Vcs estão acompanhando essa safadeza europeia? Universidade Federal do RN X Universidad Miguel Hernandez del Eche. Pesquisadores espanhóis copiaram pesquisa da brasileira e estão ganhando $ e reconhecimento em cima dela - e pediram pra ela calar a boca! Alô BR #MetodoTaylorSwift
Eu cozinho bem, sou preguiçoso e pão duro.
Pedir delivery pra mim é um martírio pois eu sei que se eu levantar o cu do sofá em meia hora faço uma comida muito melhor do que 98% dos deliverys disponíveis e ainda economizo um dinheiro. E se tem uma coisa que me deixa puto é pagar caro por comida ruim.
Conclusão: fico com fome.
This is FUCKING INSANE
Trump's ICE goons detained a Canadian actress because of confusion over a work visa for TWO WEEKS - shackled, thrown in a van, sent to AZ, kept awake, not allowed to contact a lawyer
https://t.co/3DtPrwxwiK
Volta e meia me marcam nesses videos de donas de casa americanas fazendo receitas tenebrosas compostas por ingredientes industrializados numa assadeira de alumínio descartável. Essas receitas entram na categoria "Dump and Bake" de receitas. Algumas pessoas tentam enfeitar...
O Brasil e os degraus da desigualdade.
Passamos a semana correndo atrás do próprio rabo discutindo se quem ganha 50 mil reais por mês é rico ou não, isso me fez lembrar da minha infância no Morro do Pinto no final da década de 90.
Meu pai, vigilante de banco à época, me levou pra casa de um grande amigo dele, o Bil, um homem negro, com um braço torto devido a uma fratura que teve quando era criança no interior de pernambuco. Enquanto conversavam, o almoço ficou pronto, arroz e feijão, servido numa lata de goiabada como prato. Isso me impactou de uma forma absurda. Fiquei olhando aquela comida naquele prato e pensando: caramba, eles não tem prato de vidro?
Lá em casa nunca teve fartura, mas também não tinha miséria. Nunca faltava uma mistura, e nem prato de vidro. Já ali eu fui criando uma consciência de que eu era pobre, mas tinha gente mais pobre. Um ano depois meu pai pegou o bar, à época, alugado na João Cardoso. Alguns amigos, na hora do almoço, compravam tang, outros almoçavam com água, um almoçava todo dia com coca-cola, eu achava que ele era rico.
Um outro amigo, filho de pais microempresários, além de coca-cola, todo dia comia um x-tudo no bar, que muitas vezes eu mesmo preparava. Eu tinha certeza que ele era rico por isso.
Certo dia a mãe de um amigo foi se queixar para minha mãe, chorando, disse que sua irmã, moradora do interior do nordeste, estava quase morrendo de fome, há dias estava bebendo água com açucar pra não morrer, pensei: nossa, nem feijão com arroz em prato de lata e goiabada, isso que é pobreza, agora eu sei o que é pobreza.
Diante dessas minhas pequenas vivências; Num país como o nosso, tentar - através de números - definir quem é rico ou pobre é uma sandice. A percepção de pobreza e riqueza numa sociedade brutalmente construída pra ser desigual vai muito além de números.
Se engana quem diz que os pobres são invisíveis. Não são. Propositalmente não são. Invisíveis são os ricos, tão invisíveis que nos faz pensar que rico, dentro dos nossos círculos, é quem come no mcdonald toda semana, é quem tem uns tênis fodas, é quem faz uma ou duas viagens por ano. É quem tem um carrão, ainda que financiado.
O processo de invisibilização dos ricos brasileiros é o que mantém essa estrutura de poder. O dia que o povo souber quem são os ricos de verdade, seus costumes, seus hábitos, o que eles fazem através da exploração, ai, meu parceiro, é que a profecia do morro descer e não ser carnaval pode se realizar. Enquanto isso não acontecer taticamente, pode esquecer esse papo de formação política.
Piores compras para casa. Se pensar em comprar, queime seu cartão, peça ajuda, vá se medicar, mas não compre.
Para começar: PANIFICADORA - um trambolho, só faz pão merda e gasta uma tonelada de energia.