Michelle Bolsonaro já foi naturalmente elegante. Sim, o verbo está no pretérito. A elegância, nela, era quase uma graça inata, algo que não precisava ser fabricado para as câmeras. Perdeu-a, porém, no dia em que decidiu não saber perdoar. Até as pedras o sabem: carrega no peito uma mágoa desmedida, maior do que a própria fidelidade que se espera de uma esposa. Não a conjugal, essa miudeza de alcova, ou um dever natural, mas a fidelidade maior, a adesão sem fissuras à vontade do marido.
Michelle não se curvou à indicação de Jair Bolsonaro. E isso, num universo onde a lealdade é moeda de troca e quase religião, revelou-se fatal. Uma dama verdadeira não desafia o chefe da casa em praça pública; menos ainda quando o chefe foi presidente da República. Lavou, ademais, roupa suja diante do espelho da nação: gesto que a elegância antiga jamais permitiria. Não vi o vídeo que hoje todos comentam, mas soube do excesso: o “galego” repetido até o fastio, como quem precisa, a cada sílaba, certificar-se de que o mundo inteiro tome nota da intimidade.
Usado com parcimônia, o vocativo podia ter um quê de charme brejeiro, pitada de cumplicidade conjugal exposta com leveza. Repetido como mantra, tornou-se brega, quase patético. Tornou-se o bolo excessivo de cerejas que enjoa à segunda garfada. Publicamente, a ex-primeira-dama deveria ter recorrido à forma que a liturgia do poder exige: “meu marido, o ex-presidente”. A frieza formal, nesses casos, carrega mais dignidade e mais força do que a necessidade histérica de exibir intimidade.
Michelle já foi naturalmente elegante e, por extensão, naturalmente importante. Perdeu ambas as qualidades. Sem elegância, restou-lhe a máscara rígida do passado; sem importância, restou-lhe a raiva miúda, a birrenta impaciência de quem vê o próprio mito escapar-lhe entre os dedos. Curiosamente, só o “galego”, por ora mudecido, rarefeito, recolhido à esfera privada, poderá ainda salvá-la. Mas, tal como as coisas se apresentam, nem mesmo Jair Bolsonaro, com todo o seu magnetismo, conseguirá reverter o sentimento que ela deixou no bolsonarismo: um misto de decepção e repúdio surdo, quase irreversível.
A dama dissolveu-se; sobrou a sombra ressentida. E as sombras, como se sabe, não elegem presidentes.
Uma das maiores demonstrações de fraqueza na política é quando alguém responde uma crítica pública com um desabafo privado.
Flávio e os irmãos podem estar certos ou errados, mas fizeram uma crítica sobre uma atitude política tomada em público. Michelle preferiu atravessar a linha invisível que separa o debate político das relações familiares. E essa fronteira, uma vez rompida, raramente volta ao lugar.
Família se resolve em casa. Política se resolve diante da sociedade.
Misturar as duas coisas é transformar o afeto em argumento e a intimidade em instrumento de convencimento. É uma estratégia emocional, não política.
O curioso é que o vídeo ainda tenta reescrever a história.
Vender Girão como exemplo de lealdade ao presidente Bolsonaro exige apagar da memória um detalhe nada pequeno: o senador sempre fez questão de proclamar sua “independência” e chegou ao ponto de apresentar, com orgulho, um relatório de 77 páginas contra o governo na CPI da Covid. Justamente quando defender Bolsonaro tinha o maior custo político da história recente.
Lealdade que só existe na edição de vídeo não é lealdade. É roteiro.
E não, isso também não faz de Ciro Gomes alguém digno de aplausos. Uma mentira não se torna verdade apenas porque seu adversário também está errado.
Mas a reflexão que realmente importa é outra.
Politicamente, qual é hoje a diferença entre Michelle e Janja?
Não falo da esposa, da mãe, da mulher de fé ou da vida privada. Falo da figura política que ambas decidiram ocupar.
As duas passaram a disputar protagonismo em vez de proteger o protagonista.
As duas produzem manchetes que desviam o foco.
As duas obrigam seus aliados a explicar o que jamais deveria precisar de explicação.
As duas entregam munição gratuita aos adversários.
Na guerra política existe um princípio antigo: o melhor escudo é aquele que protege o comandante, não aquele que chama mais atenção que ele.
Quando um aliado passa a gerar mais desgaste do que votos, deixa de ser ativo político e se transforma em passivo eleitoral.
