- perdeu a mãe
- perdeu o pai
- descobriu que irmã é uma assassina
- decidiu se isolar do mundo todo após tudo isso
E anos depois, estão tentando transformar o monstro que causou todo esse mal em uma sub-celebridade no Brasil, e ainda o convidaram para participar desse espetáculo bizarro
Não deve ser nada fácil estar na pele desse cara
"Preparem-se. Nos próximos anos, a desordem mundial atingirá o nível de alucinação permanente, e em todo lugar mentiras e insanidade reinarão sem controle. Digo isso não com base em nenhuma profecia, mas porque estudei os planos dos três impérios globais e sei que nenhum deles possui o menor respeito pela estrutura da realidade."
- Olavo de Carvalho
Diante da constatação feita pelos colegas de bancada da GloboNews (da GloboNews, vejam só!) de que a percepção da população é de que o Supremo é um parceiro do governo Lula, essa senhora vestida de vermelho-PT pediu a palavra para justificar a conduta do STF:
“As pessoas precisam entender que o STF deu decisões contra o governo, na época do Bolsonaro, porque aquele era um governo golpista e antidemocrático. E o STF atualmente dá decisões favoráveis ao atual governo petista porque o governo Lula é um governo que defende a democracia.”
A disputa nessa bancada é acirrada, mas acho que o troféu Óleo de Peroba, hoje, é dessa senhora.🏆
Professora Heley de Abreu deu sua vida para salvar 25 crianças de um incêndio promovido por um psicopata. Isso aconteceu em 2017 na escola que trabalhava em Janaúba MG.
A Netflix preferiu pagar 500 mil para a Suzane Richtofen falar rindo do dia que matou a família a pauladas.
Pessoal, foi lançada hoje a revista O Cruzeiro, um projeto editorial dos grandes @luislacombereal, @PauloBriguet e @silvionavarro, cujo nome homenageia a histórica revista homônima de Assis Chateaubriand. Eu tive a honra e a alegria de ser convidado, junto a um time brilhante de jornalistas e colunistas, para integrar essa iniciativa.
Minha coluna de estreia versa sobre Habermas e o liberalismo. Não deixem de prestigiar O Cruzeiro e repercutir o lançamento com parentes e amigos.
https://t.co/47IxGVABCO
⚠️ URGENTE: Influenciador detona suposta declaração racista. Blogueira da TV Globo noticiou que "Um homem, uma mulher e um negro" faziam parte da tripulação da missão Artemis II. "Quem trabalha na NASA é nasista?" questiona leitor.
Suzane Von Richthofen:
- parricídio/matricídio
- sentença 39 anos
- 13 em regime fechado
- 7 no semiaberto
- livre em 2023
- herda 6 milhões
- 150 mil seguidores
Tema de:
- 4 livros
- 1 série
- 3 filmes
- 1 doc
Refletindo o quanto a espetacularização do crime pela arte a ajudou!
❤️🔥✍️ O influenciador Toguro abordou uma adolescente de 16 anos na Vila Fortaleza em Balneário Camboriú (SC) após ela sair de uma atividade religiosa onde ensinava crianças. Questionada se não havia nascido para ser rica ou famosa, a jovem Samy respondeu com firmeza: “Os prazeres desse mundo acabam, são momentâneos. Mas as coisas de Deus são eternas. E é isso que eu busco, algo que é duradouro”. A jovem é desbravadora, mora em Santa Catarina há 4 anos com a mãe e dedica parte do seu tempo a ensinar a Bíblia para crianças na igreja. QUE INCRÍVEL! 😇
➡️ via: @jornalrazao
📹 📸 @toguro ⠀
Por que a briga interna na direita enfraquece a oposição e ajuda a normalizar censura e perseguição política
Quando se observa a direita brasileira hoje, a impressão é a de um movimento cada vez mais absorvido por disputas internas, rivalidades menores e brigas por espaço, enquanto a questão central do país segue em segundo plano.
