esta rede está impedindo que os crimes de Israel no Líbano sejam divulgados. este vídeo feito em abril durante os bombardeios a Beirute teve quase o mesmo engajamento que os últimos. a diferença é que o alcance das reportagens atuais não ultrapassa de 10k
En el día de ayer,1 de Mayo, me llegó esta belleza desde Estados Unidos. Me la mandó una trabajadora norteamericana que hace medio siglo dedicó su vida a luchar por la libertad de Chile.
Carlinhos Oliveira, nascido onde moro mas que se fez e ganhou fama no Rio dos anos 50 aos 80, é dos grandes cronistas brasileiros. Conheceu tudo e todos que interessavam, intelectualmente, em seu tempo de carioca. E escreveu muito e bem.
Procurem seus livros, são puro deleite.
Li uma, duas vezes. Depois decidi não postar o pdf e sim retirar, linha a linha, do portal do Uol. O texto de hoje do @julianfuks é um ponto áureo na confusão mental que se formou na fictícia vida do glamour da redes e das falácias. Leiam, por favor. E viva Samuel Beckett, sempre uma referência quando se precisa de lucidez. A.
ECOA UOL – Julián Fuks – 25/4/2026
O colapso da cultura do sucesso: um olhar sobre Trump e sua debacle
https://t.co/l6MPcuVJBg
Por alguns anos participei de um portentoso programa cultural de uma marca internacional. Reunia artistas, músicos, escritores, arquitetos de todos os cantos do mundo, em fases variadas de suas carreiras, construindo um amplo panorama dos pensamentos que norteiam os atos artísticos, ou mesmo as culturas. Uma curiosa dinâmica acabava nos ordenando no espaço, nas conversas, nos olhares. Não era raro que seguíssemos incertas coordenadas geográficas, latinos se aproximando de latinos, orientais de orientais. Ou então que se criassem divisões mais surpreendentes, que surgisse alguma comunhão entre inadaptados, entre aparentes
excluídos, entre periféricos de várias origens.
No centro dos debates se instalava o pensamento estimulado pela própria empresa,
pensamento eminentemente ocidental, anglófono, que nunca deixava de enfatizar o sucesso dos envolvidos, o sucesso de toda a empreitada. Era natural, o programa não deixava de ter caráter de marketing, era inevitável que exaltasse com constância as suas próprias qualidades.
Ainda assim me causava espanto, como a outros tantos, ouvir artistas e escritores falando sem inibição sobre suas próprias realizações majestosas, sobre os feitos que haviam alcançado no decorrer dos anos, com o suporte e o patrocínio generoso da tal marca.
Aos poucos foi se fazendo nítida, aos meus olhos, a distinção entre dois grupos. Havia aqueles que sorriam em profusão e se orgulhavam de ali constar, e falavam com fartura sobre seus métodos criativos sempre tão eficazes, sobre seu passado retilíneo e seus planos certeiros para o futuro. E havia aqueles outros, nós, os periféricos, que falávamos em voz mais baixa, sem nenhuma certeza sobre os nossos processos tortuosos, duvidando sempre do valor daquilo que alcançávamos, muito mais atentos às falhas, aos ruídos, às impossibilidades. Uma síntese era bastante fácil: tratava-se do confronto entre o discurso do sucesso e a consciência do fracasso inevitável.
Não é uma diferença menor, como a antítese dos termos já declara. É a brutal diferença entre uma concepção de arte como empreendimento individual, destinado à venda de uma obra e à difusão de um nome; e uma concepção bem mais utópica de arte como empenho coletivo, procura de um ideal inatingível, sucessão de tentativas e falhas que vão avançando em território desconhecido, abrindo um novo campo indevassável. Arte próxima do sublime, não como elogio que se confunde com o belo ou o magistral, mas como princípio de realização do irrealizável, arte portanto fadada ao fracasso. Troque-se o termo arte pelo termo vida e o discurso ainda é válido, revelando com força maior a diferença absurda entre visões de mundo.
