🇦🇷 A Argentina liberou a compra de terras para estrangeiros, com a Suprema Corte Argentina autorizando medida aprovada pelo governo Milei, que libera a venda de terras rurais sem limites para estrangeiros, mesmo que contenham reservas de proteção, riquezas hídricas e minerais.
Argentina - A pobreza na Argentina voltou a subir e agora atinge um terço da população. É o primeiro aumento desde que o governo Milei controlou a inflação. Agora, 15 milhões de pessoas estão vivendo na pobreza no país. Na Argentina, são considerados pobres os adultos que não conseguem arcar com uma cesta básica de bens e serviços avaliada em cerca de R$ 1.800. "Estamos diante de uma tendência em que um ou dois pontos percentuais de pobreza são acrescentados a cada trimestre. O que isso significa? Em cada trimestre, ao longo dos últimos quatro trimestres, entre 400 mil e 450 mil pessoas, em média, passaram a viver na pobreza", diz Agustín Salvia, diretor do Observatório da Dívida Social da Pontifícia Universidade Católica da Argentina (UCA). Para conseguir se alimentar, as famílias argentinas mais pobres estão sendo obrigadas a recorrer a empréstimos de curto prazo. Ou passaram a frequentar clubes de troca, onde trocam mercadorias em vez de pagar com dinheiro. Os refeitórios sociais também estão sobrecarregados. "Atendíamos 400 pessoas e dizíamos: 'Que absurdo'. Hoje são 600, 700", conta Arturo Olivera, diretor de um refeitório social. A pobreza vinha caindo desde 2024, quando atingiu mais da metade dos argentinos. E essa melhora se tornou uma vitrine de Milei. Mas analistas apontam que os avanços impulsionados pela desaceleração da inflação perderam força. E que é preciso criar empregos e aumentar o poder de compra dos trabalhadores. A atual situação econômica do país pode prejudicar Milei, que deve tentar a reeleição em 2027. Isso considerando que, em 2023, ele recebeu votos de boa parte das classes baixa e média do país. Em uma pesquisa recente, a taxa de desaprovação de Milei foi de 70% entre as pessoas de menor renda. A nível nacional, a desaprovação dele chega a 58%. "Sinceramente, apostei tudo em Milei por uma mudança, porque não queria o governo anterior. Mas prefiro o governo anterior mil vezes a isto. Vejam a que ponto cheguei", afirma Gustavo Raul Perez, proprietário de uma loja de ferragens.
🎥 Deutsche Welle
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