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Entre 1978 e 1992, o Afeganistão viveu uma experiência socialista que, com apoio da União Soviética, produziu avanços concretos, especialmente na vida das mulheres. Nesse período, o analfabetismo feminino caiu de 98% para 75%, ainda alto, mas uma redução gigantesca em um país marcado por séculos de exclusão educacional.
Na Universidade de Cabul, cerca de 60% do corpo docente era composto por mulheres. O casamento infantil foi proibido, assim como qualquer forma de casamento forçado. A prática de “vender” mulheres por meio do dote foi criminalizada. A burca foi banida. Mais do que leis no papel, havia um projeto de transformação social em curso.
Milhares de mulheres afegãs foram estudar na URSS e retornaram formadas, sobretudo na área da medicina, fortalecendo o sistema de saúde e a presença feminina no espaço público. Não por acaso, mais da metade dos funcionários do Estado eram mulheres. Isso não era “utopia”: era política pública.
Esse processo, porém, foi rotulado como “ditadura” pelos Estados Unidos. Em parceria com o Paquistão, Washington armou, financiou e treinou forças fundamentalistas que mais tarde dariam origem ao Talibã, tudo em nome da Guerra Fria e do combate ao socialismo.
O resultado está diante de nós hoje: meninas e mulheres oficialmente proibidas de frequentar a escola, em qualquer idade; apagadas da vida pública, do trabalho e do futuro. Aquilo que foi chamado de “libertação” produziu uma das mais brutais regressões sociais do século XXI.
Não foi o socialismo que condenou as mulheres afegãs.
Foi o imperialismo que decidiu que a emancipação feminina era um preço aceitável a se pagar.
Enquanto uns gritam e apagam fogueiras para a Internet, o LIVRE trabalha pela prevenção de incêndios o ano inteiro. Na valorização dos bombeiros, na contratação de mais vigilantes da natureza ou no apoio ao arranque de eucaliptos e limpeza de terrenos.
Isto nem devia ser necessário...
Infelizmente é.
Não foi um "lagarto" que morreu naquela fatídica tarde do Jamor. Foi um filho, um marido e um pai.
Tenham vergonha na cara e parem com esta vergonha!