Já falamos nesse perfil também: deixamos de formar jogadores para o nosso futebol e passamos a formar com lógica de mercado.
Formamos pontas e volantes aos borbotões, porque a Europa paga muito por eles, enquanto ignoramos o meio campo criativo e formamos poucos pifadores, ignoramos a lateral, posição essa que foi revolucionada por Nilton Santos, um brasileiro.
Se o moleque sabe correr, vira ponta. Se é alto, vira volante. Sabe driblar? Vai pra ponta, mas tem que tocar curto antes.
Tentamos espelhar o futebol europeu, queremos arrecadar o máximo possível nas vendas, enquanto a melhor formação pro nosso estilo ficou de lado.
Foi a derrota menos triste de todas as últimas, o que é triste por si só. Perdeu normal, jogando marromeno, perdendo gol, arrumando caôzinho no final sem muita vontade também, só pra constar
GRAÇAS A DEUS EM 2030 EU NÃO VOU TER QUE MAIS OLHAR A CARA DO ZAGUEIRO MARQUINHOS DO VOLANTE CASEMIRO DO GOLEIRO ALISSON DA PORRA DO NEYMAR E DE OUTROS VAGABUNDO COM A CAMISA DA SELEÇÃO
No 2º tempo, nem a Noruega parecia querer ter a bola por tanto tempo. Por vezes, implorava pro Brasil subir a pressão, mas isso não aconteceu.
Virou uma lenta troca de passes mais como proteção do que ameaça. Evitava correr riscos para não ceder contra-ataques. Um bom exemplo foi a chance de Endrick. Nasceu do raro momento em que Odegaard arriscou um passe vertical.
No fim, Haaland fez a diferença.
Impressionou a falta de agressividade do Brasil para incomodar a posse adversária, mesmo que a estratégia fosse esperar para contra-atacar.
Dentro da proposta, até criou para ter placar melhor, mas parou em Nyland. O frustrante para o Brasil é a sensação de que nem "correu o risco" de tentar dorminar o jogo no campo de ataque.
“Jogamos por todos os iranianos”, disse o experiente atacante Mehdi Taremi, que chega à 3ª Copa do Mundo na carreira.
Taremi é um bom símbolo das contradições que permeiam a seleção iraniana, que virou a 1ª do mundo a disputar uma Copa em guerra com o país-sede.
Houve especulação de que ele sequer receberia visto de entrada nos EUA, dado que cumpriu seu serviço militar obrigatório na Guarda Revolucionária (IRGC), uma das Forças Armadas do Irã.
Essa força surgiu após a Revolução de 1979 e é ideologicamente ligada ao governo. Os EUA consideram-na uma organização terrorista.
Taremi, ícone da seleção, é visto como líder do elenco - o que leva muitos iranianos da diáspora presente nos EUA a verem o time como um braço do governo. Justamente o governo que os levou a migrar pros EUA.
Mas a história é mais complexa que isso. No início do ano, enquanto o Irã reprimia manifestações antigoverno com violência, com milhares de mortos, Taremi se recusava a celebrar os gols marcados pelo seu time, o Olympiakos, da Grécia.
“No Irã, há um problema entre o governo e o povo. Como jogadores, nós estamos com o povo”, foi tudo o que disse Taremi em entrevista. Ele gosta de ressaltar, aliás, que não é político, é atleta.
Em 2022, quando outra onda de protestos tomou as ruas do Irã pela morte de uma jovem presa por usar seu véu de maneira “inapropriada”, tanto Taremi quanto o restante da seleção não cantaram o hino nacional na estreia da Copa. Uma manifestação silenciosa de condenação ao governo.
Entretanto, a guerra desastrosa contra o Irã lançada por Israel e EUA em fevereiro (seguindo uma outra guerra de curta duração em 2025) não fez mais do que fortalecer o governo local.
