Casagrande mandando a real sobre o Romário. É surreal o quanto foi normalizado que um senador possa não trabalhar, seguir recebendo salário do povo e não ser cobrado por isso pela imprensa. Por aqui, seguiremos expondo o absurdo.
Esse cara foi de usar camiseta “master é do Lula” para “não conheço esse cara e nunca me encontrei com ele” para “esse áudio da minha voz não é verdadeiro” para “tudo isso é mentira” para “talvez eu tenha conversado com ele sim” para “sim eu conversei com ele” para “olha podem sair mais áudios e vídeos meus com ele, então estejam prontos” para “ele financiou 90% do filme sobre o meu pai” em poucos dias, mas ainda tem gente que cogita eleger um bosta mentiroso desse.
OLHA, VAMOS SER HONESTOS SOBRE O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI.
Não estamos falando de suposições. Estamos falando de uma sequência de coincidências tão improváveis que, se você visse num filme, ia achar que o roteirista exagerou.
Vamos começar pelo básico: o advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro movimenta dezenas de milhões de reais. Pare. Respire. Leia de novo.
O cara que é pago para resolver o visto do Eduardo, essa função específica, burocrática, de preencher formulário e falar com a embaixada, esse mesmo homem administra um fundo que recebeu R$ 61 milhões de um banqueiro preso por fraude bilionária. Isso não é normal.
Advogado de imigração não faz isso. Ninguém chama o mesmo cara que cuida do visto para gerir dezenas de milhões em estruturas financeiras offshore. Ninguém. A menos que o visto seja só o cartão de visita.
COINCIDÊNCIA Nº 1
O fundo que comprou a casa, Mercury Legacy Trust, foi registrado no mesmo endereço físico do Havengate Development Fund, que é o fundo que recebeu o dinheiro de Vorcaro. Mesmo endereço. Em Dallas, Texas. Dois fundos “distintos”, diz Eduardo. Certo. Mas registrados na mesma sala. Com o mesmo administrador. Com dinheiro da mesma origem suspeita. É a distinção jurídica mais conveniente do século.
COINCIDÊNCIA Nº 2
A casa foi comprada em Arlington, a cidade onde Eduardo mora. Não em Houston. Não em Austin. Não em Miami. Em Arlington. Onde ele vive. R$ 3,6 milhões. Por uma estrutura gerida pelo seu advogado e assinada pelo seu ex-sócio. E a resposta oficial é que não tem nada a ver com ele. Perguntaram quem seria o verdadeiro beneficiário do imóvel. A resposta foi: “esta informação não é de interesse público.” Isso é uma resposta que inocenta alguém? Não. Isso é a resposta que implode qualquer pretensão de transparência.
COINCIDÊNCIA Nº 3
O STF bloqueou as contas de Eduardo no Brasil. Logo depois, florescem no Texas estruturas financeiras em nome do seu advogado e do seu ex-sócio, financiadas com dinheiro que veio do Brasil via banqueiro investigado. A sequência temporal é: bloqueio judicial, abertura de fundos no exterior, compra de imóvel de R$ 3,6 milhões, Eduardo mora na mesma cidade. Chame isso do que quiser. A PF chama de hipótese de burla a determinação judicial. E não é uma hipótese absurda.
O ato mais estranho de todos? Ninguém responde nada.
Eduardo não respondeu à Folha. Paulo Calixto não respondeu. A secretária disse que ele “não concederia entrevistas”. Porciuncula respondeu que é privado. Quem não tem nada a esconder não some. Quem não tem nada a esconder não diz que o nome do beneficiário de um imóvel de R$ 3,6 milhões “não é de interesse público”. Isso não é discrição. Isso é um muro.
