Ele foi um dos responsáveis pela bagunça, causou uma insegurança institucional enorme e pulou fora por ter visto que não tinha futuro no clube. Mas não esqueçamos que ele foi um dos "patrocinadores" da ideia de entregar o departamento de futebol pro Luis Castro.
Ninguém tá dando lenha no MM porque comprou a Arena, mas ele foi responsável direto por tudo isso e tá sendo taxado de injustiçado porque supostamente "não assumiu porque viu que era uma bagunça".
A agressão de Caiado a Josias de Souza ao vivo hoje no UOL é o cartão de visitas do que virá. Muitos colegas que trataram a extrema-direita com carinho vão se arrepender profundamente. Aliás, Josias foi um deles.
O Flávio venceu e virá com força total, apoiado pela Câmara e pelo Senado. No papel, é um cenário devastador — o próprio apocalipse político. Mas, no fundo, sob a lógica da revanche, carrega uma ironia inevitável. Veículos como a Globo e a Folha de S.Paulo, que pavimentaram essa subida, sentirão na pele o impacto dessa máquina. Quando a pressão contra essa imprensa começar, que a esquerda não cometa o erro de agir como escudo.
O mesmo se aplica ao trabalhador de baixa renda que abraçou esse projeto: verá o congelamento do salário mínimo, a inflação corroer a mesa, a manutenção da escala 6x1 e os cortes severos no Bolsa Família e nas aposentadorias. Causa dor ver a população do Nordeste exposta a isso, mas a maturidade política exige responsabilidade. O eleitor é adulto e precisa arcar com o peso das próprias decisões. Não cabe à oposição servir de amortece para o impacto; quando as instituições e a sociedade escolhem um caminho, a barreira sai do meio para que sintam as consequências reais das escolhas feitas. A história ensina que, em muitos casos, o aprendizado só ocorre pelo desgaste do cotidiano.
A cobrança deve ser direta também para os grupos minoritários que apoiaram esse espectro político. Se houver retrocesso no casamento igualitário ou perseguição institucional a populações LGBTs em estados dominados pela direita, caberá lembrar diariamente aos que apoiaram esse sistema onde começou a responsabilidade. Da mesma forma, quando políticas raciais e direitos básicos forem desmontados, a postura não será de tutela paternalista. É preciso abandonar o papel de protetor ingênuo de quem ajudou a erguer a própria parede.
Chega de retórica complacente e de slogans como “ninguém solta a mão de ninguém”. Essa postura se mostrou ineficaz. O momento pede recuo estratégico: afastar as mãos, recuar do debate imediato e deixar que a extrema-direita governe sem qualquer tipo de interferência ou oposição defensiva pelos próximos anos.
Quando o desgaste econômico e social atingir a imprensa e os setores corporativos que viabilizaram esse cenário, os pedidos de socorro virão. Cabe à oposição manter a indiferença e lembrar, de forma permanente, quem colocou o país nesse rumo por puro ressentimento político e social.
A experiência internacional já demonstrou a dinâmica do desgaste absoluto de governos populistas quando deixados à própria sorte, sem um alvo externo para culpar pelos próprios erros. Sem oposição para polarizar, o sistema colapsa sob o peso da própria incompetência administrativa.
Enquanto isso, o Nordeste reafirma sua posição. O Ceará e sua capital seguem sob gestões progressistas, funcionando como uma ilha de estabilidade e resistência institucional. Para quem está fora dessa zona de proteção, a orientação é pragmática: preservem-se, fortaleçam suas redes locais e reduzam o desgaste com o ecossistema político atual. Evitem exposições desnecessárias em manifestações ou redes sociais, cuidem da saúde mental e observem o desenrolar dos fatos.
Fiquem calmos. Que a nação aguente o peso das escolhas que fez.
Os nomes mais votados vem 100% da internet - pavanato, cheirinho, a Eduarda…
E o Jones Manoel.
Todos os campos apontam o mesmo: Se a internet e a construção de campo online não constar em TODAS ANÁLISES pode desistir.
Tá tudo aqui.
eu não vou virar votos, gente. achei que 700 mil mortos por covid já eram suficientes pra convencer. conto com o diálogo de vcs eu não tenho saliva pra gastar com mau caráter
Mas é isso, gente, enquanto vocês não admitirem que erros foram cometidos, não adianta tentar uma discussão saudável. Esse estado de negação e a suposta pureza moral e intelectual vão nos levar cada vez mais para baixo. Se a gente não aprender a jogar sujo, não tem volta.
A real é que antes de ter um novo Lula a gente vai ter que ter um novo FHC para "acostumar" o povo. Foda é que agora nem tem um PSDB para aliar, o PL esmagou a direita democrática.
