a copa do mundo sempre trás à tona um assunto que eu particularmente amo por ja ter trabalhado com isso nas olimpíadas rio-2016:
broadcasting
por que as emissoras mostram placares diferentes sendo a mesma transmissão? isso acontece por alguns o motivos.
mas antes de chegarmos lá, é muito importante entender que nenhuma emissora (seja ela brasileira, americana ou francesa) leva câmeras próprias para transmitir o jogo do estádio.
a transmissão dos jogos da copa, na verdade, começa na engenharia de distribuição desse sinal:
a host broadcast services (hbs), uma empresa da infront sports & media, é uma organização especializada em transmissões para eventos esportivos gigantes (como as copas, e, para jogos olímpicos, a olympic broadcasting services).
ela é basicamente o "sinal mãe". todas as outras emissoras "espelham" esse sinal para suas respectivas programações.
mas por que os placares mudam?
a hbs por padrão entrega duas opções de sinais de vídeo:
o dirty feed e o clean feed.
emissoras menores, focadas em redução de custos operacionais e de pessoal, adotam o dirty feed, que já sai da central de distribuição com tudo queimado na imagem: placar, cronômetro e todos os grafismos oficiais (em inglês) da fifa, precisando que as emissoras emitam apenas a narração em cima.
já emissoras "maiores" pedem pelo clean feed, um sinal bruto apenas com as imagens e sem sobreposição visual, que exige um investimento maior para rodar a infraestrutura necessária e operadores locais para processar os gráficos do zero e em tempo real.
agora, por que as emissoras fazem isso?
o primeiro motivo é pela soberania editorial aliada à retenção da audiência.
como a televisão é um canal que demanda hábito, então, "envelopar" a partida com tradução dos paineis e identidade visual própria faz com que a pessoa que está assistindo perceba a copa do mundo como um produto "nativo" daquele canal.
além disso, a independência de poder exibir o que quiser durante as partidas (com o sinal limpo, sem sobreposições) viabiliza um fluxo melhor de informações para a emissora que transmite para seu país:
se o narrador decidir focar em uma informação específica da partida, ou analisar a performance individual de um jogador específico, o diretor da transmissão tem liberdade total para exibir as estatísticas que o narrador menciona no exato momento da fala.
algo completamente impossível se ficassem "reféns" da direção de transmissão da hbs mostrando o que bem entender e sem contexto com o que o narrador do sbt está falando.
um outro motivo mais tangível para a escolha é o dinheiro.
o pacote visual da fifa exibe unica e exclusivamente as marcas dos patrocinadores globais do torneio, e utilizar esse mesmo sinal "dirty" equivale a ceder espaço publicitário nobre de forma gratuita.
ao optar pelo sinal limpo, as emissoras ganham a possibilidade de fatiar melhor os espaços e comercializar inserções para anunciantes locais, com mais contexto para o país específico, criando uma das principais fontes de receita que justificam e pagam a compra dos direitos de transmissão.
para fins ilustrativos, seguem imagens do centro internacional de transmissão montado em dallas para a copa do mundo 2026
Ustedes están muy jóvenes para recordarlo. Pero antes, en estos tiempos mundialistas, las empresas regalaban calendarios pequeñitos en donde veías los grupos, quien jugaba ese día y luego apuntabas el marcador. Este año no he visto ni uno solo.
En la era de la #InteligenciaArtificial, en la que la dignidad humana corre el riesgo de verse eclipsada por nuevas formas de deshumanización, tenemos el deber urgente de permanecer profundamente humanos, custodiando con amor esa magnífica humanidad que se nos ha dado y revelado en plenitud en Cristo, y que ninguna máquina podrá jamás sustituir en su esplendor. #MagnificaHumanitas
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❗️A Lechuga se le cuestionó la falta de minutos a K. Vargas.
❗️Chope lleva meses advirtiendo los problemas de indisciplina en nuestro fútbol.
A ambos el tiempo les ha dado la razón.
Lo que más me gustó de estos 10 días de la misión de #ArtemisII es que escuchamos, vimos y hablamos de ciencia. Por 10 días recordamos quienes son realmente dignos de admirar y no, no son los influencers de tiktok/instagram
Hay medios locales y regionales preocupados por la IA cuando llevan años enviando a sus redactores a hacer fotos con el móvil en lugar de pagar un fotógrafo. No sé si me explico.
Hoy murió el fotoperiodismo.
En la carrera por la chiva de una supuesta foto de Maduro capturado, se recurrió a la inteligencia artificial y, en su afán por publicar primero, grandes medios terminaron difundiendo imágenes falsas.
Lo curioso es que la gente más brillante que conozco escucha de todo, incluso Bad Bunny. En cambio, los que se creen intelectuales por no escuchar algo todavía no se dan cuenta de que la ignorancia voluntaria no es una virtud.