boa sorte para os próximos participantes dos realitys, superar uma participante como ana paula renault será praticamente IMPOSSÍVEL
#estreiaafazenda#afazenda
Quando falaram que a nova geração de 14-16 anos ia ser a primeira geração a ser mais burra que a anterior eu não esperava que eles iriam ser TÃO BURROS
Os vídeos da bienal do livro provaram algumas coisas, uma delas: Não adianta nada você ler 5 ou 200 livros se você não desenvolve nenhum pensamento crítico. E não é sobre ler por entretenimento.
Daenerys da Casa Targaryen, Primeira de seu nome, Nascida da tormenta, A não queimada, Mãe dos Dragões, Quebradora das correntes, Mãe dos escravos, Khaleesi dos Dothraki, Rainha de Mereen, Rainha de Westeros, Dos Ândalos, Dos Roinares.
Nesse vídeo, a garota diz que leu o Diário de Anne Frank, mas não gostou porque achou que havia “muita vitimização”.
Quero refletir sobre isso.
Essa garota leu o relato de uma menina judia escondida, tentando sobreviver a um projeto de extermínio, mas não conseguiu enxergar a estrutura de violência ao redor dela. A conclusão foi que sobrou “vitimismo” e faltaram “superação” e “heroísmo”.
Isso não é uma questão de gosto e tampouco é sobre essa garota individualmente. Para mim, é sintoma de duas coisas que me preocupam muito sobre os nossos tempos, sobre as novas gerações.
Primeiro, uma geração está sendo educada (e aqui não falo apenas das escolas, mas de todas as instituições socializadoras, inclusive famílias, igrejas e redes sociais) para chamar de “vitimismo” aquilo que é simplesmente o sofrimento produzido por violência, discriminação e desigualdade.
Se você sofreu, precisa “superar”. Se continua falando sobre o que sofreu, está “se vitimizando”. Esses jovens estão sendo ensinados a não perguntar: o que causa o sofrimento?
Segundo, isso escancara o enorme buraco que ainda existe na educação sobre o Holocausto. E aqui vai algo que repito sempre: ensinar sobre o Holocausto não é ensinar apenas sobre judeus. É, sim, ensinar sobre antissemitismo, que segue vivo. Mas é ensinar, também, sobre democracia, sobre direitos humanos, sobre os processos pelos quais sociedades inteiras podem normalizar gradualmente a exclusão e a desumanização de determinados grupos até que sua perseguição, deportação e, finalmente, seu extermínio sejam transformados em política de Estado.
Se o relato de uma adolescente assassinada em um genocídio que se tornou um dos paradigmas históricos da reflexão contemporânea sobre direitos humanos pode ser reduzido a “vitimismo”, como essa garota e tantas outras pessoas educadas dentro dessa mesma lógica aprenderão a escutar os relatos de pessoas LGBTQIA+ que sofrem discriminação, de pessoas negras que enfrentam o racismo ou das desigualdades e barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência?
O desprezo é a única resposta possível.
O problema não é essa garota. É tudo o que faltou para que ela conseguisse entender o que estava lendo. E a culpa é nossa.
o vídeo da menina falando que Anne Frank “se vitimizava” é a prova de que o booktok popularizou o hábito de consumir livros, não de compreendê-los. é o analfabeto funcional premium que lê 100 livros por ano e não consegue interpretar o diário da menina escondida de um genocídio.
@foltrann@tuitacarlos sou arquiteta e tive aulas sobre Neuroarquitetura com NEUROLOGISTAS e CIENTISTAS que falam da influência do ambiente no nosso cérebro, mas o Roberto sabe mais que neurologistas e cientistas.
Por favor, voltem a ler. Voltem. Se um livro for difícil, comprem gibis. Mas voltem a ler e exercitem o pensamento crítico, a ponderação, a interpretação. Tá todo mundo emburrecendo coletivamente.
ana paula já sabe que foi a favorita e o diamante da edição mas o que eu realmente quero saber é se ela tem conhecimento que foi a galã da edição e que esse foi o eoty (edit of the year) que rodou o tiktok e twitter de janeiro a abril