Um tipo de comentário bastante comum, especialmente de quem não tem o menor interesse em ouvir o outro, apenas em reforçar o próprio ego.
Pessoas não "defendem bilionários".
Defender bilionários, ainda que indiretamente, é defender imposto de importação, "Politica industrial" via crédito subsidiado.
E curiosamente, não é comum que se diga que quem defende isso defende bilionários.
Mas sim sobre quem vê o governo ter uma carga tributária de país rico, com serviços públicos ineficientes.
As pessoas estão cansadas de burocracia, impostos e custos gerados pela ineficiência do Estado.
É natural e saudável que desconfiem de qualquer medida, especialmente aquelas "milagrosas".
Taxar bilionários per si é uma medida inútil, transferir renda é paliativo.
O que as pessoas querem é saber como o governo irá parar de foder o empreendedor e melhorar o ambiente de negócios pra que as pessoas possam por elas mesmas buscar melhores condições de vida.
Ninguém se impressiona com o Estado que já arrecada 4 trilhões por ano criando um imposto sobre ricos pra arrecadar 30 bilhões.
Grandes merda arrecadar. Não muda a vida a vida de ninguém.
O que muda vidas é melhora de ambiente, regras claras, perspectiva de futuro. E isso o Estado brasileiro parece incapaz de prover.
In 1945, Solzhenitsyn was a decorated Soviet officer who made a small, private joke about Stalin in a letter.
The state opened it, read it, and treated it as a crime. Within weeks he was arrested and stripped of rank. He was fed into the camps, and sentenced to eight years in the Gulag.
The camps were designed to teach one lesson: say nothing, remember nothing, become nothing. He shoveled frozen concrete until his hands split and bled.
Years later, Solzhenitsyn would write, “Bless you, prison, for having been in my life.” It sounds insane until you understand what he meant. Prison showed him the truth of the regime in its purest form.
After his release, the punishment did not end. He lived under constant surveillance, moving from place to place, knowing that writing a single page could mean death. So he did not write. He memorized. Whole chapters of The Gulag Archipelago lived only in his head. Friends hid scraps of text. Wives memorized passages. For years the book existed only in human memory, as fragile and dangerous as a secret prayer.
When it was finally published, it did not argue that Soviet communism had gone too far. It showed that this was exactly where it led. Solzhenitsyn had learned that systems built on lies survive only if people agree to repeat them, and that the simplest refusal… to stop saying what you know is false… is the first and most dangerous act of resistance.
In 1968, historian Robert Conquest published research showing Stalin killed millions.
Western intellectuals called him a propagandist. A Cold War hack. A CIA plant.
Then the USSR collapsed. The archives opened.
And every number he predicted was proven correct; or too conservative. 🧵
Your professor says capitalist theory is based on "pure selfishness and greed."
Actually, the father of capitalism despised greed. He wrote an entire book explaining why societies collapse without sympathy, trust, and moral foundations.
Here's the Adam Smith they refuse to teach you. 🧵
Aumento de gastos com funcionalismo pré e pós-pandemia (2019-2024)
Eduardo Leite é outro patamar.
Em 2019 cerca de 30% de tudo que o RS arrecadava ia apenas para o déficit do funcionalismo.
Hoje este número está em ~16% (caindo)
A dívida do RS era de 220% da arrecadação. Hoje este número está em 176% (2Q25) e caindo (estava em 184% ano passado após o cancelamento dos juros)
Reforma administrativa + privatizações + reforma da previdência mais dura do país, sem privilégio pra militar
Resultado? Número de policiais parou de cair. Investimento triplicou. Salários passaram a ser pagos em dia.
Reformas funcionam.
If you believe free speech is for you but not your political opponents, you're illiberal.
If no contrary evidence could change your beliefs, you're a fundamentalist.
If you believe the state should punish those with contrary views, you're a totalitarian.
If you believe political opponents should be punished with violence or death, you're a terrorist.
O PSOL tem 20 anos de existência.
O único cargo relevante no Executivo que o partido exerceu em 2 décadas foi a prefeitura de Belém.
Neste cargo, Edmilson Rodrigues foi considerado o prefeito mais mal avaliado do país.
75% de rejeição.
