Dia seguinte à alta: 10 anos a 4,95%, 30 anos a 5,31%, 2 anos a 4,69%. Toda a curva caiu.
O Fed subiu o juro e o mercado baixou o preço de emprestar por dez e trinta anos. É o que costuma acontecer quando o aperto começa.
Fed subiu 25 bps e a bolsa zerou o ganho durante a coletiva. A alta estava no preço. O que não estava era o Warsh dizendo que a inflação do verão não mostra melhora nas tendências. Uma alta era o esperado. O comunicado deixou claro que não é o plano inteiro.
10 anos rompeu 5% hoje. Maior nível desde 2007.
Da última vez que passou de 5%, em junho de 2007, o Fed cortou juros três meses depois. Amanhã ele sobe.
Fed decide na quarta com quase 90% de chance de alta no preço.
Nos últimos quatro ciclos de aperto, o 10 anos fez topo perto da última alta e caiu nos 12 meses seguintes: 150 bps após 2000, 55 após 2006, 152 após 2018, 108 após 2023. Alta de juro curto historicamente não sustenta a ponta longa.
Conta de juros do governo americano: 1,25 trilhão por ano, mais que o dobro de 2021.
De 2000 a 2020 a dívida mais que quadruplicou e a conta de juros ficou parada, porque o juro caía. Agora a dívida cresce e o juro também.
CPI amanhã mede agosto, quando o Brent ficou em 91 na média. Os 108 de hoje só entram no dado de setembro, que sai depois do Fed decidir no dia 16.
Ou seja, o Fed vai votar olhando um petróleo que já não existe mais.
Enquanto o Tesouro triplica recompra para segurar o juro longo, o mercado precifica 60% de chance de o Fed subir juros este mês.
Tesouro puxando pra baixo, Fed puxando pra cima, petróleo a 100 no meio. Brasileiro conhece esse filme.