💊 ¿Es obligatorio tomar la levotiroxina en ayunas?
Clásicamente sí. Pero un nuevo RCT en JCEM (2026) plantea algo interesante que puede cambiar la práctica clínica 👇
🧵 Novo estudo no JAMA (abril/2026) muda o debate sobre metas lipídicas na prevenção primária:
Usar ApoB como alvo para intensificação da estatina é mais custo-efetivo que LDL-C ou não-HDL-C — e por larga margem.
📊 Em simulação com 250.000 pacientes elegíveis para estatina:
✅ Meta de ApoB < 78,7 mg/dL → +1.324 QALYs vs não-HDL-C ✅ RCEI de apenas US$ 30.300/QALY (limiar AHA/ACC: US$ 120k) ✅ Optimal em 65% das simulações probabilísticas
💡 Por quê? Estatinas reduzem colesterol mais do que partículas. ApoB mede o que realmente importa: número total de lipoproteínas aterogênicas
O custo do exame de ApoB é mínimo. O maior custo do grupo ApoB = mais anos de vida com tratamento preventivo.
📍 Ainda não disponível no SUS rotineiro — mas o argumento para incorporação ficou muito mais forte.
Luebbe et al., JAMA 2026. doi:10.1001/jama.2026.2986
#Cardiologia #Lipídeos #ApoB #MedTwitter #PrevencionPrimaria
📢 Resultados do Ez-PAVE trial apresentados no #ACC26 (NEJM):
Em pacientes com doença cardiovascular aterosclerótica, o alvo intensivo de LDL < 55 mg/dL reduziu significativamente o risco de eventos cardiovasculares em 3 anos em comparação com o alvo convencional < 70 mg/dL.
Hazard ratio: 0,67 (IC 95% 0,52–0,86; p=0,002)
Quanto mais baixo o LDL, melhor o desfecho.
Link completo: https://t.co/HMa91CsSXD...
#Cardiologia #Lipídios #PrevençãoCardiovascular #ACC26
Fim da patente da semaglutida (Ozempic) ontem no Brasil e as redes sociais pegando fogo com promessas de emagrecimento milagroso. Um artigo importante da The Lancet Diabetes & Endocrinology alerta: o TikTok, Instagram e Facebook estão criando expectativas totalmente irreais sobre tratamentos de obesidade com semaglutida e tirzepatida.Aqui no Brasil, onde a obesidade explodiu 118% em 18 anos (agora afeta 25,7% dos adultos – Vigitel 2025), os stories virais de “before and after” em 30 dias geram frustração enorme. Muita gente abandona o tratamento na primeira dificuldade, ignora o “rosto de Ozempic” e esquece que obesidade é doença crônica.Esses remédios são um avanço gigantesco, mas não são mágicos. Resultado duradouro exige acompanhamento médico, reeducação alimentar e paciência.Profissionais de saúde: chegou a hora de contra-atacar o hype com informação de qualidade nas redes!Vocês já viram isso rolando por aí? Comenta #OzempicBrasil #Semaglutida #ObesidadeNoBrasil #SaudePublica #EmagrecimentoReal
Curiosamente as páginas de fofoca e influencers não estão postando sobre os pesquisadores brasileiros que criaram uma vacina altamente eficaz p/ uma doença que tira milhares de vidas todo ano — feito que cientistas do mundo inteiro tentavam sem grande sucesso há mais de 70 anos.
Artigo do Victor Srougi da Folha de hoje.
É preciso conversar sobre duas coisas que estão andando juntas: como estamos formando médicos e como o sistema passou a supervalorizar procedimento, tecnologia e “alto custo” como sinônimo de boa medicina. Quando a formação médica é muito heterogênea, com experiências práticas desiguais e pouco foco em raciocínio clínico, comunicação e ética, aumenta a chance do tratamento virar uma sequência de solicitações, encaminhamentos e intervenções. E isso não é um problema “do médico X ou Y”. Simplesmente o sistema premia volume e complexidade, não necessariamente valor em saúde e desfecho.
O resultado é uma cultura em que fazer mais parece sempre melhor (mais exames, mais procedimentos, mais “pacotes”) mesmo quando o ganho real para o paciente é pequeno. Só que medicina de verdade não é show de tecnologia. Na verdade o objetivo é indicação correta, timing, acompanhamento, prevenção, reavaliação, e, principalmente, decisão compartilhada. Quando a régua vira “quanto custa” ou “quão sofisticado é”, a gente normaliza o gasto desnecessário, aumenta risco (porque todo procedimento tem risco) e aumenta os custos para todo mundo.
Talvez o caminho seja menos glamouroso e muito mais sério: fortalecer a qualidade da formação, exigir competências clínicas bem definidas, valorizar o médico que explica, orienta e acompanha, e alinhar pagamento e incentivos com resultados que importam (segurança, qualidade de vida, recuperação, funcionalidade). O melhor cuidado quase nunca é o mais caro. É o mais adequado.
Nota do editor: pra falar que IA é melhor que humanos, vc precisa comparar IA vs. humanos.
Este estudo comparou *humanos usando IA* vs. *humanos não usando IA*
Espero que os leitores do tweet, pelo menos os que interagiram com ele, tenham clicado no link e verificado isso.
Meta fiscal: resultado primário equilibrado, com tolerância de +/- 0,25% do PIB.
Realidade: déficit de 0,48% do PIB, ou R$ 60,6 bilhões (quase o dobro do limite inferior). Apesar da arrecadação recorde, despesa atinge 18,8% do PIB.
Era só isto o post.
É com satisfação que compartilho a lista da @ChooseWiselyBR em colaboração com a @medhospitalista que elaboramos.
As recomendações tem o propósito de prevenir excessos, mitigar práticas de baixo valor e enfatizar a prevenção quaternária como um dos pilares do cuidado.
Finalmente, uma notícia positiva e um início de alívio para nosso agro.
Os Estados Unidos reduziram parcialmente as tarifas para café, carne, castanhas do Pará, açaí, banana e outras frutas tropicais.
Os 40% não caíram ainda, mas temos visto sinais importantes de que a diplomacia estatal e empresarial podem fazer a diferença.
O governo, que nunca deveria ter se afastado do nosso segundo maior parceiro comercial, precisa continuar o diálogo com os Estados Unidos para que nossas exportações retomem o ritmo normal, garantindo renda e emprego para os brasileiros.
O tarifaço não caiu ainda, mas há uma luzinha no fim do túnel.
Vamos aguardar mais detalhes das negociações.
E nós, no @SenadoFederal, continuaremos atentos e batalhando pelo nosso país!
É assustador que 15 a 40% dos AVCs isquêmicos sejam causados por placa de gordura nas artérias carótidas, no pescoço, mas ainda assim seja uma doença pouco investigada.
Muitos pacientes que sofreram um derrame acabam apenas fazendo investigação com tomografia ou ressonância, mas a presença de placas obstrutivas nas carótidas é simplesmente ignorada. Ai fazem novo AVC em algumas semanas, para surpresa de ninguém.
Derrame (AVC), princípio de derrame (AIT), alto risco cardiovascular, pre-op de cirurgia cardíaca, são exemplos que necessitam de pelo menos um ultrassom das carótidas.
Mas tem um porém. Fazer ultrassom indiscriminado não é correto, pois pode levar a diagnóstico e tratamento desnecessários.