“Muitas dessas pessoas não têm opinião própria. Basta alguém começar uma narrativa com uma informação minúscula, literalmente um pedacinho do que elas veem filtrado na tela de um pequeno retângulo. Aí elas pensam: ‘Meu Deus, essa pessoa está certa’. E começam a fazer muito barulho.
Pode até parecer que estão lotando um estádio, quando, na verdade, poderiam caber em uma única sala. É por isso que, voltando ao assunto das nossas apresentações e de tudo o que acontece, quando algo explode na internet, eu olho para o meu celular e penso: ‘Nossa, meu celular está cheio de mensagens de pessoas perguntando como eu estou’. Parece algo gigantesco.
Mas aí eu guardo o celular, entro em um restaurante e ninguém naquele lugar faz ideia de quem eu sou. Depois vou para um lugar como o Coachella, estamos na tenda Sahara, olho para aquela multidão enorme na nossa frente e penso: ‘Nossa, quanta gente’. Depois vejo as imagens feitas por drone na internet e percebo que tinha ainda mais pessoas.
Todas aquelas pessoas foram ao Coachella só para estar lá. Muitas nem conseguiam nos ver ou nos ouvir direito do fundo da plateia, mas mesmo assim apareceram. E todas aquelas pessoas juntas são muito mais numerosas do que as que fazem todo esse barulho na internet.
As pessoas acham que a internet é o mundo inteiro, mas não é. O pessoal do Twitter pode facilmente dizer: ‘O KATSEYE acabou’. Não! Não acabou!
Não, não acabou.
Somos apenas garotas fazendo o nosso melhor para inspirar, causar um impacto no mundo e realizar o nosso sonho. Nós só cantamos e dançamos, e aí as pessoas ficam tipo: ‘Meu Deus, o KATSEYE acabou’.
Ou então: ‘KATSEYE flopou’, ‘FLOPSEYE’. Vocês nem sabem o que é um flop de verdade. Eu poderia literalmente ir até o seu vizinho e perguntar: ‘Você sabe quem eu sou?’. E ele provavelmente responderia: ‘Não’.
Exatamente! Então, gente, vamos lá… a internet não é tudo. Vão lá fora, pegar umas borboletas.”
— Sophia e KATSEYE sobre o ódio e efeito manada que recebem diariamente na internet, principalmente no Twitter.