Embora tenham matado vários líderes, os países agressores não conseguiram mudar o poder de mãos e, aparentemente, o acordo de paz que Trump anunciou no fim de semana oficializa o Irã como virtual vencedor da guerra. O documento deve ser assinado na sexta.
Não só isso, os EUA conseguiram unir um país dividido ao bombardear escolas e matar crianças, como foi o caso do ataque em Minab, no começo da guerra: a seleção iraniana inclusive chegou à Copa vestindo broches com o número 168, em homenagem às vítimas do bombardeio.
Diante disso, os protestos da diáspora contra o governo na Copa do Mundo ainda devem acontecer, mas seu efeito parece diminuto.
TUDO que eles acham que é "atmosfera" é exatamente o tipo de coisa que uma pessoa apaixonada por festa de torcidas ABOMINA quando trazem pro futebol.
É uma nação de viciados em disneylândia, showbusiness, flashmob, consumo de bobagem e tratamento de gado.
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Isso aqui seria suficiente para cancelar a Copa e fazer tudo no Canadá e México. Se você voluntaria seu país para receber um evento mundial, o mínimo que você tem que fazer é garantir que os profissionais que vão atuar nesse evento possam entrar e se hospedar as melhores condições.
Esse é o presidente da FIFA entregando o "Prêmio da Paz da FIFA" a Donald Trump, em dezembro de 2025.
6 meses depois, às vésperas da Copa, os EUA já:
- proibiram que a seleção do Irã durma e treine nos EUA;
- interrogaram o principal jogador do Iraque e o fotógrafo oficial da seleção, que foi deportado;
- negaram a entrada e deportaram o principal árbitro africano escolhido pela FIFA para a Copa;
Agora dá pra entender?
A FIFA está de joelhos para Trump e permite que ele transforme a Copa de 2026 numa peça de propaganda do seu governo e da sua ideologia.
A Copa ainda nem começou, é verdade, mas o "fascismo à lá Donald Trump" já mostra tudo que tem de ruim ao mundo.
Comprou briga com o Bayern para vestir a camisa de um Barcelona que o mundo inteiro desacreditava.
Foi ele quem abriu as portas da reconstrução.
O primeiro homem a confiar no projeto.
Robert Lewandowski, para sempre um de nós. 💙❤️ https://t.co/wShwia1leR
Lamine Yamal não disse nada, apenas levantou uma bandeira da Palestina, mas pro ministro da Defesa de Israel, ele "incitou ódio".
Isso só faz sentido se você considerar a existência do povo palestino impossível de tolerar, mas é exatamente isso o que o governo de Israel pensa.
Alguém muito rico -- um atleta, por exemplo -- não precisa ser um grande leitor. Basta amar o que a cultura de seu país tem de melhor.
Erling Haaland, segundo o site suíço de notícias Swissinfo, para o qual traduzo textos para o português, comprou o livro mais caro da história da Noruega.
Por cerca de 650 mil reais, adquiriu uma edição das Sagas dos Reis -- tradicionalmente associadas à Edda em Prosa (há traduções para o português) -- do poeta e historiador islandês Snorri Sturluson (1179–1241), datada de 1594. ⚽🇳🇴📖
Mas ele não pretende ficar com o livro. “Nunca fui um grande leitor”, disse, segundo comunicado de seu município natal, Time. Foi justamente a esse município que decidiu doar permanentemente a obra, mais precisamente à biblioteca da cidade de Bryne, onde cresceu.
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O jogador do Manchester City, porém, impôs uma condição: “Quero que o livro fique sempre exposto, para que se possa ler sobre aqueles que vêm da minha terra, de Bryne e Jæren”, cita o município. Segundo ele, é mais fácil desenvolver o gosto pela leitura quando nos reconhecemos nas pessoas descritas.
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No próximo ano letivo, o livro será ligado a uma competição de leitura nas escolas do município. O prêmio: uma visita ao estádio Ullevaal, em Oslo, para assistir a um jogo com Haaland e a seleção norueguesa.