ANTES DA ELEIÇÃO, O INTER. MUDANÇAS NO FUTEBOL, AGORA!
A torcida colorada está ansiosa por mudanças. E tem toda razão.
Fui e sigo sendo um dos maiores críticos desta gestão. Na última eleição, organizamos uma chapa independente para o Conselho Deliberativo.
Mesmo que a eleição fosse amanhã, o presidente eleito somente assumiria em janeiro de 2027. Até lá, o Internacional continuaria sob a atual gestão. Não é correto criar no associado a expectativa de que antecipar a votação produzirá uma mudança imediata na administração do Clube.
Quem pretende governar o Clube em 2027 já deve estar planejando, trabalhando e preparando soluções. Não é preciso antecipar uma eleição para fazer isso.
O que pode produzir efeito agora é mudar o futebol. Como já defendi publicamente inúmeras vezes, considero necessária e urgente a saída dos atuais dirigentes do comando da pasta.
Também é preciso preservar a legalidade. O Estatuto estabelece a eleição dos associados na primeira quinzena de dezembro. Essa regra tem uma razão.
O Inter trava uma luta árdua para evitar um dos piores acontecimentos esportivos de sua história. Antecipar uma transição política justamente agora significaria iniciar o debate eleitoral em outubro, ainda com 12 jogos pela frente, e levar sua fase mais intensa para as rodadas decisivas do Campeonato Brasileiro. Isso não atende aos interesses do Clube.
Uma eleição acirra o debate, mobiliza chapas e candidatos e coloca a política no centro das atenções. Neste momento, o centro das atenções precisa ser o campo.
Antecipar a eleição talvez pudesse trazer benefício político para alguma candidatura. Mas a ansiedade pela disputa política não pode se sobrepor à urgência esportiva do Internacional. Não é hora de pensar em capital político. É hora de pensar no Inter.
Até sábado, nada é mais importante do que Chapecoense x Internacional. Depois, será o próximo jogo. E assim deve ser até superarmos esta situação.
Antes das chapas, o Inter. Antes dos candidatos, o Inter. Antes da eleição, o Inter.
E, agora, mudanças no futebol.
Diante da gravíssima situação vivida pelo Internacional, protocolamos hoje requerimento para a convocação urgente de uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo.
A situação chegou ao limite. Não basta mais explicar. É preciso agir. Exigimos do Conselho de Gestão medidas urgentes e imediatas, com mudanças no Departamento de Futebol e/ou no staff da equipe profissional, para tentar reverter o atual cenário e afastar o risco de rebaixamento.
O Conselho Deliberativo não pode assistir passivamente ao agravamento desta crise. É seu dever cobrar respostas, exigir providências e atuar enquanto ainda há tempo para mudar o rumo do Campeonato Brasileiro.
O Internacional precisa reagir. E precisa reagir agora.
Neste momento, acima de qualquer questão política, há uma prioridade absoluta: tirar o Internacional dessa situação e mantê-lo na Série A.
O INTER EM PRIMEIRO LUGAR
O Internacional atravessa um momento que exige responsabilidade, equilíbrio e capacidade de colocar o Clube acima das nossas diferenças. Muitos colorados estão preocupados e procurando entender como contribuir. É numa hora como essa que precisamos lembrar o que deve orientar qualquer decisão: o Inter em primeiro lugar.
O Clube chegou a essa situação por uma sucessão de erros e escolhas que precisarão ser examinados com profundidade. Esse debate é indispensável. As responsabilidades terão de ser discutidas, assim como os caminhos para que problemas dessa natureza não se repitam.
Cada discussão, porém, tem o seu tempo.
O Inter construiu uma democracia da qual todos nós devemos ter orgulho. Ela é um dos grandes patrimônios da nossa cultura política e precisa ser respeitada também nos momentos de maior tensão. Existe um calendário eleitoral e haverá espaço para candidaturas, projetos, críticas, propostas e disputa de ideias sobre o futuro do Clube.
