O artilheiro da Série C foi revelado pelo Palmeiras, mas poucos devem lembrar dele: Miguel Bianconi fez apenas 7 jogos no Verdão, entre 2013 e 2014. Saiu, rodou o mundo e agora tem 34 anos.
E tá voando mesmo na Série C: 9 gols, sendo 4 na fase decisiva, e mais 4 assistências.
VÍDEO NOVO NO CANAL!
Dona Lúcia. Fuleco. Caxirola. Mano Menezes. David Luiz. Coragem, Felipão. O ciclo da Copa de 2014 está no ar.
Desde que eu comecei com essa ideia maluca de juntar 4 anos de Seleção Brasileira em um vídeo só, nenhum foi tão pedido quanto esse. É compreensível: a Copa de 2014, a nossa Copa, é um marco no nosso futebol.
Até por isso foi tão difícil fazer esse vídeo - que é, com larga vantagem, o mais longo do canal. Deve ter algum erro, mas eu espero que não, porque deu muito trabalho e ia ser uma merda. Se tiver, me ajuda nos comentários. Divirta-se.
Tenho dificuldade para aceitar o argumento de que, sem as bets regularizadas, os apostadores migrariam para a clandestinidade.
Apostas de futebol clandestinas existem há décadas no Brasil (vide Máfia do Apito), mas o cenário caótico de vidas ceifadas e famílias destruídas é fenômeno recente.
A facilidade para se apostar e o estímulo constante para que se aposte são as causas da epidemia que vivemos – existem estudos para comprovar – e é isso que deveríamos combater.
A ludopatia não é novidade, mas nunca foi tão fácil torrar salários e reservas de uma vida em minutos. Você não precisa mais se locomover, você não precisa infringir leis, você não precisa buscar lugares clandestinos, você não precisa esperar sorteios semanais.
A derrocada está a poucos cliques no smartphone, 24 horas por dia.
Quem quiser apostar pode fazê-lo no meio do trabalho, almoçando, no banheiro, no cinema, na cama. E esse maldito vício, ao contrário de outros utilizados pelos defensores das bets para argumentar “por que só com as bets, tadinhas?”, não gera consequências físicas imediatas.
Você não desaba no chão porque apostou demais. Você não incomoda ninguém apostando. Você não tem uma overdose de apostas, ainda que elas também possam te levar à morte. Seu colega pode estar apostando agora mesmo, ao seu lado, e você não vai perceber ou se incomodar.
O vício no jogo é tão cruel quanto discreto, e o estímulo a esse vício não pode ser aceito em nenhuma medida.
A morte do futebol brasileiro? Se vier a ocorrer porque a incompetência dos clubes os fez depender do vício alheio para sobreviver, que assim seja.
Novo técnico da seleção alemã, Jürgen Klopp se viu numa posição delicada: pedir o retorno da torcida no apoio à equipe, sem exacerbar sentimentos nacionalistas.
“Não quero deixar o orgulho nacional para as pessoas erradas”, disse ele na coletiva em que anunciou 44 jogadores pra sua 1ª convocação na Alemanha.
Ele próprio usava um boné com as cores da bandeira alemã e os dizeres “um entre 83 milhões”. É um toque nacionalista, mas contido: segundo Klopp, ele quer “recuperar a bandeira”.
O “orgulho de ser alemão” é um tabu no país, já que o nacionalismo foi um dos pilares nazistas. A razão pela qual Klopp está falando disso, embora não tenha dito claramente, é a recente vitória do partido Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições estaduais da Saxônia-Anhalt.
Foi a 1ª grande vitória da extrema-direita alemã desde aquela do Partido Nazista nas eleições federais de 1933, há quase um século.
O futebol teve um papel histórico na retomada do uso da bandeira pelos alemães. Em 2006, durante a Copa sediada no país, normalizou-se exibir o pendão tricolor pela 1ª vez em décadas, num contexto claramente deslocado da política.
20 anos depois, porém, o momento é outro. A AfD usa o orgulho alemão em sua plataforma xenofóbica, na qual defende, por exemplo, expulsar imigrantes do país. É o contrário do que propõe Klopp, que já se disse socialista no passado: “é possível ter orgulho de ser alemão e ainda ser aberto, diverso, gentil e amigável? É possível ainda ter compaixão? Eu tenho 100% de certeza: sim!”, disse o treinador.
Mas a conexão entre nacionalismo alemão, nazismo e AfD é difícil de negar. Em janeiro de 2025, Elon Musk fez uma saudação nazista pra celebrar a posse de Donald Trump. Dias depois, participou de uma convenção da AfD, dizendo que os alemães precisavam “superar a vergonha do seu passado”.
Em outubro passado, Benedict Doege, líder da Juventude da CDU (partido de centro-direita), convocou uma “caminhada patriótica” para celebrar os 25 anos da reunificação alemã. Avisou que seria um evento de “patriotismo positivo e unificador”, numa tentativa de se separar da AfD. E, mesmo assim, inúmeros extremistas compareceram ao evento, mostrando que falar em orgulho alemão é quase um apito de cachorro no país.
Klopp terá uma missão dura pela frente.
A missão de Klopp na Alemanha vai além das quatro linhas.
Técnico quer que a seleção resgate "das pessoas erradas" o sentimento nacionalista.
"As pessoas deveriam ter orgulho de serem alemãs, e ainda serem abertas, diferentes, gentis e amigáveis".
Palmeiras faz uma Libertadores mínima, mas vai passando apenas pelo que se ajeitou como clube e apesar do trabalho técnico dos portugueses. A força competitiva é do clube, com ajuda da estabilidade do comando, claro, mas do clube, não de Abel. Tem que trocar de treinador.