É estelionato e abuso de poder político sob sigilo? Mas as eleições não são transparentes, auditáveis e confiáveis? Como seriam se não se pode investigar com transparência ao público o abuso de poder econômico com cara, cheiro e jeito de compra de votos? Só ditaduras escondem.
Nordestino sem água, gás de cozinha e gasolina
Manauara respirando gás tóxico
Paraense sendo expulso da própria casa pra facção tomar conta
Lula: vou pôr o Desenrola 3.0 sob sigilo fodase
Em 1995, a então vice-primeira-ministra sueca Mona Sahlin teve que renunciar ao cargo em meio a um escândalo conhecido como “O Caso Toblerone”: ela havia comprado dois chocolates e um vestido com cartão corporativo do governo, num total de 35 euros.
No Brasil de hoje, os juízes constitucionais Toffoli, Moraes e Nunes Marques são flagrados com contratos milionários de familiares, gastos de luxo e prostituição pagos por um banqueiro corrupto investigado em seu tribunal e, passado mais de um ano, permanecem intocáveis.
LULA ESTÁ ABUSANDO DA SORTE, ESSA INCONSEQUENCIA TEM DE ACABAR, SE FOR VERDADE É O PIOR ESCULACHO QUE SE PODE DAR AO NOSSO EXÉRCITO, DESMORALIZAÇÃO TOTAL...
Surpreso com a forma como esse psiquiatra explicou o que significa cuidar da saúde. E aí, lembrou de alguém que precisa aprender urgentemente a cuidar da saúde? E você, como tá cuidando da sua?
Não basta pedir que o eleitor vote pela família. É preciso explicar como governar para dar liberdade para que os pais consigam sustentar, proteger e educar seus filhos. Família não pode aparecer apenas no discurso de campanha.
OS BLOGUEIROS DE CRACHÁ NUNCA DESAPARECERAM. APENAS MUDARAM DE DISFARCE.
Há uma diferença abismal entre fazer jornalismo e fazer militância política com um microfone na mão. E há quem pareça ter perdido completamente a capacidade de distinguir uma coisa da outra.
Ana Paula do Vôlei resolveu ressuscitar uma acusação contra Felipe Moura Brasil: a de que ele teria passado a criticar Bolsonaro porque não conseguiu a chefia da SECOM.
E as provas, Ana Paula? Onde estão?
Porque falar até um papagaio fala. Difícil é sustentar aquilo que se diz.
Felipe, pelo contrário, apresenta declarações públicas de agosto e novembro de 2018, anteriores à escolha do chefe da SECOM, nas quais já rejeitava ocupar cargos no governo e reafirmava a sua independência jornalística.
Perante documentos, datas e declarações verificáveis, não basta aparecer diante de uma câmara a distribuir acusações e a diagnosticar supostas dores de cotovelo.
Isso não é investigação. É mexerico político com pretensões de jornalismo.
E depois temos Luís Ernesto Lacombe, que acha particularmente espirituoso chamar «Felipe Morra Brasil» a um jornalista que já foi alvo de ameaças de morte.
Que extraordinária demonstração de elevação intelectual! Quando faltam argumentos, recorre-se à deturpação do nome. Uma infantilidade indigna de quem pretende ser levado a sério.
Mas a cereja no topo deste espetáculo de servilismo político é chamar Felipe Moura Brasil de «isentão».
ISENTÃO?!
Desde quando a independência perante políticos se tornou um defeito profissional?
Desde quando um jornalista tem a obrigação de beijar os pés de Bolsonaro para demonstrar que não gosta de Lula?
Desde quando denunciar irregularidades de um governo significa trabalhar para os seus adversários?
Jornalismo não é uma declaração de amor a políticos. Não é uma claque organizada. Não é um concurso para descobrir quem bajula melhor o seu líder de estimação.
E a ironia é deliciosa: Ana Paula ainda invoca a reportagem «Os blogueiros de crachá», de Felipe Moura Brasil.
Talvez o problema de certos comentadores com essa reportagem seja precisamente a pergunta que ela continua a levantar: onde termina o jornalismo e começa a militância remunerada ou disfarçada de informação?
Quanto à famosa «dor de cotovelo», Ana Paula, convém ter cuidado com os diagnósticos à distância. Porque quem parece incapaz de aceitar que um jornalista tenha independência para criticar os seus políticos favoritos não está propriamente a dar uma lição de liberdade de pensamento.
O verdadeiro teste de um jornalista não é atacar os políticos de quem não gosta. É ter coragem de investigar e criticar aqueles de quem gosta.
O resto pode ser propaganda, fanatismo, bajulação ou oportunismo. Jornalismo é que não passa a ser só porque alguém tem um microfone, uma audiência e uma opinião aos gritos.
Agora assistam ao vídeo.
Primeiro, as acusações de Ana Paula do Vôlei.
Depois, a resposta de Felipe Moura Brasil, acompanhada das declarações que ele apresenta para as contrariar.
De um lado, acusações sobre intenções e ressentimentos. Do outro, documentos e datas que podem ser confrontados.
Tirem as vossas conclusões.
Porque a língua não tem ossos, mas a credibilidade deveria ter coluna vertebral.