Normalize ter uma vida pequena.
Um apartamento que você consegue limpar em uma manhã. Três ou quatro amigos de verdade. Um trabalho que termina quando termina.
Te ensinaram que pequeno é sinônimo de pouco. Não é. Pequeno é o tamanho exato de uma vida que cabe nas suas mãos.
E o que cabe nas mãos, você consegue cuidar.♟️
Vozinha tem mais dribles na fase mata-mata da Copa de 2026 do que Cristiano Ronaldo. Médico da Seleção da Noruega afirma que jogo no calor contra o Brasil “pode ser fatal” e internauta brasileira explica: “Sim, mores, por isso o nome é mata-mata”. Mulher tranquiliza brasileiros ao orar para a TV contra Haaland: “Ele é grande, mas não é dois, porque grandão é o Senhor. A taça é nossa pelo sangue de Jesus. Amém”. Neymar ajeita o “júnior” durante o treino. Ancelotti ameaça brasileiros e pode colocar Raphinha no banco contra a Noruega. Virgínia incentiva seus 56 milhões de seguidores a apostar dinheiro em Cabo Verde contra a Argentina. Pombo, jabuti, cutia e arara apontam vitória do Brasil contra a Noruega. Brasileiros fazem versão da remada viking na Times Square ao som de Créu. Rayan sente calor extremo nos EUA e posta foto com a localização de Bangu, Rio de Janeiro. Brasil é traduzido como “sutiã” no ranking da Fifa. Internautas resgatam discurso de eliminação de Gil do Vigor no BBB para falar da atuação de Cabo Verde na Copa: “Quanto vale entrar para a história?”. Confeiteiro faz bolo realista do rosto de Vini Jr. e dá facada na cabeça do jogador. Francês afirma que seu país não é o Brasil e recebe aula de história de internauta brasileiro: “Pra se equiparar ao Brasil, vocês teriam que ganhar no mínimo mais três Copas. Já pro Brasil se equiparar à França, a gente teria que invadir e massacrar no mínimo 20 países do continente africano”. Raquel Brito revela que está esperando um menino e internautas comemoram: “Seja bem-vindo de volta, Pelé”.
Sábado, 4 de julho de 2026
@vaidesmaiar@vaidesmaiar Parabéns por torcer tanto contra seu país! Eu me envergonho cada vez que leio tamanho prazer em exaltar tudo que reduz o lugar que nascestes...!
Quando a Colômbia volta a jogar uma Copa do Mundo nos EUA, é impossível não lembrar de Andrés Escobar. Um desdobramento trágico da violência que permeou o país nas décadas de 1980 e 1990 e ainda dita os rumos da política hoje.
Em 1994, a Colômbia chegou à Copa como uma das grandes favoritas, mas logo frustrou as expectativas. Uma derrota pra Romênia na estreia foi seguida de outra pros EUA, considerados muito inferiores, com um gol contra de Escobar.
À época, o zagueiro do Atlético Nacional era cotado como contratação do Milan, pra substituir Franco Baresi. A imagem dele caído na grama, arrasado depois de fazer um gol contra, acabou se eternizando por conta do que se seguiria.
Quatro dias após voltar à Colômbia, ele foi provocado na saída de uma casa noturna em Medellín por ter marcado um gol contra. Os agitadores eram os irmãos Santiago e Pedro Gallón Henao, conhecidos traficantes locais. Ao dar ré no seu carro pra ir até eles e exigir respeito, foi executado com seis tiros.
Humberto Muñoz Castro, segurança dos irmãos, confessou ter sido o autor dos disparos. Ficou preso por 11 anos, enquanto os Gallón Henao passaram apenas 15 meses na cadeia como cúmplices.
Escobar foi uma vítima a mais da era da dominância dos cartéis na Colômbia. O país já vivia um conflito armado há décadas, mais voltado a áreas rurais, mas os cartéis o urbanizaram.
Esse conflito não se resolveu com um combate intenso a esses cartéis. Na verdade, depois de tantas décadas, a Colômbia buscou outro caminho, baseado na negociação, um processo que se coroou em 2022 com a eleição de Gustavo Petro, 1º presidente de esquerda do país, sob a promessa da “paz total”.
Incapaz de entregar esse projeto, Petro viu há alguns dias seu indicado a sucessor perder para o direitista Abelardo de la Espriella, por menos de 1% dos votos. De La Espriella tem um plano diferente: fala em “guerra total”, o que deve garantir algumas vitórias midiáticas de início, mas dificilmente resolverá o problema estrutural do conflito colombiano.
De Andrés Escobar, fica a conexão entre as vítimas dessa guerra e o futebol. Em 1994, como colunista convidado do jornal El Tiempo pra cobertura da Copa, ele escreveu em seu último texto: “vejo vocês em breve, porque a vida não termina aqui”. À época, parecia estar falando apenas da Copa do Mundo.
"Qual o resultado espera de Cabo Verde?"
"Qualquer resultado é bom pra nós"
"Vozinha vai pegar algum pênalti?"
"Sou pai dele."
"VOCÊ É O PAI DELE?"
"Sou."
"'TÁ FALANDO SÉRIO?"
"Sim."
O susto do Nilson Klava COM SEU FURO ACIDENTAL DE REPORTAGEM.#ARGxCBV
@andrizek Incrível como os brasileiros são veementemente contra seu país.... Comentários todos desdenhando do cara que levou a glória do futebol ao Brasil e ao mundo inteiro.... ainda se sentem o direito de exigir alguma coisa, sem sequer, oferecer qualquer apoio em troca.
Sabem esse gol cara a cara que o Messi perdeu, com 1 x 1 no placar? É um dos motivos de ele estar abaixo do Pelé. A perna direita do Messi fica consideravelmente abaixo da perna boa. A perna boa do Pelé eram as duas...