THE NEW KING OF THE 400M HURDLES 👑
🇧🇷's Alison Dos Santos smashes the 400m hurdles world record, clocking 45.80 to become the first man in history under the .90 barrier 🫨
The 2022 world champ burst out the block, sprinting to the finish, breaking Karsten Warholm’s previous record set in 2021 by 0.14 seconds 🔥
#DiamondLeague
PIU É RECORDE MUNDIAL!
Alison dos Santos fez história nesta quinta-feira (27), ao vencer os 400 metros com barreiras da Diamond League de Zurique com o tempo de 45s80!
Na voz de Alvaro José, o brasileiro superou o antigo recorde mundial de 45s94, estabelecido por Karsten Warholm nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021. O norueguês terminou a prova na segunda posição, com 46s69.
Piu segue invicto na temporada e se torna o primeiro brasileiro a deter um recorde mundial em uma prova de pista do atletismo!
É DO BRASIL! 🇧🇷
🎥 Rodrigo Alves
Acerte na Xsports!
#Xsports #AlisonDosSantos #Piu #Atletismo #DiamondLeague
O que a ciência realmente pode oferecer hoje contra a doença de Creutzfeldt‑Jakob
Por: Tuane Vieira
O diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) no influenciador e especialista em aviação Lito Sousa, divulgado por sua família nesta sexta-feira (21), trouxe uma doença rara ao centro da atenção pública. Com ela, veio a pergunta inevitável: existe tratamento?
A resposta honesta tem duas partes. Não existe, hoje, terapia capaz de deter ou reverter a DCJ: o cuidado é de suporte, voltado ao controle dos sintomas e ao conforto do paciente. E, pela primeira vez na história da doença, candidatos a medicamento, que atacam diretamente seu mecanismo, estão sendo testados em pacientes.
Nosso grupo do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis da UFRJ trabalha em uma dessas frentes de pesquisa — ainda em etapa pré-clínica. Por isso começo pelo que ela não é: nenhum chá, cápsula, extrato ou suplemento de planta trata a doença de Creutzfeldt-Jakob.
Como um prion se multiplica
A DCJ é causada por prions. Não são vírus nem bactérias, mas sim formas anormais de uma proteína produzida por nosso próprio organismo. Quando essa proteína muda de estrutura, induz proteínas normais a mudar de forma também, numa reação em cadeia. Aos poucos, as formas anormais se acumulam e comprometem o funcionamento do cérebro.
A doença é rara: um a dois casos por milhão de habitantes por ano. A grande maioria ocorre de forma esporádica, sem fonte de infecção identificável, e não se transmite pelo contato cotidiano. Isso é diferente da variante da DCJ, associada à epidemia de “vaca louca”: ter DCJ não significa ter adquirido a doença pelo consumo de carne.
Duas estratégias já chegaram aos pacientes
Para produzir novos prions, a proteína anormal precisa encontrar a proteína priônica normal. Então, por que não reduzir a quantidade dessa matéria-prima?
É o que tenta fazer o ION717, um oligonucleotídeo antisenso que interfere na mensagem usada pela célula para produzir a proteína priônica. O ensaio da Ionis recrutou 56 participantes em 2024 e abriu um novo braço em março de 2026. A empresa não divulgará resultados antes de 2027.
Em abril de 2026, uma segunda estratégia entrou em teste. O PRiSM usa um pequeno RNA (siRNA), administrado por punção lombar, para reduzir também a produção da proteína priônica. É um estudo de fase 1, com 15 pacientes sintomáticos, conduzido pelo Broad Institute com a UMass Chan, voltado à segurança e tolerabilidade.
Há ainda um ensaio randomizado e controlado por placebo, registrado na China, com efavirenz, um medicamento contra o HIV que prolongou a sobrevida de camundongos infectados. Ele ainda não começou a recrutar.
Nenhum dos dois primeiros estudos recruta no Brasil. E nenhuma dessas abordagens demonstrou, até agora, interromper a doença em seres humanos.
Já tentamos antes
Quinacrina, doxiciclina, flupirtina e um anticorpo monoclonal, usado sob licença especial no Reino Unido, já foram testados em pacientes com DCJ. E nenhum deles alterou o curso da doença.
O que mudou não é a certeza do resultado, mas a qualidade da aposta. Agora, testam-se moléculas desenhadas para o mecanismo central da doença, com efeito comprovado em animais.
E o agregado que já existe?
As estratégias em teste reduzem a quantidade de matéria-prima necessária para novos prions. Mas há outra pergunta: o que fazer com os agregados já presentes quando o diagnóstico é feito?
A doença progride rapidamente e, quando os sintomas aparecem, a agregação já está em curso. Por isso, buscamos moléculas capazes de impedir a formação de novos agregados e, idealmente, desestabilizar os já formados.
Num trabalho da UFRJ, em parceria com a Universidade Federal Fluminense e a Universidade Federal de Goiás, publicamos um artigo em periódico internacional, no qual descrevemos o uso a Moringa oleífera, conhecida popularmente como acácia branca, como biblioteca natural de moléculas.
Não partimos da ideia de que “moringa trata prions”: perguntamos se alguma substância da planta interagiria com a proteína priônica.
Encontramos duas: os ácidos clorogênico e neoclorogênico. Dos 18 compostos identificados no extrato, apenas esses dois se ligaram à proteína, e ambos reduziram a formação de agregados e desorganizaram agregados já formados in vitro.
