@corujaofinance@leobentier Meu cunhado vendeu 2 aptos que tinha em Ubatuba (aptos antigos). Não compensa o esquema Airbnb. Muita encheção e sobrava pouco dinheiro.
A próxima geração de idiotas será muito bem escrita.
Vai parecer inteligente.
Vai responder rápido.
Vai citar autores que nunca leu.
Vai defender ideias que nunca digeriu.
Mas, na hora de decidir algo sério, vai procurar um prompt.
O problema de delegar raciocínio para IA é esse:
você não percebe que está ficando burro.
Porque a burrice agora vem formatada em parágrafo elegante.
O split payment é uma máquina de consolidação fantasiada de eficiência fiscal.
O informal perde margem.
O pequeno perde caixa.
O médio perde prazo.
O grande ganha o setor.
Foi assim nas farmácias.
Agora procurem onde ainda existe fragmentação, informalidade e capital de giro apertado.
É ali que a Receita vai apertar.
É ali que o mercado vai consolidar.
E é ali que o crédito vai virar arma.
Olhem para setores fragmentados com nível de informalização e necessidade de capital de giro altos.
O split payment aniquilará a maioria dos informais desses setores, que serão consolidados pelas grandes empresas.
Vejam o que aconteceu com setor de farmácias.
O brasileiro ouviu “renda passiva com Airbnb” e saiu comprando apartamento pequeno como se tivesse descoberto petróleo.
Primeiro mês de operação:
hóspede chato na sexta;
ar-condicionado quebrando no sábado;
síndico enchendo o saco no domingo;
faxineira furando;
condomínio reclamando;
diária caindo;
guru postando foto em Trancoso.
Parabéns.
Você comprou um subemprego de hotelaria com escritura.
O mercado cripto vai levar muita gente para um de dois lugares até o ano que vem:
Suíça ou Paraguai.
Suíça para quem fez dinheiro de verdade e entendeu que patrimônio precisa de jurisdição.
Paraguai para quem descobriu tarde demais que lucro em tela não paga advogado tributário.
O Brasil está ensinando uma geração inteira que liberdade financeira sem saída fiscal é só saldo bonito esperando o Estado acordar.
Mesmo se a direita ganhar, muita gente vai manter o plano de saída fiscal.
Brasília já mostrou o instinto.
Se o patrimônio está fora, ela quer alcançar.
Se o ganho não virou caixa, ela quer antecipar.
Se a família se protegeu, ela chama de privilégio.
Para quem tem muito a perder, sair deixa de ser ideologia. Vira gestão de risco.
Afirmo: mesmo se a direita ganhar, muita gente manterá os planos de sair do Brasil.
Motivo? O Brasil agora taxa ganhos de capital NÃO REALIZADOS offshore. Se uma família tem muito dinheiro lá fora, ela é forçada. NÃO É MAIS SOBRE QUERER, MAS SOBRE PRECISAR SAIR DO PAÍS.
Tem gente achando que isso se resolve com “a direita ganhando”.
Fofo.
O sujeito tem patrimônio relevante fora, advogado, banco internacional, filhos estudando fora, empresa exposta a risco Brasil e agora uma regra dizendo que o Estado quer morder antes do dinheiro voltar.
Ele não vai esperar 2026 para descobrir se Brasília acordou razoável.
Quem pode sair, monta a saída.
Quem não pode, paga a fatura moral de quem comemorou “taxa os ricos”.
O Brasil trata rico como se fosse imóvel.
Aumenta imposto, muda regra, tributa fora, antecipa cobrança, taxa ganho que nem virou caixa.
Aí descobre que patrimônio grande tem advogado, passaporte, banco fora e plano B.
O Estado brasileiro adora morder.
Só esquece que algumas presas têm pernas.
Uma das melhores partes de uma formação de fundo é o momento em que todo mundo jura que ainda vai cair mais.
E uma das piores partes de uma formação de topo é quando todo mundo acha óbvio que ainda vai subir.
O mercado adora humilhar consenso.
No fundo, o medo parece prudência.
No topo, a ganância parece inteligência.
Sentimento é uma métrica brutal.
Pouca gente consegue olhar para ela sem virar parte dela.
Uma das melhores coisas em formação de fundo são os momentos onde todo mundo acredita que vai cair mais.
Assim como uma das piores coisas é nas formações de topo quando todo mundo acha que vai subir mais.
Sentimento é uma baita métrica.
Pouca gente sabe negociar isso.
Fundo nasce quando o pessimista começa a parecer adulto.
Topo nasce quando o otimista começa a parecer gênio.
É aí que o mercado fica perigoso.
Quando todo mundo concorda, quase ninguém está pensando.
Sentimento é uma métrica excelente.
O problema é que a maioria não lê o sentimento.
Ela obedece.
@oraulsena O Fisco saiu da fiscalização e entrou no checkout.
Pequeno empresário e autônomo ainda acham que estão discutindo imposto.
Estão discutindo acesso ao próprio caixa.
O dinheiro vai chegar na conta já sangrado.
Bizarro.
E muito bem projetado.
Taxtech é perfeito para o Brasil.
Finalmente uma indústria alinhada com nossa maior competência nacional: descobrir onde ainda existe alguém produzindo e criar uma forma nova de morder.
O brasileiro abre empresa.
O Estado abre uma planilha.
No fim, quem mais inova no país é quem cobra.
Enquanto político mandar no futebol, esquece o hexa.
O filho do maior intocável do Brasil pode ser o próximo presidente da CBF.
Influência todo mundo já sabe que eles têm. O Gilmar salvou a CBF, o filho se gabou de ter sido responsável pela convocação do Neymar…
Mas agora parece que cansaram de esconder. E pior, não têm vergonha nenhuma disso. A sede pelo poder nunca acaba em Brasília.
O filho do ministro já circula como cartola poderoso.
O pai já mexeu em processo decisivo da CBF.
O entorno já aparece em federação, academia, bastidor e cadeira.
E ainda tem gente fingindo que o fracasso do futebol brasileiro começa no gramado.
O gramado é só onde a vergonha aparece.
A partida já foi perdida antes, no ar-condicionado.
@GutoZacariasMBL Lula pede voto em evento público.
O MP aponta propaganda antecipada.
A oposição transforma o parecer em troféu eleitoral.
Perfeito.
No Brasil, até combater campanha antecipada vira campanha antecipada.
Ninguém perde o vício.
Só troca o palanque.
É sério que tem gente defendendo IPVA?
O brasileiro paga imposto para comprar o carro, para abastecer o carro, para manter o carro, para circular com o carro e depois paga de novo só porque o carro existe.
No Brasil, até ser dono virou assinatura anual do Estado.
Curioso como Lula some quando a briga é por senha dentro da própria direita.
Flávio vira alvo.
Eduardo vira campo.
Influenciador vira tropa.
Candidato vira credor.
O Brasil fica ali, quieto, esperando alguém lembrar que ele era o assunto.
Tem que ser mau caráter para não explicar o destino dos milhões de Vorcaro; tem que ser mau caráter para passar o dia todo compartilhando um sujeito que defende Getúlio Vargas, Dugin e PCO enquanto condena Paulo Guedes, Lava Jato e liberdade econômica; tem que ser mau caráter para fingir que acredita que Eduardo Bolsonaro está tentando derrotar de fato Lula; tem que ser safado mesmo para enfiar o centrão fisiológico goela abaixo do eleitor otário como se fosse um conservador!