Carmen de Oliveira, uma mulher trans de 25 anos, estudante da UNESP de Ilha Solteira, aqui em SP, foi assassinada pelo seu namorado e pelo amante de seu namorado, o policial militar Roberto Carlos de Oliveira.
O motivo? Seu namorado, Marcos Yuri Amorim, não queria assumi-la, conforme as investigações da polícia.
A vida de uma mulher trans foi tirada porque um homem não queria correr o risco de pensarem que ele a amava. Preferiu ser preso por assassinato.
Uma história e uma trajetória foram interrompidas pela incapacidade de outra pessoa de lidar com as nossas existências. Pela transfobia e pela objetificação dos nossos corpos. Mais uma de nós se foi no país que mais nos mata, e que mais nos fetichiza.
Carmen tinha família, que ainda aguarda notícias sobre a localização de seu corpo. Carmen era querida na universidade que estudava e Carmen era amada por suas amigas. E a todas essas pessoas, ofereço minhas condolências.
Meu mandato já está, há algumas semanas, em contato com as amigas de Carmen e em diálogo com a polícia, e continuará à disposição de suas amigas e família para tudo o que nos for possível.
Carmen não será esquecida.
Justiça por Carmen!
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