Seis pães
Aos oito anos, ele se sentia pronto. Queria ir à padaria comprar pão sozinho.
A mãe não tinha certeza. A padaria não era tão perto e ela tinha criado o filho muito perto de si.
"Eu consigo" - suplicou o menino, mesmo que, no fundo, não tivesse certeza se conseguia.
Calculou em sua cabeça a velocidade e a distância do carro que vinha.
Mas não tinha certeza se dava tempo de entrar antes do carro.
Convergir ou esperar.
Quando decidiu ir, não dava mais.
Ele era reconhecidamente um motorista ruim quando, numa manhã, precisou convergir numa avenida mais movimentada.
Parou o carro, como manda o manual, olhou e notou que, ao longe, vinha um carro na faixa em que pretendia entrar.
A mãe já se preparava para ir atrás do menino, quando a campainha tocou.
O menino entrou rapidamente, aliviado por estar em casa.
A mãe correu pra junto dele, aliviada por ele estar vivo.
Na copa, um cheiro gostoso tomou conta do ambiente. Era a sacola com seis pães.
Seis pães
Aos oito anos, ele se sentia pronto. Queria ir à padaria comprar pão sozinho.
A mãe não tinha certeza. A padaria não era tão perto e ela tinha criado o filho muito perto de si.
"Eu consigo" - suplicou o menino, mesmo que, no fundo, não tivesse certeza se conseguia.
O menino foi bem ensinado. Atravessou com êxito a avenida movimentada.
Entrou triunfante na padaria, foi ao balcão e pediu os pães.
Na parede, atrás do balcão, um papel indicava o preço do pão, pela quantidade.
Pagou e foi na direção de casa.