O que o estudo mostra — e o que não mostra
O achado tem duas partes relevantes. A primeira é metodológica: conseguimos pescar, diretamente a partir de um extrato bruto, as moléculas que se ligam à proteína priônica, sem meses de fracionamento químico.
Uma combinação metodológica usada para garimpar moduladores de agregação em produtos naturais que também pode servir para qualquer proteína que forme amiloide.
A segunda é o efeito de desagregação. Poucas moléculas desmontam agregados já formados, e é aí que as estratégias de reduzir a produção da proteína não alcançam. Para tratar quem já apresenta sintomas, provavelmente precisaremos de ambas as coisas.
Antes de qualquer conversa sobre tratamento, é preciso mostrar efeito em células e em animais, medir quanto chega ao cérebro e entender o que acontece depois que um agregado é desfeito.
Diagnóstico importa, mesmo sem cura
Algo concreto já mudou no Brasil. O exame RT-QuIC, disponível em nosso laboratório na UFRJ, detecta a conversão da proteína priônica no líquido cefalorraquidiano e confirma o diagnóstico em vida.
A doença de Creutzfeldt-Jakob esporádica costuma surgir principalmente entre os 60 e 70 anos e pode causar declínio rápido da memória e de outras funções cognitivas, alterações de comportamento, dificuldade para caminhar e manter o equilíbrio, movimentos involuntários e alterações visuais.
Como vários desses sintomas também podem ocorrer em outras doenças neurológicas, inclusive em condições tratáveis, um diagnóstico preciso é fundamental para excluir outras causas e orientar adequadamente o paciente e sua família.
Não cura ninguém, mas encurta a investigação, exclui causas tratáveis que imitam a DCJ, poupa o paciente de terapias fúteis, permite planejar o cuidado paliativo e alimenta a vigilância epidemiológica.
Esperança com evidência
A DCJ continua incurável e agressiva, e é compreensível que as famílias busquem qualquer alternativa; é aí que a desinformação encontra terreno.
Nosso trabalho com os compostos da moringa é uma pista científica, não uma terapia pronta.
Mas o cenário mudou: em vez de apenas compreender como os prions causam doença, começamos a testar maneiras de interferir nesse processo. Para uma doença em que cada dia conta, isso merece esperança, acompanhada do que a ciência exige: evidência.
A pesquisa conta com apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).
Créditos do texto:
Tuane Vieira
Graduação magna cum laude em Ciências Biológicas, Mestre e Doutora em Química Biológica, professora Adjunta do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (INBEB); Universidad del Algarve
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
- o Grêmio era chamado de copeiro: hoje perde até do Bolivar em casa
- o Grêmio era chamado de imortal: hoje morre semanalmente
- o Grêmio botava medo nos adversários: hoje só bota medo na própria torcida
- o Grêmio era respeitado: hoje só passa vergonha.
Resumindo: o Grêmio acabou.
ENCHENTE | Guaíba tem cinco rios contribuintes: Jacuí, Taquari, Caí, Sinos e Gravataí. A condição de cada um deles ,em conjunto, conta a história de uma cheia do Guaíba.
Os dois enormes contribuintes são o Taquari e o Jacuí. O Taquari tem hoje cheia média a grande e atingiu 24,8 metros em Lajeado, o que é bastante. Já o Jacuí, o principal em vazão, subiu sem atingir marcas até agora extremas. Dona Francisca está perto de cota de inundação e Cachoeira do Sul está perto de inundação.
Nos três menores contribuintes, o Caí tem cheia e atingiu 11,4 metros em São Sebastião do Caí (1,4 metro acima da cota de inundação), o que por valores históricos não é uma cheia grande.
O Sinos tem cheia, mas não é grande. Taquara, no começo da bacia, está levemente acima de cota de inundação e não tem muito mais água por chegar nas próximas 72 horas. O Gravataí subiu, mas sem cotas muito expressivas.
Com o Jacuí sem cheia maior até o momento, Taquari com cheia média a grande, Caí com cheia pequena a média, e o Sinos e o Gravataí sem cheias expressivas, o conjunto indica cheia no Guaíba nas próximas 72 horas, mas sem cotas perigosas como 2023 e 2024 que motivem alarme.
Prever o Guaíba é tão, mas tão complexo e difícil, com variáveis diferentes de prever o nível de um rio apenas, que não é apenas vazão dos rios (hidrologia) que desaguam que determina o seu nível.
Tem também a variável do vento (meteorológica). Guaíba está na ponta Norte da Lagoa dos Patos. Se venta forte do quadrante Sul na Lagoa, há represamento do escoamento e o Guaíba sobe ainda mais. No passado, durante enchentes, houve picos de elevação de até 50 cm a 70 cm com vento Sul intenso em ciclones e/ou massas de ar frio intensas.
A subida de 30 cm na última noite teve em parte componente de vento Sul. Nos próximos dias, o vento vai soprar de direções variáveis sem indicativo de vento Sul forte.
É por considerar tudo isso, ausência de vento Sul forte e vazão sem extremos na maioria dos rios, que estamos informando que o Guaíba estará alto nesta sexta e no fim de semana, com risco para as ilhas, mas sem indicativo de cheia muito grande como as de setembro e novembro 2023, e muito menos catastrófica como 2024, cujo risco de repetição é zero nas próximas 72 horas.
Cambiar a Molina por Montiel es como dar vueltas las pilas del control, vos sabes que siguen siendo las mismas pilas de mierda pero por alguna razón funciona