Foi o 1⁰ prefeito de Belém a não se reeleger.
O PSOL é um partido intrinsecamente do legislativo, onde não tem responsabilidade por nada e representa um grupo (legítimo), que faz muito barulho em redes sociais, mas não avança nenhuma pauta relevante. O baixo nível técnico (e de articulação política), do partido, explica essa ineficiência.
É um partido de Pop Star. Muito show. Muita mídia e nada além disso.
Érika é só mais uma que segue essa trajetória do partido.
Por fim, convém lembrar que o partido expulsou Heloisa Helena, fundadora e candidata mais votada da história do partido.
Heloisa é nordestina, evangélica e contrária ao aborto.
Teve 6.5 milhões de votos.
Guilherme Boulos teve 617 mil.
Vale lembrar que o Bolsa Família tinha um peso relativamente modesto no orçamento até o governo Bolsonaro, que quase triplicou permanentemente esse gasto. É bom lembrar isso pq vai contra dois esteriótipos: que a direita tem responsabilidade fiscal; e não aumenta gasto social.
Dólar é um sinal ruim sobre o estado da economia.
Mas é um sinal útil sobre popularidade do governo.
No primeiro governo Lula, o governo fez recorde de superávit, ao mesmo tempo em que também fez gastos recordes (sociais, em subsídios, salários, etc).
Mas aquele era um Brasil em que a população crescia 1.3% ao ano e o preço dos produtos vendidos pelo Brasil subia 30% ao ano.
Este Brasil/Mundo não existe mais.
O que existe hoje é a maior dívida do mundo entre emergentes, um país sequelado pela grande depressão de 2014-16 que destruiu uma geração e cuja população parou de crescer.
O brasileiro é hoje 8 anos mais velho do que era em 2003. Foi de 27 pra 35 anos. A mágica de aumentar salário mínimo e distribuir grana via previdência agora é inviável.
Aumentar o crédito também não rola. As famílias já estão endividadas.
E claro, estamos chegando a 5 décadas sem aumento de produtividade.
Existem notícias boas, óbvio.
O agro produz hoje 2x mais por hectare do que produzia em 2003. Exportamos petróleo.
Mas não compensa.
Devíamos estar antecipando a queda populacional dos anos 30 e resolvendo produtividade. Mas o governo alega que não tem como reduzir a sua demanda por poupança da sociedade (aka, déficit).
Este foi o recado de ontem
Gastamos R$2,3 trilhões por ano. Mas o máximo que a gente consegue cortar é 1%.
@clarionrox@Ex3vd A primeira temporada é uma obra prima. A segunda é muito ruim, só repete ou extrapola mais o que já foi mostrado na primeira. Única razão de existir é comercial, porque a história já foi contada na primeira.
Por que a esquerda é anti-Israel?
A esquerda política definitivamente não gosta de Israel.
Mundo afora o fenômeno é o mesmo.
Nas últimas semanas, protestos em diferentes cidades foram organizados no Brasil com o apoio de partidos políticos de esquerda (como o PSOL e o PCdoB) e movimentos de esquerda (como o MST).
Mesmo os Estados Unidos, historicamente ligados a Israel, testemunham essa tendência.
Três dias após os atentados terroristas do Hamas, a organização Socialistas Democráticos da América (DSA) promoveu uma manifestação pró-Palestina em Nova York, onde os participantes gritavam “a resistência é justificada quando as pessoas estão ocupadas”, com direito à exibição do símbolo da suástica.
Na Espanha, uma manifestação anti-Israel organizada pelos partidos de esquerda Podemos e Sumar levou 10 mil pessoas às ruas de Madri.
Na Inglaterra, nos últimos dois finais de semana, protestos anti-Israel levaram 100 mil pessoas às ruas de Londres. As manifestações estão umbilicalmente ligadas ao Partido Trabalhista britânico (em 2019, 42% dos judeus britânicos disseram que “considerariam seriamente” deixar o país caso o líder trabalhista da época, Jeremy Corbyn, virasse primeiro-ministro).
Na Austrália, manifestações em Sydney não ecoaram apenas gritos de “Palestina Livre”, mas de “fodam-se os judeus”.
