4 anos de graduação, 4 estágios obrigatórios gratuitos, iniciação científica e docente, 2 anos de mestrado, 1 ano de especialização fora a formação continuada. Ensinamos seu filho a ler e a escrever pra sermos tratados igual lixo por quem mal saiu do ensino médio.
Tem algo raro em assistir uma pessoa receber a pior notícia da vida e, no mesmo instante, ter quem a segure. Ana falou que não acreditava na finitude do pai, e ele sempre disse que estaria com ela.
Ela mesma diz que, se soubesse em outro contexto, morreria junto. Que preferia guardá-lo vivo na memória. E, de alguma forma, o universo ouviu.
Ele partiu sem que ela visse. E ela soube de longe, cercada por quem precisava estar ali. Como se ele, fiel à promessa, tivesse escolhido esse exato instante para não deixá-la sozinha na hora de saber.
E talvez tenha sido isso mesmo. #bbb26
Eu vou colocar aqui um texto que li recentemente que pra mim faz super sentido.
“Psicólogos dizem que o próprio tempo começou a parecer diferente depois de
2000. E mudou novamente após 2020. Não porque o mundo de repente ficou mais rápido, mas porque o cérebro humano parou de registrar a vida da mesma forma.”
Pesquisadores de Stanford e UCL descobriram: quando o cérebro está sobrecarregado, ele tem dificuldade em formar memórias profundas. E menos memórias fazem o tempo parecer mais curto. Seu cérebro conclui silenciosamente: "Nada importante aconteceu. E anos inteiros começam a se misturar.”
Leiam aqui https://t.co/VzsYR0z7qt
Ana Paula: "Tem que taxar grandes fortunas, mesmo!"
Marci: "O pessoal tem que saber o que é 'grandes fortunas', pq a pessoa lá com 10 mil na conta tá chorando porque ia taxar grandes fortunas."
SENSATAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! #BBB26
O quarteto se ligando que uma parte do discurso foi sobre a Chaiany que se destacou essa semana, que tem altas chances de vencer, mas que se ela continuar dando ouvidos para o Babu, vai cair.
ELES ESTÃO ATENTOS!!!
A gente fala muito sobre o fim da escala 6x1, mas fala pouco sobre o impacto real disso na vida de quem passou a vida inteira preso nela.
No primeiro fim de semana antes do Carnaval, peguei um Uber em São Paulo. Estava difícil conseguir corrida. Muitos motoristas cancelando, tarifa alta, acessos bloqueados por causa dos blocos. Eu precisava resolver uma emergência e consegui um carro num domingo à noite.
Começamos a conversar. Ele disse que era a primeira vez trabalhando no Carnaval, tinha só quatro meses de Uber, e que estava achando tudo muito confuso. Perguntou como funcionavam os blocos, se precisava pagar para entrar, por que as ruas estavam fechadas. Ele queria levar a esposa um dia em um desfile.
Expliquei que os blocos são gratuitos, que qualquer pessoa pode ir, que é só chegar e acompanhar. Falei que desfile pago é no Sambódromo do Anhembi, mas que a arquibancada não é inacessível.
Foi depois disso que ele começou a falar das vontades que tinha.
Disse que morria de vontade de levar a esposa para conhecer as coisas que via pela internet. Que queria ir à Liberdade, naquela feirinha que aparece no TikTok. Que queria conhecer a Augusta e parar em um barzinho. Que queria ir ao Parque do Ibirapuera. Que queria ir à praia.
E então ele disse, quase como quem revela um segredo:
Nunca fui para a praia.
Perguntei se ele não morava em São Paulo. Ele respondeu que nasceu em São Bernardo e que sempre trabalhou aqui.
Trabalhou dez anos como açougueiro, desde os 18. Sempre em escala 6x1. Sempre trabalhando aos finais de semana. Saía de casa às 5 da manhã e voltava às 10 da noite. A única folga era no meio da semana, e ele usava para descansar.
Nunca teve um domingo livre.
Expliquei que a Paulista fecha aos domingos para carros e fica ótima para passear. Que depois do Carnaval é ainda melhor para ir com calma. Falei que a Feira da Liberdade é aberta e gratuita. Que a praia não é tão distante assim. Que o Ibirapuera está ali, acessível. Que não é preciso muito dinheiro para viver a cidade.
Ele tem 28 anos.
Disse que agora, no Uber, consegue ganhar até mais do que ganhava antes. Mas saiu da CLT para a informalidade. Não é o ideal. Não dá para romantizar.
O que ele quer não é luxo.
Ele quer viver coisas simples que o trabalho exaustivo nunca permitiu.
Quando dizem que o brasileiro trabalha pouco, eu lembro dele. De alguém que passou dez anos sem viver um único fim de semana. Isso não é falta de esforço. Isso é normalização da exaustão.
O fim da 6x1 não é só sobre jornada de trabalho.
É sobre tempo.
É sobre dignidade.
É sobre permitir que um jovem de 28 anos conheça a própria cidade.
E eu não consigo parar de pensar nisso desde aquele dia. Em como a escravidão moderna está sendo normalizada e enfiada goela abaixo. A Folha fez exatamente isso: tentou banalizar a exploração do trabalho como se fosse apenas um dado comparativo, ignorando a realidade concreta de quem vive jornadas desumanas.
E quando a gente ignora essas histórias, a gente ajuda a transformar exploração em estatística.
Os que são contra o fim da escala 6x1 são INIMIGOS TRABALHADOR
E isso tem que ser dito
🚨AGORA: Após Donald Trump afirmar que o Brasil é um dos piores países do mundo, Lula rebateu, chamando o presidente dos Estados Unidos de mentiroso e afirmando que, se Trump estivesse no Brasil, seria preso.
A Lu Mayers pintou, fez calçada, fez chão e ainda fez um portão pra pelo menos conseguir MORAR EM UM LUGAR DIGNO pagando mais de 900 REAIS pra simplesmente a dona da kitnet (um muquifo) pedir a casa porque a Luiza disse que a fiação da casa tava podre (após um INCÊNDIO)
Entrei no Uber e o motorista, um senhor de +- 70 anos, me perguntou: moça qual a trilha sonora da nossa viagem?
Falei a ele: eu posso escolher? Talvez o senhor não goste da escolha
Ele prontamente: eu gosto de gente feliz, se a música te deixar feliz e satisfeita, todos ganhamos+