"Tentar de novo. Falhar de novo. Falhar melhor." Talvez ninguém tenha trazido esse pensamento com mais clareza do que Samuel Beckett nessa sequência de frases lapidares. Beckett, não por acaso um irlandês, periférico em seu próprio continente, inadaptado aos ditames estéticos do centro, a ponto de ter recebido sem nenhuma palavra até mesmo a condecoração maior do Prêmio Nobel, nenhum agradecimento, nenhuma afirmação comovida de seu triunfo pessoal; só o silêncio e nada mais. Falhar melhor: a sentença é ainda mais contundente porque não sabemos bem como interpretá-la. Falhar melhor num contexto desses será falhar menos ou falhar mais?
E por que estou falando disso hoje? Por que abordo o abismo entre culturas, e a ojeriza que me provoca o incansável discurso de êxito pessoal? Talvez porque estejamos vendo agora a debacle da cultura do sucesso, quando toda essa mentalidade é levada ao paroxismo nas ações e nas palavras de um sujeito como Donald Trump. Essa é a sua tática: afirmar sempre sua própria qualidade, sua vitória absoluta, mesmo quando tudo vai mal e se nota seu estado caquético, o estado lamentável de seu governo, sua economia, suas guerras. Em Trump testemunhamos o colapso estrepitoso de todo esse pensamento, e, apesar da imensa destruição que causa, ao menos temos o consolo de que assim seja, de que logo nos vejamos
livres disso tudo, livres para tentar de novo, falhar de novo, falhar melhor.
No dia 9 de abril de 1936, nascia o lendário Ghassan Kanafani, que hoje completaria 90 anos! ✍️🇵🇸✨
scritor, jornalista e revolucionário palestino, Kanafani é uma das vozes mais potentes da literatura árabe e da resistência palestina.
Suas obras, como Homens ao Sol, Um Saad, e Retorno a Haifa (todos publicados pela @EditoraTabla) capturam com profundidade a dor do exílio, a luta do povo palestino e a dignidade dos oprimidos, inspirando gerações de leitores e militantes em todo o mundo.
Uma curiosidade é que ele começou escrevendo contos enquanto ensinava em campos de refugiados na Síria, ap��s ser forçado ao exílio pela Nakba de 1948, e se tornou porta-voz da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP).
Viva Ghassan Kanafani! ✊🇵🇸🎉
@adamcarter has created an absolutely sensational tool, and I believe it could easily be adapted to other conflicts too. It looks really versatile.
Check it out:
https://t.co/EMS3SP3Rnh
O Partisan convoca a militância e todas as pessoas comprometidas com a justiça a se somarem na luta contra o sionismo, contra o imperialismo e contra qualquer tentativa de censurar quem denuncia o genocídio em curso.
Sábado, 11/04 - 18h30
Rua da Lapa, 107 / Rua Morais e Vale, 31
8/ A conclusão é clara:
Enquanto parte da sociedade denuncia o que acontece na Palestina, Tabata Amaral avança com o PL 1424/26 — um projeto que pode abrir caminho para CRIMINALIZAR críticas a Israel no Brasil.
E isso acontece com apoio de quem?
💰 Doadores ligados a organizações pró-Israel.
Transparência importa.
Siga o dinheiro. Entenda a agenda.
Antes da adoção do Islã, a Arábia funcionou como um dos últimos redutos das antigas tradições politeístas, preservando cultos que já haviam sido suprimidos ou marginalizados com a cristianização do Império Romano e do mundo helênico, bem como com a consolidação do zoroastrismo no Oriente persa. Até o surgimento do Islã, os árabes politeístas mantinham um panteão diverso de divindades, às quais recorriam em suas práticas religiosas.
O politeísmo era, de fato, a base religiosa mais difundida entre as tribos árabes, especialmente nas regiões centrais, como no Hejaz e no Najd. Esse sistema envolvida a veneração de múltiplas divindades locais, frequentemente associadas a elementos naturais ou santuários específicos, com práticas como sacrifícios, peregrinações e culto a ídolos. Ao contrário de caricaturas simplistas, não se tratava apenas de “idolatria primitiva”, mas de um sistema ritual estruturado, com funções sociais e políticas claras, integrando identidade tribal economia (por exemplo, as peregrinações a centros como Meca).