Antecipar esse processo agora pouco ajuda. Uma eleição movimenta grupos, acirra posições e desloca energias para uma disputa que terá o seu momento adequado. Hoje, a tarefa que deveria nos aproximar é outra: ajudar o Internacional a recuperar o ambiente, encontrar soluções e atravessar esse período com a força que a sua história exige.
Meu nome tem sido citado como uma das possibilidades para a próxima eleição. Sempre que sou perguntado, tenho dado a mesma resposta: antes de qualquer definição pessoal, quero contribuir para que o Inter saia dessa situação e aguardar o calendário eleitoral. Não vejo sentido em transformar este momento em campanha.
Por isso, faço um chamado aos colorados, em especial às lideranças do Clube. Quem tiver uma proposta que possa ajudar, apresente. Quem enxergar um caminho, compartilhe. Quem puder contribuir para melhorar o ambiente e construir soluções, participe.
Podemos ter diferenças profundas sem permitir que elas nos impeçam de trabalhar juntos quando o Internacional precisa de nós.
A eleição virá no seu tempo.
O Inter em primeiro lugar.
NOTA
Recebi com satisfação a decisão da Justiça que assegura à Guarda Popular o direito de utilizar seus instrumentos e ornamentos no Gre-Nal 454.
Mais do que uma vitória da torcida, considero uma decisão importante em defesa de garantias fundamentais asseguradas pela Constituição, como a liberdade de expressão, a livre manifestação do pensamento, a proteção às manifestações culturais, a igualdade e a legalidade.
Segurança pública é fundamental e deve ser tratada com absoluta responsabilidade. Mas o exercício do poder estatal também possui limites. Decisões arbitrárias, desproporcionais ou que restrinjam direitos constitucionalmente assegurados não podem ser justificadas pela invocação genérica da segurança.
Da mesma forma, nenhuma instituição pública, seja a Brigada Militar, o Ministério Público ou qualquer outra, está acima da Constituição ou imune à crítica. Divergências, protestos e manifestações fazem parte de uma sociedade democrática. Quando houver excessos ou ilícitos, devem ser apurados e responsabilizados na forma da lei, com critérios objetivos, contraditório e direito de defesa. O que não podemos admitir é censura ou punição sem fundamento legal.
Também é indispensável que o tratamento dispensado às torcidas e aos clubes seja isonômico. A lei e as instituições devem valer da mesma maneira para todos.
Superada essa questão, é hora de toda a comunidade colorada voltar suas energias para apoiar o Internacional.
Amanhã levaremos para mais um Gre-Nal eliminatório a força da nossa torcida, da nossa camisa e da nossa história. Que atletas e torcedores estejam unidos para fazer valer a tradição do Internacional nos grandes clássicos e buscar a classificação para a semifinal da Copa do Brasil.
Em momentos tão difíceis para o Inter, às vezes o melhor é olhar para o céu.
Quem mora perto do Beira-Rio conhece esse fenômeno. Em noites de nuvens baixas, a luz vermelha do estádio reflete nelas e o céu de Porto Alegre fica assim: colorado.
Talvez seja uma boa imagem para o momento que estamos vivendo.
Há horas em que importa menos quem está na direção, quem está no banco, quem está em campo, quem concorda ou discorda. Todos nós passamos. Todos somos apenas uma pequena parte de algo muito maior.
O Inter fica.
E agora o Inter precisa de todos nós. Precisa que, independentemente das nossas diferenças, estejamos juntos pelo Clube. Não por uma diretoria. Não por uma comissão técnica. Não por um jogador. Pelo Inter.
Ainda temos seis jogos no Beira-Rio.
E, se depender do Beira-Rio, até o céu vai estar vermelho.
Vamo, Inter.
Reage, Inter.
CENSURA NÃO É SEGURANÇA
Uma torcida organizada está sendo punida e impedida de utilizar seus materiais em um Gre-Nal porque, entre os fundamentos divulgados, teria entoado cânticos ofensivos à Brigada Militar.