Protestos parecidos aconteceram em diferentes pedaços do mundo nas últimas semanas, de Joanesburgo a Toronto. Sempre com o protagonismo de movimentos e partidos políticos de esquerda.
Por quê?
O que conecta a esquerda a uma identidade anti-Israel é uma mistura de diferentes elementos.
Essa não é uma relação nova, fabricada nas redes sociais. Nem é tão óbvia quanto parece.
Em primeiro lugar, é preciso contexto histórico: a União Soviética desempenhou um papel fundamental no apoio à criação do Estado de Israel. Durante o debate sobre o Plano da ONU para a partilha da Palestina, em 1947, a União Soviética apoiou o sionismo nas Nações Unidas. Na verdade, Moscou se pronunciou a favor de um Estado Judeu muito antes dos Estados Unidos – antes de qualquer potência.
Um ano antes da criação do Estado de Israel, o então embaixador soviético na ONU, Andrei Gromyko, expressou forte apoio a Israel, destacando a conexão histórica do povo judeu com o território, reconhecendo as aspirações do povo judeu após o Holocausto e defendendo que o mundo tinha uma dívida com eles.
O protagonismo russo foi tamanho nessa direção que a União Soviética foi o primeiro país a reconhecer oficialmente Israel, dois dias após a sua declaração de independência, em maio de 1948.
Na Guerra Árabe-Israelense de 1948, Israel recebeu rifles, morteiros e até aviões de combate da Tchecoslováquia, com permissão e consentimento soviético. Essas armas desempenharam um papel indispensável para a vitória israelense.
Como escreveu o historiador Paul Johnson, Joseph Stalin está “entre os pais fundadores de Israel”.
Os próprios israelenses não negam isso. Como disse Abba Eban, o primeiro embaixador de Israel na ONU, sem o voto e as armas fornecidas pelo bloco soviético, “não poderíamos ter conseguido, nem diplomaticamente, nem militarmente”.
Por que os soviéticos escolheram o lado judeu? Por pragmatismo. Stalin via a criação de Israel como uma maneira de reduzir a influência britânica no Oriente Médio. Na propaganda soviética – veja a ironia – apoiar Israel era enfrentar o imperialismo ocidental no Oriente Médio.
Mas pelo mesmo pragmatismo, poucos anos depois, os soviéticos mudaram de lado – levando todo campo político junto, mais uma vez.
A relação entre a União Soviética e Israel se deteriorou no instante em que Israel expressou o desejo de migrar judeus soviéticos para Israel, atitude amplamente rejeitada pela União Soviética, lar de uma das maiores comunidades judaicas do mundo.
A partir desse episódio, a União Soviética passou a expressar apoio e oferecer treinamento militar, armamento e assistência financeira à causa palestina.
Após a criação do Estado de Israel, os judeus soviéticos enfrentaram forte oposição de Moscou para a emigração. Judeus que solicitavam permissão para emigrar para Israel muitas vezes encaravam discriminação, perda de emprego e perseguição (com direito, em alguns casos, à prisão). A maioria teve seus vistos de saída negados e passou a ser rotulada como refusenik. Eles também enfrentavam vigilância constante da KGB.
Para o Kremlin, permitir que um número tão grande de cidadãos deixasse o país era visto como um sinal de fraqueza e instabilidade. Além disso, muitos judeus soviéticos ocupavam posições em áreas sensíveis, como pesquisa científica, defesa e indústria. O Kremlin estava preocupado que esses indivíduos levassem conhecimentos e habilidades valiosas para o exterior.
Como num passe de mágica, a causa palestina passou a ser vista pelos líderes do bloco comunista como uma luta de libertação nacional contra o imperialismo (um imperialismo que havia sido sustentado diplomaticamente e militarmente pela própria União Soviética).
Os interesses russos, estritamente pragmáticos, locais, moldaram a concepção ideológica, moral, de todo um campo político no Ocidente – como em tantas outras questões.
Ainda hoje, dos 193 países membros da ONU, 28 não reconhecem Israel (15%). Desses, apenas 3 não têm maioria muçulmana – todas elas ditaduras de esquerda: Cuba, Venezuela e Coreia do Norte.
