O Governo anunciou, à margem de uma iniciativa sobre inteligência artificial na saúde, que avançará com uma reforma do Ministério da Saúde assente em três pilares: partilha de dados clínicos dos utentes do SNS com prestadores privados, integração de IA na triagem do INEM e na georreferenciação de viaturas de emergência, e uma parceria já em curso com a Sword Health. O anúncio decorreu no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, com a presença da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e do ministro da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, e coincidiu com a formalização de um acordo com aquela empresa para fisioterapia remota com IA no SNS. As linhas mestras da reforma serão apresentadas em julho.
O ministro Gonçalo Matias descreveu o acordo como "o primeiro de muitos projetos de transformação do SNS através da tecnologia e inteligência artificial", sinalizando que o que foi anunciado é apenas o início de um processo mais amplo de integração tecnológica privada no sistema de saúde público. O que não disse é quem protege os dados dos cidadãos, quem supervisiona os sistemas de IA, quem contratou a Sword Health e em que termos, e quem responde quando algo correr mal...
O ministro afirmou que "os dados estão disponíveis para todos" e que o alargamento "também se dê aos privados". Ora, dados clínicos são dados de categoria especial ao abrigo do Art.º 9.º do RGPD. A sua partilha com entidades privadas exige base legal específica, finalidade determinada, minimização de informações partilhadas e, em regra, consentimento explícito do dono dos dados ou disposição legal habilitante expressa.
Apesar destas limitações nenhum destes requisitos foi mencionado. A expressão "disponíveis para todos" sugere uma lógica de abertura indiscriminada incompatível com o RGPD e com a Lei n.º 58/2019. Na prática, os resultados clínicos dos utentes passam a ser partilhados automaticamente com profissionais de saúde da Sword Health, que monitorizam a evolução dos tratamentos: o que significa que dados de saúde de utentes do SNS fluem para uma empresa privada sem que os cidadãos tenham sido informados dos termos exactos desse tratamento nem das garantias aplicáveis.
Por outro lado, a CNPD deveria ter sido consultada antes de qualquer anúncio público. Não há registo de que o tenha sido (embora isso possa ter sido feito de forma discreta e não comunicada).
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O Chega promete transparência. O Rui Paulo Sousa levou o conceito longe demais e, em vez da resposta, publicou diretamente o prompt da IA. A Câmara da Amadora ainda está à espera da análise. Nós, pelos vistos, já tivemos acesso ao making of.
Sebastião Bugalho anunciou que os professores vão receber horas extra no da correção dos exames. Como não é do governo e o seu cargo é estritamente partidário, imagino que serão pagas pelo PSD. Porque, pelo Estado, tem tanta autoridade para falar como eu.
O pagamento aos professores classificadores é de elementar justiça exigimo-lo desde a primeira hora. Mas quem o anuncia é Sebastião Bugalho, não o ministro. Substituíram o Estado pelo partido? Um ministro que já não anuncia as próprias decisões é um ministro sem autoridade.
Desejo ao primeiro-ministro boa recuperação do jet lag e dos concertos do NOS Alive. Recuperado, sugiro-lhe duas moradas: o Ministério da Educação, onde os exames estão no caos, e Almada, onde o povo está sem água. É que ser primeiro-ministro é, no fundo, governar, não é turismo.
Fernando Alexandre: “O ministério já não é um mastodonte. Tinha 16 entidades, agora tem 6. O quadro de pessoal foi reduzido em 50%”
E está a correr otimamente.
Andrew Marr: " The Commons rules are very clear and they forbid face coverings "
Count Binface: " Well the Commons rules are very clear about what you can do with donations , but that seems to have got all murky so why can't I see how the line can get tested ? "
#lbc#farage #clacton @CountBinface
🇵🇹🤦♂️ aventuras do neoliberalismo: demitiram metade dos funcionários que tratavam dos exames nacionais; contrataram empresa para digitalizar os exames; teste ao desempenho em 2025 falhou; ministro insistiu; sistema fracassou em 2026; contratam consultora para tentar resolver.
Levas a tua garrafa para um concerto. Na porta, mandam-te deitá-la fora. Lá dentro, a 40°C, vendem-ta a 5€.
Isto tem de mudar.
Propomos: em festivais, concertos ou eventos com +300 pessoas, entras com a tua garrafa e tens água de graça.
Lucrar com a tua sede? Por nós, não.
Quando até a correcção dos exames se entrega aos privados, dá nisto. As consultoras falham, as consultoras dizem que as outras consultoras falharam, o estado paga a outra consultoras… e andamos nisto. E acusam os outros de governarem com ideologia… isto é que é ideologia, da má
This could have been a proud achievement. Their greatest men's World Cup performance ever. Everyone was impressed at their improvement... Then the FIFA peace prize winner had to get his tiny fingers on it, and now everyone is laughing at them...