✅ 🗳️ Ex-secretário de Polícia Civil do Rio, Felipe Curi foi o 2° MAIS VOTADO na região dos complexos do Alemão e da Penha, onde ocorreu a megaoperação que deixou 122 mortos; ele foi eleito deputado federal.
Um dos aspectos mais relevadores da conversa que tive num grupo de conhecidos progressistas e comunistas sobre as facções, crime organizado, Bukele, China etc., foi a de uma nítida paralisia devido ao sentimento de culpa ideologicamente inoculado.
Quando eu defendi a luta armada e o extermínio físico de narcotraficantes e faccionados como solução para diminuir a violência urbana e a retomada da soberania nos territórios confiscados, fui acusado de estar defendendo um "genocídio" - como se "cria" fosse etnia -, algo reprovável para eles. Ao mesmo tempo, quando mencionei a China, e não Bukele, como exemplo a ser seguido, um dos copes usados foi o de que a China pode fazer isso porque lá é "tudo chinês sob um governo chinês, e não envolve problema racial ou étnico" - sim, desconhecem a China. Mas essas respostas, tão prontamente regurgitadas, mas fizeram perceber algo.
Esses esquerdistas não conseguem defender qualquer solução prática, resolutiva e direta, que envolve inevitavelmente o uso da violência, porque têm um medo crônico de incorrerem em "crimes de pensamento" como arriscar defender o "racismo e o genocídio", por exemplo, porque a "lógica" é a seguinte: os faccionados e criminosos são pretos e pobres - uma generalização racista que eles se permitem -, e apenas entraram nesse mundo por causa do "racismo estrutural" e segregativo oriundo da escravidão, tudo promovido pelo Estado e a polícia brasileira. Logo, usar a força do Estado para eliminá-los seria, na verdade, replicar a lógica racista que os colocou naquela situação em primeiro lugar. Não há, nesses pressupostos, como sair desse círculo vicioso.
Viram por que a questão da China, por supostamente não ter nenhum "problema racial e étnico", ser tão crucial para eles? Lá, segundo eles, não há uma "culpa histórica" racista como a que supostamente pesa sob o Estado e a sociedade brasileira, de modo que é preferível deixar a situação como está do que tomar medidas enérgicas e violentas para garantir a segurança e a liberdade de dezenas de milhões de brasileiros - também, muitos, pretos e pobres - e a retomada soberana desses territórios.
O sentimento de “culpa histórica” os paralisa e os impossibilita de aceitar quaisquer medidas que sejam violentas contra um grupo social que eles consideram marginalizado historicamente pelo Estado brasileiro, mesmo que a intenção seja destruir grupos armados não porque são, em qualquer medida, compostos por negros, mas porque são criminosos violentos que escravizaram milhões de cidadãos brasileiros. A escolha dos progressistas é um lento desmanche corrosivo da sociedade e das instituições brasileiras pelo narcotráfico em vez de arriscar serem enquadrados nos crimes ideológicos de suas consciências culpadas.
Algo incontestável deve ser dito sobre Luiz Inácio Lula da Silva: ele não é apenas um político normal numa democracia, porque algo em sua pessoa encarna profundamente um aspecto sombrio do brasileiro que nenhum outro político desde 1988 conseguiu recriar.
Luiz Inácio é sui generis, e só Getúlio o supera historicamente como político brasileiro - isso não é mérito moral nenhum. É como se Luiz Inácio fosse um "tipo ideal platônico" ambulante que serve de espelho quando se pensa no lado ruim do Brasil e do brasileiro.
Como explicar que um confesso mentiroso contumaz consiga cinicamente mentir não uma, nem duas, nem três, nem quatro, nem cinco, mas SEIS vezes em eleições e sair vencedor ininterrupto de quatro, numa era cheia de fact-checking, IAs e internet?
Como explicar que o líder do partido mais corrupto da história brasileira não apenas se safe por aí dizendo que "não sabia de nada", mas ativamente promova a candidatura de corruptos condenados como José Dirceu e Delúbio Soares nas ruas do país sem a menor vergonha e desfaçatez?
Como explicar que o presidente que cedeu a nossa soberania nacional na Amazônia para centenas de ONGs internacionais sem o menor escrúpulo, e que ao mesmo tempo que desviava dinheiro do trabalhador brasileiro para ajudar a sustentar ferozes ditaduras narcoterroristas no continente, se safe com a aura do "Lulinha paz e amor" que luta pela soberania?
Como é possível explicar que um líder tenha a coragem de passar pano publicamente para ladrões, traficantes e criminosos, e ativamente resista a quaisquer tentativas de endurecer as penas para crimes num país com altíssimas taxas de violência, e ao mesmo tempo seja visto como um defensor dos trabalhadores e das minorias que mais sofrem nas mãos dos criminosos?
Como é possível explicar que um líder que governou, junto ao seu partido, por quase duas décadas e deixou um país subdesenvolvido, sem indústrias, sem ferrovias, sem capacidade de manufatura e inovação tecnológica relevantes seja, ao mesmo tepo, visto como promovedor do desenvolvimento?
Como é possível que o líder que mais beneficiou a alta elite banqueira e capitalista brasileira, concedendo-lhes ricos empréstimos públicos e altíssimas taxas de juros para uma vida fácil de rentismo às custas do imposto do trabalhador, seja visto como um inimigo dos ricos e poderosos?
Como é possível que político mais dinheirista e gastador contumaz da história brasileira moderna, cujos déficits públicos e esbórnia financeira desmedida são estrondosos, seja visto como alguém preocupado com a sustentabilidade e a longevidade dos serviços sociais como o SUS e o INSS?
Como é possível que o político que mais se gabou de não apenas não ter concluído o ensino médio, mas de não ter tido qualquer interesse em ampliar sua educação formal e de ter mantido as Universidades numa situação financeira difícil e cheia de cortes, seja visto como o promovedor da "Pátria Educadora", com índices educaionais declinantes e vaxaminosos?
Possivelmente nenhuma ciência consiga explicar a contradição sombria que é Luiz Inácio, mas parte da resposta está no fato que o brasileiro "cordial", o brasileiro do "jeitinho", do malandro de temperamento romântico e emocional que infesta os trópicos e esconde sua falta de espírito, coragem e retitude sob a postiça fachada do espertalhão tenha sido inteiramente encarnado na pessoa de Luiz Inácio.
Quando toda essa ruindade do brasileiro se encarna num pesado ponto único, e ele se torna candidato numa frágil democracia de sufrágio universal, o lado bom, respeitável, inteligente e capaz de levantar o país está fadado a seguir a lei da gravidade: para baixo.
Então encarece todo o frete do Brasil e arrisca outra greve dos caminhoneiros pra poder dar desconto em carro.
Assim quem anda de ônibus perde no aumento da passagem, e no aumento do custo de tudo.
É o gênio da economia.