Minha execução de existência plena é o corpo respondendo à alma.
Consagrando a mim mesmo, a vida.
Minha existência que não pede desculpas.
É a dança sem plateia, mas com altar.
Eu sou meu próprio rito, minha cerimônia.
Eu me acendo e me reverencio. Eu sou templo e oferenda.
fazendo-me suspirar minha própria interpretação como obrigação de orientação, mesmo não tendo, de forma clara, a totalidade daquilo que não consigo nomear.
Ainda assim procuro poder continuar respirando enquanto ainda não entendo.
Essa necessidade por autonomia sobre a interpretação da minha própria realidade sufoca meus pulmões com o próprio ar perspectivo.
O mesmo que me mantém funcionando, o mesmo que me obriga a nomear o que sinto antes que me falte fôlego.
Volto atrás sempre que posso, sempre quando consigo me convencer do contrário, aliás não carrego certeza alguma comigo.
Eu sou um hospedeiro do tempo que acha que carrega a verdade, nessa eterna reconstrução do ser.
Talvez seja justamente essa a questão.
quanto mais tento me definir, mais transformo aquilo que sou em algo que preciso proteger, nessa tentativa de não perder a mim mesmo, acabo me afastando de mim.
Já fiquei tempo demais sozinho comigo mesmo para entender o quanto meu autocentramento me desassocia de quem sou, ou melhor de quem acho que sou. Porque, apesar das minhas convicções, continuo sem uma definição concreta daquilo que de fato me faz ser quem sou.
@wtfjuas Achei que fosse uma carta de suicídio, depois achei estranho, mas agora eu entendi haha, tem fazer que nem eu andar de pé descalço sempre que tiver a oportunidade pra aumentar a imunidade
Hoje o amor se afoga em tanta pressa e o raso aprendeu a fingir profundidade, mas meu coração ainda faz essa promessa de esperar pela pessoa certa, pela hora e pela verdade.
(Não é de minha autoria)
No final das contas viver é isso, habitar em um lugar emprestado, sentir como se tudo fosse eterno e mesmo assim saber que cedo ou tarde entregaremos as chaves
Ainda sigo reconfigurando meus conceitos, jogando com as alternativas em meu laboratório, faço questionamento como quem faz química, deslegitimando das minhas mentiras que julguei lícitas, procurando entender minhas dores que sempre se comunicaram de forma sátira em tom de mímica