Lula e o fim de um ciclo
Eu considero Lula favorito para PERDER esta eleição.
Sou Roberto Reis, estrategista eleitoral há 27 anos, com campanhas pelo Brasil para todos os cargos e mais de 300 palestras para o mercado financeiro e o agro desde 2022.
Minha leitura antecede as pesquisas com Flávio na liderança. Escrevo sobre isso há quase três anos.
O sentimento de 2026 é CANSAÇO.
O modelo que elegeu Lula já não funciona como antes.
Depois da estabilidade com Fernando Henrique, o brasileiro queria consumir e melhorar de vida.
Lula entendeu isso.
Mas quem passou a consumir quis patrimônio. Quem chegou à universidade esperou uma carreira. Quem abriu um negócio quis crescer.
A resposta do passado ficou pequena para a necessidade seguinte.
A crise de 2014 abalou a confiança nesse caminho. Vieram o impeachment e 2018, sem atender plenamente à demanda por MUDANÇA.
A pandemia tornou urgente a proteção estatal. Para mim, Lula só venceu em 2022 por isso. Voltou reunindo saudosos, petistas e gente que só queria tirar Bolsonaro.
A aliança venceu por pouco, sem conquistar a sociedade. O PT não encontrou razões para manter essa união.
Lula responde pelo terceiro mandato. Reeleição, meus caros, é um plebiscito sobre isso.
Ele representa permanência. O PT pede um sexto mandato, entre Lula e Dilma, para entregar o que o brasileiro não pode esperar.
Enquanto isso, o eleitorado MUDA.
Quem faz dezoito anos nasceu em 2008. Não viveu conscientemente os primeiros governos Lula. Pode apoiar políticas sociais e rejeitar Lula.
Conquistar essa geração exige futuro.
Para elas, Lula, aos 80 anos, de chapéu e voz rouca, não parece preparado.
O trabalho mudou.
Prestadores de serviço, pequenos comerciantes, vendedores digitais e trabalhadores de aplicativos não cabem no discurso de um partido sindical.
A classe média paga impostos, não se vê nos programas sociais e banca saúde, educação e proteção privadas. Parece estável, mas uma doença ou demissão desorganiza tudo.
Emprego não significa carreira. Salários baixos e falta de crescimento frustram. O diploma prometeu prosperidade. Sem ela, estudante e pais se decepcionam.
O eleitor suporta dificuldade quando acredita avançar. O problema é trabalhar mais apenas para não cair.
O país já não busca picanha.
Luta para continuar comprando ovo.
O dinheiro já chega comprometido com dívidas. Renegociar alivia, mas, sem renda suficiente, a dívida volta. Para mim, o Desenrola falhou por isso.
O crédito caro adia o carro, a reforma e a expansão do negócio. Bons indicadores não apagam planos frustrados.
Os impostos apertam quem produz. E a contrapartida decepciona: filas, atendimento ruim e criminalidade.
A violência força famílias e comerciantes a gastar com proteção. Dinheiro que melhoraria a vida paga pelo medo.
O discurso de perdão do PT parece distante de quem quer ordem.
A corrupção reforça a suspeita de que o contribuinte sustenta privilégios. Quem está no trono sofre mais desgaste.
Para mim, o antipetismo é maior que o bolsonarismo.
Nas pesquisas, cerca de 55% dizem que Lula não merece um quarto mandato.
Meu caro, a crise do STF é só a cerejinha do bolo.
A sessão de 15 de setembro pode reforçar a percepção de tratamento desigual. O pedido de vista adiou a decisão, mas as imagens seguiram no WhatsApp.
André Mendonça pode gerar solidariedade em quem também se vê impotente diante do poder.
Lula fica associado à preservação daquele ambiente. O eleitor nem precisa achar que Lula controla o Supremo. Basta crer que sua continuidade dificulta a mudança.
A indignação pode transbordar o bolsonarismo. A pessoa rejeita aspectos da oposição, mas recorre a ela para mudar.
Faltam duas semanas para o primeiro turno.
Quatorze dias podem mudar votos. Não apagam quase vinte anos de PT.
A sociedade cansou do protagonista, do roteirista e dos capítulos repetidos.
Vai trocar de canal sem saber o que encontrará, por uma razão:
ninguém aguenta mais o PT.
Lula é favorito sim,
para perder a eleição.
The Copts don’t have their own country.
The Assyrians don’t have their own country.
The Yazidis don’t have their own country.
The Druze don’t have their own country.
The Maronites don’t have their own country.
These are all ancient peoples with centuries of documented history, all of whom have faced extreme persecution and genocide by Muslims. And yet not a single leftist activist supports the idea that they should have their own homelands.
But somehow “Palestinians”, who are just Arabs with no distinct culture or identity, are supposed to get their own state, even though there are already dozens of Arab and Muslim countries they can call home.
Can anyone explain why?!