E isso é particularmente grave porque o problema fundamental do Brasil não é uma mera divergência entre grupos ou lideranças. O problema central é a existência de um regime de censura, perseguição política e exceção institucional que opera de maneira cada vez mais escancarada, enquanto boa parte dos que deveriam enfrentá-lo parece mais preocupada em administrar posições dentro da estrutura vigente.
Esse é o ponto decisivo.
Em 2014, numa entrevista que já soma quase 2 milhões de visualizações, o professor Olavo de Carvalho fez um diagnóstico preciso de por que o PT havia perdido o apoio popular. Aconteceu exatamente quando o partido deixou de ser percebido como uma força de refundação do Brasil e passou a ser visto como mais uma engrenagem da velha máquina de poder, absorvido pelo estamento burocrático, na expressão de Raymundo Faoro.
Não que a alternativa proposta pelo PT fosse boa, basicamente eles queriam transformar o Brasil numa grande Cuba, como fez Chávez na Venezuela. Mas, uma parte significativa da população acreditava no caminho socialista, e deixou de apoiar o partido quando ele deu sinais de ser apenas mais um grupo que foi absorvido pelo establishment.
Há sinais claros de que o mesmo processo está ocorrendo agora dentro do chamado bolsonarismo.
A questão não é apenas moral. Ela é estratégica.
Não faz sentido concentrar esforço numa eleição enquanto o principal líder da direita está em prisão domiciliar, quase morreu na cadeia, centenas de pessoas seguem presas, censuradas e perseguidas, e o regime de exceção continua operando sem qualquer constrangimento. Falar de eleição como se estivéssemos num ambiente democrático regular é aceitar como NORMAL aquilo que deveria ser tratado como escândalo político permanente.
Sem enfrentar isso, a conversa eleitoral vira distração. Até porque numa canetada o candidato da direita pode ser tirado da disputa, ou até ser preso...
E quando essa normalização convive com disputas mesquinhas dentro da própria direita, o quadro se torna ainda mais revelador. Porque então fica evidente que, para muitos, o objetivo já não é mudar o país.
Na prática, o objetivo passa a ser manter posição, preservar influência, controlar verbas partidárias e impedir o surgimento de lideranças que ainda operem com verdadeira intenção de ruptura. Não há problema algum em que uma liderança tenha estrutura, receita ou base de apoio para sustentar sua atuação. Tem muita gente gerando receita com influência na internet, e isso em si não é errado. O problema começa quando os meios deixam de servir a uma finalidade maior e passam a ser o próprio fim.
Nesse ponto, a degeneração é inevitável.
Basta ver o que acontece quando o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, vai a um programa de TV e diz que "esse negócio de eleger senadores para fazer impeachment de ministro já não é mais o objetivo." Na prática, o que ele quer é uma base grande, centenas de milhões de reais em verbas partidárias que ele possa controlar, sem criar nenhum tipo de risco para si. Porque se falar mal de ministro, pode perder o cargo ou sofrer algo pior.
Ou seja, você vê exatamente esse trabalho de domesticação da direita.
O partido deixa de ser plataforma de transformação e se converte em aparelho de contenção. A liderança deixa de operar para alterar o regime e passa a operar para SOBREVIVER dentro dele, sem tensionar, sem afrontar aquilo que de fato precisa ser enfrentado.
É assim que um movimento é domesticado.
Boa parte dessas brigas aponta justamente nessa direção: não para a construção de uma alternativa real ao sistema, mas para o isolamento de lideranças mais combativas e para a recondução do debate à velha e pequena política partidária. Em vez de concentrar a atenção popular na censura, nos presos políticos, na perseguição institucionalizada, desloca-se tudo para conflitos internos, vaidades e acomodações.
No fundo, trata-se de um processo de absorção pelo establishment, pelo próprio estamento burocrático. A velha estrutura brasileira tem uma enorme capacidade de neutralizar ameaças reais não apenas pela repressão direta, mas pela cooptação. Ela assimila, domestica, redistribui incentivos e transforma impulsos de mudança em mecanismos de autoconservação.
