Quando morre gente dos EUA ou algum israelense, eles têm rosto, tem passado, tem família, tem história...
Quando morre gente que eles atacam, a imprensa: morreram 200 e ponto.
Nada de novo, como Gadard já tinha mostrado aqui:
Quando eu era criança ouvia muito os coroas daqui do morro se referindo à cocaína como Brizola. "Aquilo ali é um cheirador de Brizola".
Brizola é, sem dúvidas, uma das figuras mais injustiçadas da nossa sociedade e a campanha de difamação dele, por incrível que pareça, teve tanta capilaridade no tecido social não por sua capacidade de mobilização social, não por sua coragem de enfrentar os grandes nomes da burguesia à época apenas, mas porque ele fez o que nenhum governador desse Estado ousou fazer: dar educação e dignidade ao pobre.
A classe média carioca não suportou ver o filho do favelado estudando num CIEP com aula de natação, aula de dança, aula de canto, aula de piano, com 5 refeições ao dia enquanto ela estava toda endividada pagando um colegio particular meia boca. Pra piorar, Brizola ainda cedeu escritura a todos os moradores de morros e favelas da época, impedindo futuras remoções a la Pereira Passos.
Verdade é essa. O resto é balela.