"A escola de samba joga na cara desses intolerantes que as palavras que eles falam são africanas. 'Eu só quero um xodó', xodó é Banto. A formação cultural brasileira é tributária do povo negro, quer os neopentecostais desejem ou não." (Milton Cunha)
"Ah, tem muita macumba. É sempre a África... Meu amor, é desfile da inteligência negra periférica. Tu quer que fale de quê? Da Branca de Neve? Não, meu amor. Vai falar de Clementina de Jesus, de Exú, porque escola de samba é negra. Aceita que dói menos!
@queenofonme Pra finalizar, vou deixar um vídeo para que vc tenha oportunidade de analisar e tentar repetir as mesmas palavras descritas na sua publicação (e a importância de conhecer antes de falar):
https://t.co/WafSaiDdkl
@queenofonme Isso tem inúmeros motivos: talvez sentem mais segurança (principalmente o público LGBT, que neste bloco, por exemplo, é maioria expressiva e podem curtir sem receios); ou pelo simples fato de não conhecer como funciona as opções (bloco, pipoca ou camarote)…
É impactante ver essa segregação? Sem dúvidas, não podemos negar. Principalmente, por retratar, de uma maneira clara, uma realidade social que fingem não enxergar (pior: fingem não existir)
Gente, vamos aos fatos nesse fio aqui… Para quem não sabe, o carnaval de Salvador sempre teve essa segregação muito escancarada, pois antigamente a quantidade de blocos pagos era muito maior e funcionava da seguinte forma:
Tudo isso para dizer que HOJE, apesar do aumento de camarotes nos circuitos, percebemos uma mudança considerável de um evento para o povo, fato comprovado pelo número reduzido de blocos pagos (das 30 atrações do dia, entre 5 e 7 são pagos e o restante para a pipoca)