O que está em jogo é saber se ainda existe, dentro desse campo, uma disposição real de enfrentar o regime de exceção, desmontar os mecanismos de censura e perseguição e recolocar o país numa trilha minimamente normal de liberdade política. Sem isso, tudo o mais é secundário.
Uma direita que abandona esse objetivo e passa a disputar apenas o controle interno do próprio movimento se transforma exatamente naquilo que dizia combater: mais um núcleo de poder adaptado à lógica da velha política, interessado em conservar vantagens, não em refundar o país.
E quando isso acontece, o sistema não precisa nem vencer. Basta esperar.
Como alguém que teve a honra de conhecer Olavo pessoalmente, conversar com ele em várias oportunidades e aprender muito com o Professor, me sinto na obrigação de estabelecer a verdade sobre sua relação com Bolsonaro e sua visão sobre o ex-presidente. Vejo muita gente ENGANANDO o público, postando prints soltos que dão a entender apoio incondicional ou rompimento com Bolsonaro — o que não corresponde à realidade.
Se não me falha a memória, a última avaliação mais longa de Olavo sobre Bolsonaro foi no programa "ConservaTalk", de Paulo Figueiredo, que foi ao ar em 20 de dezembro de 2021. Olavo viria a falecer pouco depois, em 24 de janeiro de 2022.
Selecionei os trechos mais relevantes da live. Tire suas próprias conclusões.
1. A eleição de Bolsonaro como chance perdida
Acabou. Agora, a eleição do Bolsonaro foi a grande chance — grande chance, por meu entender, já perdida — porque ele precisava, primeira coisa que ele precisava ter feito, é desmantelar esse esquema nas primeiras semanas. Não fez isso. Foi tratar de querer parecer um bom administrador, quis parecer ser o novo Juscelino Kubitschek. Perdeu tempo.
2. Bolsonaro aprecia ser humilhado
Então eu acho assim: o Bolsonaro é, jeito que ele aprecia, né, ser insultado, aprecia ser humilhado, né, aprecia ser achincalhado — porque tudo que ele faz é para perder a guerra. Ele só não perde a popularidade, mas popularidade não é poder.
3. Popularidade não é poder
Evidentemente o povo brasileiro não tem poder nenhum, né. Então a elite inteira está contra o Bolsonaro e ela continua mandando no pedaço. [...] O pessoal se iludiu muito com a eleição do Bolsonaro. Venceu uma eleição — não é nada, gente. Nada. Zero. Cargo eletivo não é poder, só imbecil acredita nisso. O poder tá na sociedade. [...] Quantas pessoas te obedecem? Não é quantas pessoas gostam de você. [...] O Bolsonaro já ganhou, né, quantas pessoas gostam do Bolsonaro, quantas gostam do Lula — a maioria absoluta gosta do Bolsonaro. Mas o problema não é gostar, o problema é obedecer. O Bolsonaro não é obedecido em praticamente nada. Quem manda no Brasil é a turma do STF e a turma da mídia, a turma do show business, e pronto, acabou.
4. No Brasil só há comunistas ou neutros
No Brasil só há duas possibilidades: ou você é comunista ou você é neutro. Não existe direita, existe bolsonarismo — não direita. Então é isso aí, é a raiz de todos os males.
5. "A briga já está perdida"
E o Brasil vai se dar muito mal, gente. Não venham com esperanças tolas, porque é o seguinte: a briga já está perdida, já está perdida. Existe chance de fazer voltar? Existe uma chance remota, vou dizer: se o Bolsonaro acordar. Mas eu não sei como fazê-lo acordar.
6. "Não sou guru do Bolsonaro"
Porque o pessoal imagina que eu sou o guru do Bolsonaro — isso é absolutamente falso. Conversei com Bolsonaro quatro vezes na minha vida e duvido, duvido que ele tenha lido o meu livro inteiro. Nem aquele livro único ele não leu aquilo inteiro. Se ele tivesse lido com atenção, tem muita coisa que ele fez que ele não faria. E os demais livros e o meu curso — eu tenho um curso que eu dei 570 aulas — ele assistiu alguma? Nenhuma.