Eduardo diz que seu status migratório impediria receber dinheiro via fundos de investimento. Perfeito. Então para que serve a casa? Para que serve um imóvel de R$ 3,6 milhões comprado por uma trust gerida pelo seu advogado e assinada pelo seu ex-sócio na sua cidade, se nada disso tem qualquer relação com ele? Qual é a explicação alternativa? Que Paulo Calixto, o advogado de imigração, lembre-se, simplesmente decidiu investir em imóvel residencial em Arlington por pura iniciativa empresarial? Usando uma estrutura registrada no mesmo endereço de um fundo investigado pela PF?
Não estamos falando de prova de crime. Estamos falando de que cada elemento desta história aponta para o mesmo ponto. O mesmo advogado. O mesmo endereço. A mesma cidade. O mesmo ex-sócio. O mesmo dinheiro com origem suspeita. O mesmo silêncio. Quando você tem tantas coincidências apontando para a mesma direção, em investigação criminal, isso tem um nome técnico.
Chama-se indício.
E Eduardo disse que não há “o mínimo indício”.
Há, no mínimo, sete.
O pedido de dinheiro de um senador da república candidato a governar o Brasil a um banqueiro preso por fraude de bilhões de reais não interessou ao Fantástico.
Nem a suspeita de uso do dinheiro para sustentar um ex-deputado golpista e traíra no exterior.
Nem as relações espúrias do bolsonarismo com Master, atoleiro de fraudes com grana drenada de pensionistas e aposentados.
Muito menos a suspeita do uso de um filme para lavar dinheiro e sustentar um projeto politico de destruição do Brasil.
Não teve matéria exclusiva, furo, equipes escaladas para investigar o escândalo que deixou o país atônito e indignado.
Diz muito. Tudo.
@showdavida que vergonha!!! nao fizeram UMA MATERIA sobre o envolvimento do Flavio Bolsonaro com o Banco Master?????? estão fingindo que não aconteceu nada????
4 anos de graduação, 4 estágios obrigatórios gratuitos, iniciação científica e docente, 2 anos de mestrado, 1 ano de especialização fora a formação continuada. Ensinamos seu filho a ler e a escrever pra sermos tratados igual lixo por quem mal saiu do ensino médio.
Boa tarde, @FlavioBolsonaro, vi que você parece confuso, e quero te ajudar a raciocinar.
Então, sabe aquele prédio que você vai toda semana falar asneira? Aquele é o Senado.
Você trabalha lá, como senador, e um senador precisa se justificar se ele pedir 134 milhões prum mafioso que sumiu com o dinheiro de aposentados e causou um rombo de 47 BILHÕES pro país.
Não sei se seu papai te avisou na época da campanha, mas o cargo para o qual você foi eleito é público, político e cheio de responsabilidades.
Se você fosse um cidadão comum, aí, realmente, você só deveria explicações à Justiça.
Mas, caso você queira ter essa liberdade de um cidadão comum, eu também posso te ajudar.
É um procedimento super simples chamado "renúncia". Pra você fazer a renúncia e não ter mais essa preocupação, é só colocar o conteúdo abaixo num PDF (o pessoal que fica no seu gabinete sabe o que é), assinar, imprimir e entregar pessoalmente na Mesa Diretora do Senado.
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Eu, Flávio Nantes Bolsonaro, brasileiro nato, venho, por meio deste, renunciar ao cargo de senador para o qual fui eleito pelo estado do Rio de Janeiro no ano de 2018 e que assumi em 1° de fevereiro de 2019.
Renuncio de livre e espontânea vontade para seguir meu sonho de trabalhar com cinema, contabilidade criativa, interlocução com banqueiros mafiosos e toda a sorte de atividades que podem vir a ser classificadas como "criminosas" pela justiça.
[ASSINATURA]
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Brasília, 15 de maio de 2026.
Só pra constar: esse papinho que o dinheiro do Vorcaro era privado não cola, tá? Todo mundo (incluindo Vorcaro e Flávio Bolsonaro) sabia. Era grana de previdência social investida no Banco Master. A aposentadoria de milhões de trabalhadores virou mesada de corrupto vagabundo.