🇧🇷"Você por mim não chora, mas eu choro por você"
Jorge Ben, gênio futeboleiro da música, resume a tônica da minha relação de torcedor com a Seleção Brasileira.
24 anos sem título de Copa do Mundo, 8 anos sem uma taça sequer. É duro.
Vivemos de passado - um passado lindo, mas que é passado - e maculamos repetidamente qualquer projeto de reformulação séria.
Glamourizando a precariedade da CBF de Ednaldo e Samir, como se o futebol fôsse premiar incompetência por peso de camisa.
Sigo torcendo, porque a esperança nunca morre e o futuro sempre chega, mas frase de efeito alguma apaga mais uma tristeza ao cair tão cedo numa Copa do Mundo. Por causa de você, Canarinho.
@demetriovec@traumann Eu sinceramente acredito cada vez mais que o problema da seleção é uma mistura de falta de condicionamento físico, arrogância e falta de raça/sangue no olho. Talento ainda temos, mas é um time cansado, sem condições de brigar de igual pra igual quando precisa correr e lutar
@anamaryb e tiraram a versão vegana, com uns hamburguinhos vegetais, tinga ceddar vegano tbm, delícia. agora é só a versão vegetariana (queijo e salada, uma bela bosta)
o brasil SEMPRE comemorou dançando, a dança faz parte da nossa cultura assim como o futebol… é ser muito amargurado e mamador de gringo criticar uma característica tão única e divertida da nossa gente
a cidade deveria existir porque a gente vive nela, ne? parece meio óbvio, mas essa lógica da prefeitura atual é o inverso. é a cidade a serviço das empresas, dos investimentos, se não serve para o financeiro não serve; a cidade não é mais pra gente viver é pra alguém lucrar
"Se permita ser malvista."
É a frase que Ana Paula Renault repetiu dentro e fora do BBB 26 como síntese do seu feminismo.
É uma frase bonita.
E é uma frase de quem pode pagar o custo de ser malvista.
O feminismo liberal parte de uma premissa real:
O mundo pune mulheres que ousam. Que falam alto. Que ocupam espaço sem pedir licença.
Isso é verdade.
Mas a solução que ele oferece é individual:
*Se permita. Escolha. Seja autêntica.*
Como se liberdade fosse uma decisão pessoal disponível para todas igualmente.
Não é.
"Se permita ser malvista" pressupõe que você tem o privilégio do custo.
A jornalista branca, com carreira consolidada e sem dependência financeira imediata absorve esse custo.
A babá negra que depende do emprego para pagar o aluguel, que trabalha na casa de outros, que não tem rede de proteção, ela não pode se dar ao luxo de ser malvista pelo patrão na segunda-feira.
Bell hooks chamava isso de "feminismo para mulheres que já escaparam da estrutura."
Ele fala sobre escolha num mundo onde escolha é privilégio de classe.
Angela Davis foi mais direta ainda: feminismo que não enfrenta raça e classe não enfrenta o patriarcado.
Enfrenta o desconforto pessoal de quem já tem de onde cair.
O patriarcado não teme a mulher que individualmente decide ser malvista.
Ele teme a mulher que organiza coletivamente as outras.
Que sindicaliza. Que nomina estruturas. Que recusa resolver sozinha o que foi construído para ser resolvido junto.
O feminismo liberal para no "se permita."
O feminismo estrutural pergunta: *quem construiu esse mundo onde ser vista custa tão caro?*
E não é coincidência que a mulher mais cancelada do #BBB26 foi exatamente aquela que não tinha capital simbólico, financeiro nem narrativo para absorver esse custo, inclusive atacaram até sua capacidade Profissional .
Milena não podia se permitir ser malvista.
Cada passo dela era julgado, pesado, cobrado, vigiado.
Enquanto a frase "se permita ser malvista" virava manchete de revista.
Liberdade que exige capital econômico para ser exercida não é pauta feminista.
É conselho dado de um lugar que a maioria das mulheres nunca vai alcançar.
O patriarcado agradece quando a solução que oferecemos é individual.
Porque ele só teme a coletiva.