Talvez a diferença entre Michelle e Janja hoje seja apenas a torcida de quem assiste.
O efeito político, infelizmente, começa a ser perigosamente parecido.
@FlavioBolsonaro / Presidente em 2026
@CarlosBolsonaro / Senador Por Santa Catarina
A fala de Ronaldo Caiado é uma das manifestações mais autoritárias e abomináveis que ouvi de um político brasileiro nos últimos anos.
Não porque ele defenda vacinas; o problema não é esse.
O problema é ouvir um pré-candidato à Presidência da República afirmar que um médico não pode questionar vacinas, que um comunicador não pode debater determinados temas e que um podcast não pode sequer entrar em determinadas áreas do conhecimento.
Foi exatamente esse tipo de mentalidade que ajudou a produzir um dos capítulos mais vergonhosos da pandemia. Médicos foram censurados, pesquisadores foram perseguidos, cientistas tiveram suas vozes silenciadas e profissionais da saúde perderam espaço por questionarem narrativas oficiais defendidas por governos, burocratas e “especialistas” que muitas vezes possuíam conflitos de interesse.
Plataformas removeram conteúdos, contas foram suspensas e questionamentos legítimos passaram a ser tratados como ameaças. O contraditório foi sufocado e o debate científico foi substituído pela imposição de consensos.
O resultado foi uma sociedade impedida de confrontar informações, analisar evidências e tomar decisões plenamente informadas sobre a própria saúde.
A ciência não pertence a governos, não pertence a políticos e muito menos aos burocratas.
A ciência avança justamente através da dúvida, do questionamento, da contestação e da revisão permanente do conhecimento.
Por isso é tão perturbador ouvir um médico, governador e pré-candidato à Presidência defender que determinados assuntos não podem ser debatidos por médicos, jornalistas, comunicadores ou cidadãos.
O Brasil já pagou um preço alto demais pelo silenciamento do debate durante a pandemia. Precisamos de líderes que defendam a liberdade de investigação, a liberdade de expressão e o direito ao questionamento.
Quem deseja ocupar a Presidência da República deveria defender o livre debate de ideias.E quem acredita que perguntas devem ser proibidas jamais deveria comandar uma nação livre. JAMAIS!!
Caiado PROÍBE de contestar a vacina.
Mais que proibir, Caiado afirmou que o entrevistador não pode sequer "fazer isso", “não pode opinar contra uma vacina”.
Ou seja, foi uma censura AO VIVO.
Eu vi algo assim quando morava na China.🇨🇳
“Essas organizações criminosas violentas sediadas no Brasil representam uma grave ameaça à segurança não apenas do povo brasileiro, mas de todos os povos do Hemisfério Ocidental, incluindo os EUA. Sob a liderança de @POTUS@realDonaldTrump e @SecRubio, levamos essa ameaça muito a sério e estamos comprometidos em combater e destruir essas organizações. 🇺🇸🤝🇧🇷”
🇧🇷🇺🇸 Flávio Bolsonaro just came out of a White House meeting with Trump and laid out a vision for Brazil that puts ordinary citizens ahead of the cartels.
His central ask was direct.
He wants Trump to designate criminal organizations like the Comando Vermelho and the PCC as terrorist groups.
These factions already operate as parallel governments across entire regions of Brazil, controlling territory, extorting residents, and ruling through fear.
His argument is simple: the people living under their boot deserve to be freed, and international pressure is one of the few tools strong enough to break factions that have outgrown the Brazilian state itself.
He drew a sharp line with Lula.
According to Flávio, Lula plans to travel to the U.S. to try to prevent that terrorist classification, while Flávio asked for the opposite, international backing to fight organized crime rather than shield it.
He framed it as a choice between aligning with developed democracies or "kissing up to dictatorships," a clear shot at Lula's warmth toward Caracas, Havana, and Beijing.
The underlying question is a fair one.
When criminal armies govern neighborhoods the official government can't even enter, is calling them terrorists an overreach or just an honest description?
Flávio is betting the Brazilians trapped behind cartel lines would call it the latter.
Source: CIG @BolsonaroSP@FlavioBolsonaro
@SamDalloul Concordo! O hipe q conquistaram veio por terem financiado a maioria dos grandes influencers, teve um gd movimento. Mas a qualidade é pessima, recorte feio. Lululemon tem melhor corte/recorte e qualidade de tecido. E olha q moro em um país q o preço é parecido c Track Field.