@DFGameplays@FredFigueiroa Eles usam uma IMU, e nenhuma IMU funciona sem estar integrado a outro sensor. Nesse caso eles integram com câmeras ao redor do estádio, então se não havia nenhum jogador próximo da bola o ruído do ambiente é eliminado.
Além de que a própria bola é impermeável kkkkkk
Bechler acredita que nunca tivemos escola ou identidade, porque sempre fizemos pela intuição, e nunca pelo raciocínio, pelo conhecimento, pela ciência. Essa crença não mostra só desconhecimento da história do nosso futebol (e da cultura popular), como desvela preconceitos sutis.
“O futebol brasileiro não tem uma identidade de como formar jogadores. A gente não tem uma escola. A gente tem muita formação. Aparece um Ronaldinho Gaúcho, um Ronaldo, um Romário, um Rivaldo, um Neymar… Eles aparecem. O nosso futebol é muito intuitivo, é um futebol que talvez está mais no sangue, no coração, do que na cabeça.”
“O futebol se tornou muito coletivo, as outras seleções evoluíram, passaram da gente taticamente, e tecnicamente a gente não consegue mais formar como antes. Isso fez igualar.”
“A gente tem uma boa geração, mas a gente não tem meio-campista, por exemplo. Não temos um meia parecido com o Vitinha ou com o Pedri. O futebol brasileiro não produz mais esse tipo de meio-campista, porque não sabe produzir. A Espanha sabe. A Espanha tem um tanto de 'Pedris'. Portugal tem Vitinha e João Neves.”
“A gente parou de produzir intuitivamente como antes, e as outras seleções evoluíram no estudo. Outro detalhe é que a gente não tem técnico, a gente não tem cabeça pensante.”
🎙️ Marcelo Bechler, na @TNTSportsBR.
📸 TNT Sports | Rafael Ribeiro e Nelson Termé/CBF
Nenhum jogador da seleção colombiana está sorrindo na foto que foram forçados a tirar com o presidente antes de seguirem para a Copa do Mundo.
A filha do presidente, uma jovem fã do jogador James Rodríguez(que eu admito nem fazer ideia de quem seja), acabou chorando ao notar o clima hostil do elenco para com o pai dela, e até com ela.
O jogador se recusou a tirar uma foto com ela, e a autógrafar algo que ela pediu, e também a teria desprezado
O Neymar vai cair em um fenômeno que vou chamar de “fenômeno Kevin Garnett”.
Sabe aquele jogador que, com certeza, foi um dos 10 melhores a praticar o esporte chamado basquete? Ele se chamava Kevin Garnett. O difícil [quase impossível] é explicar isso para o público médio do basquete.
O que eu sinto é que, no final das contas, nós, brasileiros, vamos ter que conviver eternamente com a “raiva que dá” de ver o Neymar sendo desmerecido e colocado abaixo de jogadores que jogaram muito menos que ele, principalmente pela mídia estrangeira.
Isso já acontece e vai continuar acontecendo cada vez mais, até se tornar algo praticamente impossível de reverter do ponto de vista narrativo.
E sabe o pior? É muito difícil contra-argumentar.
A gente sabe que o Neymar foi melhor, mas os títulos e os feitos não vão conseguir sustentar a narrativa do nível técnico individual que ele tinha. Porque, na hora de comparar o que eles venceram e como isso aconteceu, o Neymar vai ficar estranhamente atrás.
Por exemplo: eu acredito fielmente que o Kevin Garnett foi um jogador de basquete melhor que o Nikola Jokic, mas já aceitei o fato de que o público médio nunca vai enxergar dessa forma. E tá tudo bem.
O Neymar foi melhor que o Dembélé, mas essa discussão está muito perto de virar murro em ponta de faca.