Isso é gravíssimo.
A Brigada Militar pode considerar um cântico grosseiro, inadequado ou ofensivo. O que não pode é utilizar o poder que possui para punir coletivamente uma torcida porque a própria instituição foi xingada.
Isso não é medida de segurança. É censura.
Eventuais atos de violência devem ser comprovados, seus responsáveis identificados e as consequências previstas em lei aplicadas com contraditório e ampla defesa. O que não se pode admitir é uma punição coletiva, sem a adequada apuração dos fatos, para impedir uma torcida de utilizar seus materiais justamente no clássico seguinte.
E há ainda outro aspecto que precisa ser explicado.
Mesmo que existisse fundamento para uma punição dessa natureza, e entendo que não existe neste caso, onde está a isonomia?
No mesmo Gre-Nal, a torcida do Grêmio proferiu cânticos inadequados, inclusive de conteúdo homofóbico. Não se tem notícia de que o Ministério Público tenha solicitado punição equivalente para o Grêmio.
A função pública exige impessoalidade, isenção e tratamento isonômico. Não pode existir um critério para a torcida do Internacional e outro para a torcida do Grêmio.
Quem exerce autoridade pública no futebol precisa deixar suas preferências pessoais fora da função. Se não consegue atuar com a necessária isenção, deve se declarar suspeito e se afastar.
A punição imposta à torcida do Internacional revela elevado grau de censura e ilegalidade, sem fundamento legal que sustente uma sanção coletiva dessa natureza.
ERA PARA EXPULSAR? 🟢🐷
Allan deu um pisão no jogador do Internacional, e o juiz mandou o jogo seguir. Na opinião do PC Oliveira, a entrada era apenas para amarelo. Concorda, torcedor?
*Contém legenda automática
#FechamentoSportv#BrasileiraoNoSportv#Palmeiras #FutebolBrasileiro
Se aquele pisão tivesse sido de um jogador do Inter, teria tido 5 replays. É nos pequenos detalhes que se vencem e perdem jogos parelhos. Agora soma em 38 jogos, quanta diferença não faz esses detalhes de jogo em jogo?
Essa novidade de os jogos não passarem sempre no mesmo canal e serem cada vez mais pulverizadas as transmissões é muito bom. Confesso que eu era reticente sobre isso e estava errado. Tem que ter transmissão por cada vez mais plataformas. A transmissão aberta hoje do jogo do Inter foi irritante.
Zagueiro cortando lance com a mão e matando contra-ataque. Faltas claras não dadas. Cartões aplicados com mais facilidade ao Inter. Inversão de faltas. E o pior: a televisão também “parcial”. Nada de replay, nada de os comentaristas ou narrador falarem NADA. É uma palhaçada.
Os lances capitais são os que mais chamam atenção. Mas a inversão de critérios para marcação de faltas vai minando o jogo em favor de uma equipe. Várias faltas que não eram marcadas a favor do Inter eram apitadas para o Palmeiras.
É sabido que o Inter faz uma temporada abaixo do que almejamos. Mas é nítido que não faltam entrega e raça pelos que estão representando nossa camiseta vermelha.
Cada jogo será decisivo para tirarmos o Inter da parte de baixo da tabela. E, quanto antes isso acontecer, maior será a possibilidade de mirarmos melhor sorte na Copa do Brasil, competição em que já estamos nas quartas de final.
Pezzolano é sanguíneo, vibra à beira do campo e transmite energia ao time. Maripán encaixou muito bem na defesa, além de ter liderança. O coletivo, como um todo, vem demonstrando muita entrega.
Ainda precisamos aumentar nosso poder ofensivo e melhorar a eficiência.
Na próxima rodada, contra o Remo, a torcida tem que comparecer em peso. Vamos juntos tirar o Inter dessa situação.
As grandes vitórias também são construídas com muito sofrimento.
Vamos, Inter! 🇵🇪🇵🇪🇵🇪🔥