A direita ficou 4 ANOS como oposição e sem uma figura forte como Lula
4 anos falando com povo, montando bancada, focando nas pautas
Agora tão aí:
86% do Senado
72% da Câmara
Elegeram um monte de zé ninguém pq são organizados
A esquerda quer ter razão, a direita só quer o voto
Juliana Brizola fez uma campanha para prefeita de Porto Alegre. Não esteve uma vez sequer em várias regiões do interior. Resultado: perdeu até em lugares onde a esquerda é forte.
Uma coisa que tem acontecido nas últimas três eleições é que o PL sempre faz votação acima das estimativas das pesquisas. Tem um trabalho muito coordenado de mobilização interna.
Na próxima eleição a saída vai ser todo o campo de esquerda abraçar uma centro-direita para tentar resgatar algum equilíbrio. Senão vai só piorar. E tem que aprender a jogar o jogo das redes, senão não tem chance. Tem que se despir do orgulho de "jogar bonito" e ser pragmático.
Quando deu as pesquisas de ontem eu já comecei a entregar os pontos. Pesquisa decide voto, o povão gosta de votar em quem vai ganhar, vê eleição como esporte. Não quer "jogar voto fora".
Planejamento de campanha do PT foi muito ruim. Escolheram candidatos velhos e sem relevância na maior parte do país. Mesmo que o Lula venha a vencer, vai presidir com um senado e câmara dos deputados ainda mais oposição.
Morreu aos 63 anos a cantora canadense Sass Jordan. A informação foi confirmada pela família sem entrar em detalhes sobre a causa. Ela se destacou com os álbuns Racine (1992) e Rats (1994), além de ter gravado Trust In Me com Joe Cocker para a trilha de O Guarda-Costas.
Melhor reflexão que li hoje nesta rede sobre a eleição: se o Flávio é a melhor alternativa, por que ele não mostrou qualquer realização do governo Bolsonaro em prol dos brasileiros na campanha e somente se limitou a atacar o adversário?
Quis pegar o embalo desse conteúdo e fazer o seguinte fio🧶:
Qual é o lado político de Kamen Rider?
(Já aviso que é um conteúdo extenso, mas tentei ser o mais educativo e estruturado possível para entregar a resposta para vocês)
A princípio, a pergunta parece difícil de responder. Estamos falando de uma franquia que existe desde 1971, atravessou mais de cinco décadas da história japonesa e passou pelas mãos de dezenas de roteiristas, produtores e diretores. Não existe uma declaração da Toei estabelecendo que Kamen Rider seja oficialmente uma franquia de esquerda ou de direita.
Isso, porém, não significa que suas histórias sejam politicamente neutras. Quando observamos quais estruturas seus protagonistas enfrentam, quais personagens suas histórias protegem e principalmente como a franquia representa o exercício do poder, encontramos uma tendência bastante consistente.
Essa tendência aparece já em 1971. Takeshi Hongo não escolhe tornar-se Kamen Rider. Ele é sequestrado pela Shocker, tem seu corpo modificado e deveria posteriormente passar por uma lavagem cerebral que eliminaria sua autonomia. Hongo consegue escapar antes da modificação cerebral. Isso significa que a diferença fundamental entre o primeiro Kamen Rider e seus inimigos não está sequer na tecnologia utilizada.
O corpo de Hongo é produto da própria Shocker. A diferença está na vontade. Para a Shocker, um indivíduo excepcional pode ser sequestrado, modificado e convertido em instrumento de um projeto maior. Para Hongo, nenhuma organização possui esse direito.
Esse ponto é particularmente importante quando colocamos a série no Japão de 1971. O primeiro-ministro era Eisaku Satō, do Partido Liberal Democrata, o LDP, principal força conservadora da política japonesa do pós-guerra. Apenas 26 anos haviam se passado desde a derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial.
O país ainda convivia diretamente com as consequências do militarismo, da ocupação americana, da Guerra Fria, da Guerra do Vietnã, das grandes manifestações contra o Tratado de Segurança Japão-EUA e dos movimentos estudantis dos anos 1960.
A Shocker não deve ser reduzida a uma representação do governo Satō, mas Kamen Rider nasce dentro de uma sociedade em que militarismo, autoridade e liberdade individual eram questões políticas extremamente presentes.
Não por acaso, a própria mitologia da Shocker estabelece associações com a Alemanha nazista. O primeiro grande inimigo de Kamen Rider não é simplesmente um criminoso: é uma organização totalitária que pretende reorganizar a sociedade eliminando a autonomia dos indivíduos.