A partir dos séculos IV–VI d.C., porém, observa-se uma crescente penetração de formas de monoteísmo, especialmente o judaísmo e o cristianismo. O judaísmo estava presente tanto no norte, quanto no sul da Península, com comunidades estabelecidas em oásis do Hejaz e até mesmo om expressão política no Reiino Himiarita no Iêmen, cujo governo adotou essa religião como oficial em determinado momento de sua história. Essas comunidades eram diversas linguisticamente e mantinham conexões com centros judaicos mais amplos no Oriente Próximo.
O cristianismo, por sua vez, chegou principalmente por influência bizantina e missionária, espalhando-se por regiões como o Golfo Pérsico e o sul da Arábia. Foi no sul da Arábia, inclusive, no Iêmen e em Najran, que encontramos evidências de comunidades cristãs organizadas, inclusive alvos de perseguições políticas – como o massacre promovido por um rei judeu himiarita no século VI, seguido de intervenção etíope cristã (e citado no Alcorão). Isso mostra que a religião já era um fator geopolítico relevante na região.
Outro elemento importante (e frequentemente mal compreendido) é o fenômeno do hanifismo. Diferente de uma religião institucionalizada, o termo é usado para designar indivíduos ou tendências monoteístas não-alinhadas ao judaísmo ou ao cristianismo. Esses "hanifs" buscavam uma forma de monoteísmo associada à tradição de Abraão, mas sem estrutura clerical ou doutrinária definida. A própria dificuldade em classificá-los, muitas vezes, sugere uma grande fluidez do ambiente religioso árabe.
Outra presença religiosa pouco comentada é a do zoroastrismo, presente sobretudo em áreas sob influência do Império Sassânida, como o leste da Península (próximo ao atual Iraque e Golfo Pérsico). Embora menos difundido entre as tribos árabes, ela fazia parte do contexto religioso mais amplo da região, especialmente em zonas politicamente integradas ao mundo persa.
Por fim, o chamado sabeísmo (ou mandeísmo) constituem uma antiga religião gnóstica originária da região do sul do Iraque e do Cuzestão iraniano, com possíveis raízes no primeiro século da era cristã. Em fontes islâmicas posteriores, o grupo passou a ser identificado como "sabianos" – um termo cuja aplicação histórica é ambígua e disputada –, sendo frequentemente associados a uma comunidade monoteísta distinta de judeus e cristãos citada no Alcorão. É importante não confundi-los com os sabeus iemenitas, os politeístas do reino de Sabá (sul da Arábia).
A Arábia Pré-Islâmica deve ser entendida, portanto, como um espaço e pluralismo religioso dinâmico, e não como um cenário uniformemente "pagão" que aguardava a ascensão o Islã. O politeísmo continuava forte, mas coexistia com múltiplas formas de monoteísmo – algumas institucionalizadas, outras difusas. Essa diversidade ajuda a explicar por que o surgimento do Islã se deu num ambiente já familiarizado com ideias monoteístas, mas ainda marcado por tensões religiosas, políticas e culturais.
@filosofocolina Tenho pesquisado. Agora temos aqui uma "rotina' mensal ou quinzenal de 600km ida e volta de ônibus. 3 pessoas fora Uber. Média de 1.200 a 1800 mensal.
A Receita Federal acaba de criar algo que nunca existiu no sistema tributário brasileiro: ela vai elaborar declarações de IR de ofício — não pra cobrar, mas pra DEVOLVER dinheiro.
Segue o fio, porque o mecanismo é mais interessante do que parece. 🧵
A Karime é uma das - se não a - maior especialista em Hezbollah no Brasil. Recomendo vivamente esse escrito, que faz uma análise profunda do governo iraniano e do Eixo da Resistência.
É muita caipirice dizer que só se deve ler os clássicos e que a literatura contemporânea não tem nada que preste.
Me vem sempre à cabeça a imagem do tiozão de camisa do Led Zeppelin.
🧵Segue a thread: LITERATURA CONTEMPORÂNEA QUE PRESTA 🧵
(e tudo com tradução pro português)