@CauaLopes_87 Talvez, mas o Brasil já entrou derrotado em 2026. Em 54, competimos; jogamos, tentamos ganhar. O baque veio mais depois que a Hungria (que era melhor) fez o quarto gol.
Vi alguns dizendo que o Brasil voltou à "era pré-Pelé". Discordo.
Mesmo antes dele, formávamos vários cracaços mundiais (Leônidas, Ziza, Ademir), nossos técnicos eram vanguarda (F. Costa, Zezé Moreira, Martim Francisco) e tínhamos fantásticas gerações.
Muito diferente de hoje.
@Wanderson_jr07 Tranquilo. E o post nem foi uma resposta ao seu tweet, mas a outros que tenho visto por aqui.
E sim, claro que existe uma inferioridade psíquica, advinda principalmente daquilo que já comentei sobre neoliberalismo. Mas é tudo muito mais grave; surgir um Pelé não resolverá.
Claro que a analogia não é imediata pois o Brasil é um país de proporções continentais, que produz jogadores ad aeternum, mas serve para mostrar que uma fase ruim não implica em ciclicidade. Estruturas socioeconômicas e políticas podem, sim, mudar em definitivo o esporte do país.
Tomemos a Hungria como exemplo. A urbanização e o fim dos grunds, a Revol. de 1956, o fechamento das fronteiras, a centralização esportivo-política forçada em clubes-cartaz, a fuga de cérebros, o fim do associativismo e da cultura dos cafés matou o futebol hungaro em definitivo.
França chega, joga e ganha. Sem drama, sem sofrimento, sem jornada do herói, sem nada. Simplesmente demonstram a superioridade durante os noventa minutos, fazem o que precisam fazer e se classificam.
Até a semifinal, é a Copa mais dominante de uma seleção neste século.
Será que ser mais habilidoso implica, necessariamente, em ser melhor jogador?
Olise e Mbappé mostram que talvez não. Olise é sem dúvida mais leve, hábil com a bola no pé e mais criativo em espaços curtos. Porém, quem RESOLVE, quem tira um gol do mais absoluto nada, é Mbappé.
@CauaLopes_87@paulo__junior__ Por aqui, talvez por conta da posição que jogou na Copa de 50, Ademir ficou visto meio que como um "9 fazedor de gol" e o Zizinho como o gênio criativo. Na prática, Ademir era inside-forward muito técnico e refinado, talvez o atacante mais completo que o Brasil teve junto a Pelé.
@LuizFCAlmeida@camisadez1935 Cometendo o CRIME de juntar jogadores da era do vídeo e de antes na mesma equipe:
(3-2-2-3)
Mazurka/Gylmar
Nasazzi
Domingos
Figueroa
Didi
Andrade
Maradona
Messi
Garrincha
Di Stéfano
Pelé