✍️ CRÍTICA: Charli xcx – Music, Fashion, Film.
Realmente… nada vai nos salvar! Artista mais performática da geração, Charli xcx lança “Music, Fashion, Film”. Após matar o buzz do disco propositalmente, ela assume o papel de anti-heroína de sua própria discografia em um trabalho de jingles despretensiosos. Mas até que ponto o pós-irônico pode ser posto?
“SS26” é facilmente uma das melhores faixas da carreira. Que música boa, Charli! Mas o conjunto da obra derrapa ao tentar demais ser de menos. O álbum não chega a ser ruim, afinal, Charlotte é uma artista com A maiúsculo desde que ganhou notoriedade na cena em 2012. É só como se um grupo de amigos tocasse guitarra com ratos num porão. Para alguns, vai soar como a oitava maravilha do mundo. Para outros, vai soar como um trabalho inacabado.
Para nós, soa como se a artista tentasse um bait desde “Rock Music” para se desvincular do “Brat” aos olhos do grande público. Por isso, me pergunto se ela realmente queria provar um ponto ou só se divertir como em “2007” ou na emoção final entre “Magic Metal Montana” e “No One Lasts Forever”. Vamos descobrir no desenrolar dos anos quando o disco for revisitado.
🏆 Pitchfork aclama “Music, Fashion, Film”, de Charli xcx, e concede Best New Album.
“Na sequência de Brat, a artista pop autoral muda de rumo para uma sonoridade rock repleta de referências e com uma estética propositalmente despretensiosa, oferecendo vislumbres intrigantes dos bastidores do estrelato.”
The Guardian rates Charli xcx’s ‘Music, Fashion, Film’ a 5 stars score
⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ (100/100).
“How do you follow up the album that made you a star – and a caricature? In classic Charli style: with a pivot to guitar and a meta masterpiece about the instability of identity”.