Escolinha do Professor Raimundo (1991):
"É verdade que tem um deputado querendo a volta da ditadura?"
"É verdade, é o Bolsonaro"
"Como um civil pode pensar numa coisa dessas?"
"Ele não é civil, é militar reformado."
"AH, ENTÃO É POR ISSO!"
A rejeição ao PT dentro de parte da classe trabalhadora está muito ligada a um fenômeno bem característico de países como o Brasil, marcados pela desigualdade e pela existência de estigmas sociais bem delimitados.
No Brasil, quem tem status social tem tudo. Nós somos um país onde os ricos podem tudo e os pobres não têm direito a nada. E uma parte da população tenta, como um mecanismo para tornar a vida mais fácil, emular o comportamento das classes abastadas.
Daí decorre o fenômeno da pessoa que se endivida durante uma década pra ostentar um carrão. De comprar um celular super caro de forma absolutamente desnecessária só pra tentar impressionar os outros. De comer naqueles restaurantes pseudo-sofisticados feitos sob medida para tirar dinheiro da classe média exibicionista.
Uma das formas de tentar emular o status social dos ricos é votar nos candidatos que os ricos votam, repetir as opiniões que os ricos emitem. É imitar o comportamento do patrão, do dono da empresa.
E esse processo é impulsionado pelos aparelhos ideológicos sob controle da burguesia, que fazem questão de reforçar os estigmas sociais depreciativos, associando a esquerda à pobreza.
É por isso que a gente passou tantos anos ouvindo colunistas da Veja, por exemplo, dizendo que petistas eram mortos de fome que iam pra protesto em troca de um pão com mortadela. Que votar no PT era coisa de pobre, de nordestino, de negro, de quem se vendia por "bolsa esmola". Quem era fino, sofisticado, "classe média" pra cima, votava nos candidatos limpinhos e cheirosos do PSDB.
E isso foi incorporado ao imaginário da classe trabalhadora. Votar contra a esquerda virou uma forma de tentar ostentar um status social superior. E a imprensa foi cada vez botando mais lenha na fogueira. Com a Lava Jato, além de ser de pobre, ser petista virou sinônimo de ser corrupto, de não ter princípios morais. Agora, com a ascensão da extrema-direita, além de pobre e corrupto, a narrativa é de que quem é petista também é woke, fala todes, usa cabelo pintado.
É sempre um lance de reforçar estigmas que tentam afastar a classe trabalhadora pelo medo da rejeição, pelo medo da reprovação social.
O desafio é fazer o trabalhador enxergar essa dinâmica, essa armadilha. É fazer o trabalhador entender que por trás desses estereótipos existe uma tentativa de afastar o trabalhador do único espectro político que defende seus interesses.
GENTE! 🚨
Dinah Jane via stories:
“Pensamento aleatório…
Tô com tanta inveja que todas as minhas meninas já fizeram visitas solo ao Brasil 🥺😩, mas tô tão feliz que elas possam se reencontrar com vocês, hehe. No tempo de Deus, vou conseguir ir até aí também… 🙏🏽 Enquanto isso, vou praticando meu português 😘🫶🏽😜
Euuuu, amo vocês muitããão, meus amores! ❤️”
a política brasileira é tão irônica que o Rick Azevedo (um homem gay) e a Erika Hilton (uma mulher trans) fizeram mais em defesa da família tradicional brasileira do que toda a bancada evangélica
Quando Lula diz que nós podemos ser ele amanhã ele está falando de um balconista de farmácia que estava exausto de tanto trabalhar e gravou UM VÍDEO, fez disso uma luta e está nesse exato momento em Brasília comemorando o fim da escala 6x1 e prestes a assumir seu primeiro mandato