7. "Ele me usou como poster boy"
Então a minha influência sobre o Bolsonaro é zero. Ele me usou como poster boy, usou para se promover e se eleger. Depois disso não só esqueceu tudo que eu dizia, mas até os meus amigos que estavam no governo ele tirou. [...] Eu só indiquei dois ministros, por uma questão de educação, porque ele me convidou para ser Ministro da Educação. Eu não aceitei, então já que eu não aceitei, falei: bom, então por educação deixa indicar alguém para lá. Não foi um ato político, foi um ato de polidez pessoal, foi somente isso.
8. O Brasil se ferrou — a eleição foi a última chance
Olha, sinceramente, eu acho que o Brasil se ferrou, viu. O Brasil não vai se levantar, não. A eleição do Bolsonaro foi a última chance. Talvez se ele se eleger de novo é possível, mas o que ele já perdeu de apoio popular é uma grandeza, e acho que ele não sente isso. [...] Eu acho que o Bolsonaro caiu na mesma coisa — pegam esses assessores, viram: "Não, Presidente, o senhor tá eleito, o povo tá com você, não se preocupa."
9. Bom administrador, mas não é estadista
Então o que ele quer agora? Parecer simpático, parecer bonzinho, parecer um bom administrador — que ele é um excelente administrador, de fato é o melhor que nós já tivemos para lidar com obras públicas, economia tá indo muito bem. Mas política ele não faz, e sobretudo um guerreiro ele não é. Estadista ele não é, de jeito nenhum. Ele é assim como se fosse um prefeito de cidade do interior, né. Assim, é um Paulo Maluf sem a roubalheira.
10. O poder do presidente é nulo
Qual é o poder que tem o presidente da República comparado com o Congresso e o STF? Não tem nada, nada. Quer dizer, ele se castrou a si mesmo desde o primeiro dia. Ainda diz que eu sou guru dele — se eu fosse isso, jamais teria acontecido. A primeira coisa que eu ia dizer: "Ou você resolve o problema nas primeiras semanas ou você tá perdido." E se você está dando tempo para o adversário se fortalecer, ele vai se fortalecer e vai acabar com você. Foi exatamente o que aconteceu.
11. O 7 de Setembro — desperdício de apoio popular
Nas primeiras semanas, alguém teria coragem de dizer do Bolsonaro que dizem agora? Não tinha. Porque o pessoal sentia a força do apoio popular. Agora não sente mais. E essa manifestação do 7 de Setembro — o maior desperdício de apoio popular que já se viu. Quer dizer, você reúne um povão na rua e o povo vai dizer: "Eu autorizo." Autorizo o quê? Que que ele fez com a autorização? Fez nada. Quer dizer, tem algum problema, tem algum problema com o Bolsonaro, não sei qual é o problema, né.
12. "Não vou retirar meu apoio — não tem outro"
Agora, eu vou retirar meu apoio dele? Não, não. Porque não tem outro, né. E quem vai votar, vai votar no sei lá quem... nesse pessoal do Congresso aí, né.
13. Sobre as eleições de 2022 — "Vou votar nele, é claro"
Se eu faço alguma crítica ao Bolsonaro, não quer dizer que eu tô contra ele. Ao contrário, vou votar nele em 2022, é claro que vou. Em quem que você quer que eu vote, né? O Ciro Gomes? Bom, eu gosto do Ciro Gomes, acho até um sujeito inteligente, mas ele nasceu para perder, gente. Ele é um perdedor nato, ele sempre vai perder. [...] É claro que vou votar no Bolsonaro, é claro que tô a favor dele. Mas então fica aí o registro para todo mundo que ficar aí: "Ah, meu Deus do céu, Olavo tá atacando o Bolsonaro, Olavo rompeu..." As notícias no jornal — o jornalista é o mais imbecil de todos, só consegue raciocinar assim. [...] Várias manchetes do tipo: "Olavo rompe com Bolsonaro." Que [merda] é essa? Rompe o quê, né?