Embora nem todos os críticos de Israel sejam radicais de esquerda, as posições anti-Israel viraram uma espécie de marcador de identidade política para a chamada esquerda “anti-imperialista”.
A narrativa anti-Israel, ainda hoje, considera o país uma força “imperialista-colonialista” que ocupa a Palestina.
A rejeição a Israel é um fenômeno muito além do repúdio aos assentamentos israelenses na Cisjordânia ou à política bélica de Benjamin Netanyahu, tantas vezes condenada por diferentes campos políticos no Ocidente: a esquerda radical rejeita a legitimidade do Estado Judeu e o direito dos judeus à autodeterminação nacional. Para ela, um Estado Judeu nunca deveria ter sido estabelecido.
O grupo chama essa identidade de antissionismo: não apenas a oposição a diferentes características negativas da política (e do governo) israelense, mas a negação do direito de Israel existir sob qualquer pretexto naquele território.
É difícil medir a linha que divide o antissionismo do antissemitismo. Embora alguns estudos apontem que há uma correlação entre entrevistados que não reconhecem a legitimidade de Israel e aqueles que concordam com declarações e teorias conspiratórias antissemitas, diferentes organizações de direitos humanos entendem que uma coisa é diferente da outra.
Aqueles que acreditam que antissionismo é um traço de antissemitismo costumam reclamar que o Estado Judeu é julgado de forma mais severa que os demais. Mais do que isso: dizem que negar a relação milenar dos judeus com o território de Israel é negar a própria existência dos judeus na história.
E esse conflito ganhou novas camadas com as redes sociais.
Hoje, o movimento anti-Israel também é influenciado pelo identitarismo, que enxerga a história – independente do país de origem – através de um conceito de raça simplório e maniqueísta que deriva da experiência racial americana.
Para a esquerda ocidental, os israelenses são “brancos” e os palestinos são “pessoas de cor”. Nesse sentido, os judeus – vítimas do maior crime racial do século 20 – não podem ser vítimas de racismo, visto que são “brancos” e “privilegiados”; mas enquanto “brancos” e “privilegiados” são perfeitamente capazes de explorar “pessoas de cor”, “desprivilegiadas”.
Numa reviravolta, os judeus são agora acusados dos mesmos crimes que eles próprios sofreram.
Em 34 anos, entre 1987 e 2021, 12 mil palestinos morreram no conflito Israel-Palestina, o equivalente a 0,2% do total de judeus mortos no Holocausto. No conflito Israel-Palestina, por diferentes motivos, a violência é indiscutivelmente uma desgraça maior para o povo palestino – mas uma desgraça consideravelmente distante da experiência nazista.
A oposição explícita a Israel, nos últimos dias, também virou, para muitas figuras, um apoio velado e cínico ao Hamas.
Desde 2007, o Hamas governa a Faixa de Gaza, onde criou um Estado de partido único que esmaga a oposição, proíbe as relações entre pessoas do mesmo sexo, reprime as mulheres e defende abertamente o assassinato dos judeus, rejeitando categoricamente a primazia dos direitos humanos. Mas as vítimas dessa teocracia não recebem qualquer solidariedade de manifestações políticas ocidentais organizadas por grupos que juram protegê-las.
Parece incoerente, mas é perfeitamente justificável. Não se engane com os discursos: se os russos (e os chineses) decidirem mudar de lado nessa disputa – por qualquer motivação mesquinha, cotidiana e pragmática – a esquerda radical irá junto, adaptando suas motivações à propaganda da ocasião.
Não será a primeira vez.
Dona Vanuza é mulher, negra, campesina, e teve a casa que construiu com o próprio trabalho tomada.
Não vamos ver ninguém falando em machismo e racismo porque quem roubou a casa de Dona Vanuza foi o MST.
Tinha deputado rindo durante o depoimento dela. Troço asqueroso.
The tax on technology in Brazil is absolutely insane.
I had a friend from Brazil visit me in NYC recently. He flew here to buy a Macbook.
It was cheaper for him to buy a round-trip ticket to NYC, buy the laptop here, and fly back than it was to buy it in Brazil.
WTF?
Não vou me alongar sobre o tema. Diante das alternativas postas, votarei em Lula. E, pela mesma razão, em São Paulo, meu voto será em Tarcísio de Freitas.