da ansiedade constante
não dá pra viver sem música, leitura, ver o mar, ir a exposições, teatro, cinema. a vida tem que ter poesia, fantasia, alimentar o imaginário com referências complexas, criar raízes profundas. viver só de problematizar as coisas e não consumir arte é morrer um pouco a cada tanto